“Sou o Contraponto do Que Imaginam para Presidente”

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Aos 14 anos, Milena Leal foi trabalhar no call center de uma empresa de tecnologia para ajudar a mãe a pagar o aluguel. Mais de três décadas depois, com passagens por algumas das maiores companhias do setor no mundo, de HP a Oracle, a executiva de 48 anos assume a liderança do Google Cloud no Brasil. “Sou o contraponto do que imaginam para presidente de uma empresa como o Google”, diz. “Primeiro, por ser mulher; segundo, porque me formei em direito, não fiz faculdade de ponta nem MBA fora do país.”

Mesmo sem atalhos ou formação técnica, Milena sempre soube onde queria (e podia) chegar. Construiu sua carreira de forma estratégica, mirando o futuro, mas de olho no presente. “Estava o tempo todo pensando: ‘O que falta para eu ser melhor agora?’”

Em um mercado historicamente masculino, foi muitas vezes a única mulher na sala e a primeira a ocupar determinadas posições conforme subia na escada corporativa. Destacou-se pela dedicação, pelo otimismo e pela capacidade de construir relacionamentos, o que também a levou à posição atual. “Nunca tive uma base técnica muito profunda, mas sempre soube onde buscar”, diz. “Quem trabalha tem sorte.

No Google Cloud desde 2020, liderou a estruturação do plano de go-to-market no Brasil e, depois, a área de contas estratégicas no país, mercado relevante para a plataforma de computação em nuvem. No último ano, São Paulo passou a sediar o oitavo Cloud Space do mundo e o primeiro da América Latina. O espaço de inovação é dedicado a clientes e parceiros da companhia, que registrou receita de US$ 15,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior (a empresa não divulga resultados por região).

Em meio à corrida da inteligência artificial, a executiva segue apaixonada pelo poder de transformação da tecnologia, mas não a enxerga como fim. “Quero ser reconhecida como uma líder que não só atinge os objetivos financeiros, mas que tem a capacidade de apoiar a equipe para que se tornem profissionais e pessoas melhores.”

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Foi também no ano passado que descobriu um câncer de tireoide, que a levou a refletir e rever suas prioridades. “Tudo é passageiro. Eu estou nessa posição. Não podemos esperar chegar lá, temos que curtir todo dia.”

A seguir, Milena Leal, nova country manager do Google Cloud Brasil, revisita sua trajetória, avalia os avanços da liderança feminina e a relevância do país como mercado estratégico para a plataforma de computação em nuvem.

Por que você diz que se sentiu “eleita” para a posição de líder do Google Cloud?

Há uns meses, eu vi uma frase que dizia exatamente isso: “As pessoas precisam entender que elas não são promovidas, elas são eleitas”. E eu realmente entendi isso quando aconteceu comigo. Quando fizemos o anúncio da saída do Ricardo [Fernandes, que liderou o Google Cloud nos últimos dois anos], eu pensei em me postular à posição. Estava indo para uma viagem a trabalho e na volta iria conversar com o Eduardo [Lopez, presidente do Google Cloud na América Latina]. Durante a viagem, comecei a receber um monte de mensagens da equipe dizendo que eles estavam na torcida por mim. Começou uma campanha interna muito bacana do time, explicitando para a companhia o desejo deles que eu assumisse. Teve todo um processo interno, passei pelas entrevistas, mas esse reconhecimento do time fez muita diferença porque obviamente o líder não faz nada sozinho. Me senti realmente eleita pela equipe e, agora, é uma responsabilidade ainda maior porque não pode dar errado. Já que me elegeram, vamos juntos fazer a diferença.

Como foi sua carreira na tecnologia até chegar a esse momento?

Eu sou o contraponto do que imaginam para a presidência de uma companhia como o Google. Primeiro, por ser mulher; segundo, porque eu não tive a formação que a maioria das pessoas que chegam nessa posição tem. Me formei em direito, não fiz faculdade de ponta, não fiz MBA fora, não tive oportunidades que outras pessoas tiveram ao longo da vida. Eu vim de uma família muito humilde. Nasci em Presidente Prudente, vim para São Paulo com 14 anos depois do divórcio dos meus pais. Minha mãe é cabeleireira e eu comecei a trabalhar para ajudar a pagar o aluguel. Durante seis meses moramos num pensionato e arrumei um emprego numa empresa que vendia peças de computador. Fui trabalhar no call center porque sempre fui muito eloquente, falava bastante e gostava de atender as pessoas. Comecei a trabalhar com vendas no mercado de informática, não porque era um desejo, mas por necessidade. Depois, trilhei o meu caminho no mercado de tecnologia. Fui para a HP, consegui um emprego na SAP, depois na Oracle e agora estou no Google.

