Entenda como agia o influenciador financeiro preso pela PF de Ribeirão Preto

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A Polícia Federal de Ribeirão Preto detalhou como era a ação do ‘influenciador financeiro’ Gabriel Saletti Pinotti, acusado de aplicar golpes de até R$ 15 milhões em vítimas de todo o país.

Segundo o delegado da PF, Marcellus Henrique Araújo, o suspeito estaria agindo há pelo menos quatro anos. Gabriel Pinotti foi preso temporariamente na última terça-feira (18), durante a operação ‘TAKE PROFIT’.

Ele deve responder pelas práticas de crimes financeiros, lavagem de dinheiro, exercício ilegal de atividade de assessor de investimento sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e crime contra a econômica popular.

Como ele atraía as vítimas?

Segundo o delegado, Gabriel utilizava suas redes sociais para criar conteúdos, supostamente educativos, sobre operações ‘day trade’ – modalidade que envolve compra e venda de ativos financeiros em um único dia.

Além disso, o influenciador também vendia um curso onde ele prometia ensinar as vítimas a obterem lucros acima do que é previsto no mercado.

Quais eram os lucros prometidos?

Conforme explicação de Marcellus Henrique Araújo, apesar de os lucros não corresponderem à realidade, a estratégia de Gabriel era prometer valores mais abaixo do que os golpistas prometiam antigamente.

Isso, de acordo com o delegado, provocava nas vítimas uma sensação de investimento bom e possível.

Antigamente os valores prometidos de rendimento eram altos, cerca de 15%, 20% até 50% e a sociedade percebeu que os valores eram insustentáveis. A pessoa que vai praticar esse crime também está atenta isso, então ela está montando uma estratégia o tempo todo para atingir o maior número possível de vítimas

disse o delegado em entrevista à EPTV

No caso de Gabriel Pinotti, a promessa era de lucro em torno de 2% e, em algumas situações, ele prometia que os rendimentos poderiam chegar a até 6%.

Vale ressaltar que, conforme a PF, a estratégia foi considera uma pirâmide financeira, já que o dinheiro das vítimas foi utilizado para manter um padrão de vida exuberante. “Essa era uma forma de convencer as pessoas a confiar nele o seu dinheiro para conseguir os investimentos”.

O que ele dizia quando alguma vítima solicitava o dinheiro prometido?

A Polícia Federal explica que, no momento em que alguma das vítimas entrava em contato com Gabriel para questionar sobre o retorno prometido, ele alegava insolvência civil, que é uma declaração judicial de que as dívidas do devedor são maiores do que seu patrimônio.

Segundo o delegado, a ação é semelhante a uma “falência para pessoas físicas”, entretanto, ela não poderia ter sido feita pelo influenciador.

A gente está verificando ser uma estratégia do investigado para tentar mitigar qualquer responsabilidade criminal dele, é ele conferir uma aparência dos atos criminosos dele como uma pessoa que, em dado momento, viu-se devedora e não pôde arcar com as dívidas, o que não é o caso

Ainda conforme a PF, “o dinheiro que ele [Gabriel] alega ser dívida dele, foi uma dívida gerada por práticas criminosas, onde ele captou recursos de terceiros, alegando uma finalidade de investimento, mas promoveu o uso pessoal desse recurso, o que pela lei é considerado crime financeiro”.

 

O que diz a defesa do acusado?

Até o momento, o advogado de defesa do acusado disse que só irá se pronunciar após ter acesso ao processo.(com informações da EPTV)


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