Hoje, você diria que esses MBAs em grandes universidades têm menos peso para o currículo?

Se você tem a oportunidade e a condição financeira e temporal de fazer isso, é sempre bom. Mas isso não exclui a necessidade de buscar desenvolvimento e skills que são importantes para o mercado, além de um MBA somente. Não adianta fazer um super MBA, mas não saber trabalhar num ambiente corporativo, de forma colaborativa, não saber estimular os outros e olhar as suas soft skills.

Eu vejo sempre que as pessoas buscam se desenvolver naquilo que elas são falhas, mas eu acho que você tem que desenvolver aquilo que você é bastante forte. Depois a gente trabalha naquilo em que você não é tão bom. Soft e hard skills são super importantes e, claro, se você tiver a oportunidade de fazer um curso fora, melhor ainda, mas nem todo mundo tem, principalmente em um país como o nosso.

Por que decidiu fazer direito?

Tinha alguns amigos e amigas que eram advogados e admirava muito aquelas pessoas. Pensei que fazer direito me daria uma boa formação. E eu sempre gostei de defender as pessoas. Foram cinco anos duros na faculdade porque eu devia um ano e pagava o outro. Quando chegou no final, já estava trabalhando na SAP como executiva de vendas. Tinha carro, possibilidade de ganhar bônus, estava administrando melhor o meu futuro. Não queria ter que começar tudo de novo. Ao mesmo tempo, eu me apaixonei por tecnologia. Tinha algo muito transformacional, como eu vejo até hoje. Não é sobre desenvolvimento de software ou IA. A tecnologia é um meio para transformar as nossas vidas e empresas. Acabei desistindo de seguir carreira como advogada, mas me ajudou muito e me ajuda até hoje. Como tudo na vida, aprendizado e conhecimento nunca é demais. Você sempre usa em algum momento da vida.

Sem uma formação técnica, quais habilidades você foi buscando para construir sua carreira na tecnologia?

Eu sempre estudei para compreender a estratégia da companhia e aquilo que eu estava vendendo. Ao longo da minha carreira, eu sempre soube entender a atmosfera corporativa, montar o meu plano de carreira e desenvolvimento, conversar com os meus líderes e entender onde estavam os meus gaps e o que eu precisava desenvolver para dar o próximo passo. Acho que isso é chave para qualquer pessoa que quer crescer. Para fazer uma carreira executiva ou de tecnologia, você não necessariamente precisa ser um técnico. Eu tenho formação de direito e as minhas skills sempre foram muito mais voltadas para administração, pessoas, compreensão dos processos das empresas. Nunca tive uma base técnica muito profunda, mas eu sempre soube onde buscar. Você tem que ser bom naquilo que é necessário para a sua função, mas também se cercar de pessoas que são muito boas em outras áreas. Quando você tem um time muito bom, que conhece coisas específicas, juntos vocês conseguem ir muito além.

Você sempre soube onde queria chegar?

Eu sabia onde eu queria chegar. Eu sabia quando eu queria que isso acontecesse, mas eu sabia também que eu tinha vários passos para dar até isso acontecer. Eu estava o tempo todo pensando: “O que está faltando para eu ser melhor agora?” É importante ter esse desenho de carreira, entender claramente quais são as skills que você precisa alcançar e ir se preparando. Tem muita gente que não tem o autoconhecimento adequado. A pessoa pensa que é ótima naquilo, mas ela não pergunta para o líder onde precisa se desenvolver e como precisa se preparar para atingir os seus objetivos.

O que te destacou para continuar crescendo ao longo dessas três décadas e assumir essa posição?

Eu acho que você sempre conquista as coisas por aquilo que você é. Eu sempre tentei ser uma líder que dá exemplo para as pessoas, seja de desejo, de compromisso com o meu trabalho e no desenvolvimento de pessoas. Se você vai trabalhar mal humorado, a chance de tratar as pessoas mal é enorme. Isso acaba contaminando o ambiente como um todo. Eu nunca olhei dessa forma. Sempre tentei dar um exemplo de alegria e estímulo para as pessoas se desenvolverem. “Ah, não me desenvolvo porque não tive dinheiro, oportunidade ou sorte.” Isso não é desculpa. Eu não tive sorte. Quem trabalha tem sorte. Se você não trabalha, você não tem sorte. Não pode reclamar, tem que correr atrás. Sempre trouxe muitos exemplos de desafios que eu vivenciei para as pessoas com quem eu trabalho, para que a gente pudesse ter sempre essa troca.

Quais desafios te marcaram?

Enfrentei muitos obstáculos ao longo da minha vida e da minha carreira, sendo mulher em um mercado muitíssimo masculino, sendo sempre a primeira a ser promovida. Na Oracle, onde eu tive o meu maior crescimento profissional, fui a primeira gestora de pessoas, a primeira diretora, a primeira senior director. De repente, você se vê naquela sala, a única mulher com 15 homens. Em um primeiro momento eu me masculinizava para fazer parte da roda. Depois, descobri que não precisava fazer isso, que poderia continuar sendo eu mesma e teria os meus valores e as pessoas iam gostar de mim pelo que eu era. Sempre tentei criar um ambiente divertido, respeitoso, de muita conversa e transparência com todo mundo para que as pessoas tivessem prazer em trabalhar na minha equipe. E que elas percebessem sempre o valor que é ter um trabalho e fazer um bem seja para empresa ou para as pessoas.

Qual o momento do Google Cloud hoje?

O Google Cloud está liderando a conversa quando a gente fala de inteligência artificial. Os nossos modelos já são os melhores do mercado. Temos levado muita transformação para as empresas com as quais nós trabalhamos.

E o que você gostaria que fosse a marca da sua gestão?

A grande marca que eu quero deixar enquanto líder do Google Cloud é poder fazer essa transformação e ter um impacto muito grande no mercado brasileiro. É levar conhecimento para as empresas poderem fazer a transição de uma empresa tradicional para uma empresa “AI first”. Acabei de ir para a NRF, um evento de inovação para varejo em Nova York, e tinha um número gigantesco de brasileiros. Em paralelo à feira, a gente recebia os executivos no escritório do Google para falar sobre inovação no varejo com inteligência artificial. Recebemos mais de 2000 executivos no Google durante 3 dias. Foi uma loucura. Muito legal ver os presidentes dessas empresas se movimentando para saber como eles podem transformar os negócios. Quero conseguir levar o máximo de inovação possível para as empresas do Brasil, para gerar mais emprego, conhecimento e ajudar essas empresas no seu processo de transformação. Como desejo pessoal, quero desenvolver as pessoas com quem eu trabalho e ser reconhecida como uma líder que não só atinge os objetivos financeiros da companhia, mas que tem a capacidade de apoiar a equipe para que eles se desenvolvam e se tornem profissionais e pessoas melhores.

Qual a importância do Brasil para o Google Cloud, na América Latina e globalmente?

O Brasil é uma operação muito relevante para o Google Cloud e para o Google de forma geral. Além da importância financeira por questões de números e faturamento, somos um celeiro de inovação e processos para o resto do mundo. Nós temos sido reconhecidos pelos casos de sucesso que a gente tem levado para o mercado. Durante os eventos globais do Google, é impressionante a quantidade de empresas brasileiras que nós levamos para falar dos casos de sucesso. O segmento financeiro no Brasil é super inovador e a gente está muito à frente disso também. Nosso time tem esse reconhecimento interno, nossos líderes globais estão muito próximos da gente e do mercado brasileiro também.

Em um mercado em constante transformação, como você se mantém atualizada?

Hoje em dia não tem como a gente não estudar. Você tem que buscar conhecimento todos os dias. A inteligência artificial está aí para isso e ajuda muito. Tudo o que eu não sei eu pergunto para o Gemini. Não sou muito boa na área de finanças, nunca consegui fazer bons planejamentos estratégicos com uma cabeça de economista, mas agora o Gemini me ajuda a montar os business cases.

Com essas mudanças, a gente precisa tirar mais tempo para estudar e se atualizar. Não dá para não saber usar, não dá para ficar com medo. Tem que experimentar, conversar sobre, buscar conhecimento. Hoje tem muita coisa gratuita. No Google Cloud temos várias áreas de estudo que as pessoas podem buscar sem nenhum custo. Não dá para crescer sem se preparar. Não dá para crescer sem estudar. E não depende de uma faculdade, depende de você.

Vocês acabaram de fazer uma live de IA que entrou para o Guinness. Como foi isso?

Quando soltamos esse desafio, o sonho era formar mais de 1 milhão de brasileiros, porque precisamos levar conhecimento sobre o que está acontecendo de IA, tecnologia e conhecimento de nuvem. A ideia era levar isso de forma gratuita para que as pessoas conheçam e eventualmente tenham a possibilidade de fazer uma transição de carreira. Já no primeiro Capacita+, conseguimos entrar para o Guinness pelo maior treinamento de IA híbrido no mundo. Ainda estamos longe do milhão, mas vamos chegar esse ano, se tudo der certo.

Em 30 anos de carreira, qual o balanço que você faz dos avanços da liderança feminina?

Nós tivemos uma evolução muito grande do papel da mulher enquanto executiva, não só no mercado de tecnologia, mas em vários outros setores. Hoje em dia, as mulheres ainda estão de alguma forma restritas a determinadas indústrias. A gente não pode parar e achar que está tudo bem porque não está. É importante que os executivos sigam fazendo esse desenvolvimento intencionalmente, que eles desenvolvam as suas líderes para aumentar o pipeline de mulheres. Nas grandes capitais do Brasil, existe um trabalho mais avançado nesse sentido. Mas quando a gente vai para outros estados no país, em empresas que não têm essa cultura internacional e essa preocupação com o desenvolvimento, ainda existe um mundo muito masculino.

Qual o papel da liderança na promoção e no avanço da liderança feminina nas empresas?

Nós temos um papel e uma responsabilidade muito grande de entender os desafios e os sentimentos das mulheres, que são diferentes. Como a gente se desenvolve, como se conecta, expõe o desejo para crescer. É muito importante seguir nesse desenvolvimento, porque eu ainda vejo uma longa jornada no Brasil e no mundo. Ainda vivemos situações terríveis com feminicídios. Parece tão distante do nosso universo, mas não é. Muitas vezes, as mulheres têm medo de dizer que querem a cadeira, de dizer “eu sou tão boa quanto ele” ou “por que ele e não eu?” Ter essa conversa é necessário. Vejo mulheres do Google e de outras empresas em que eu trabalhei que estão preparadas, têm as skills necessárias, mas têm vergonha de se jogar e sentem que ainda precisam se preparar mais. Os líderes precisam compreender essas diferenças e dar esse estímulo. Porque às vezes só precisa disso. Ainda tem muito espaço para crescimento, e cada líder precisa trazer essa responsabilidade para si. E não é só líder mulher; todos precisam fazer isso.

Você sempre teve essa essa clareza e essa assertividade, ou foi algo que você foi construindo ao longo da carreira?

Não, eu fui construindo. Ninguém nasce sabendo. A gente bate a cabeça na parede, volta, dá errado um monte de vezes. Eu consigo olhar para trás e perceber muitos erros que eu cometi por falta de feedbacks verdadeiros. Por isso, hoje eu sou muito objetiva com o meu time. Eu falo o que eu preciso falar, o feedback acontece na hora. Porque eu cometi muitos erros e na época ninguém me falou. Eu me masculinizei, falava muito palavrão, era muito dura porque achava que isso ia ajudar o meu time a ter casca. Depois, percebi que conseguia fazer tudo isso de uma outra maneira, de uma forma doce, educada, sem precisar me masculinizar. Tive que ir aprendendo com os tombos. Também me abri para ouvir mais. Durante muito tempo, eu bati a cabeça sozinha. Mas depois tive amigas que foram conselheiras, que me ajudaram muito, mulheres e homens que foram meus mentores. Em cada etapa da sua carreira, você precisa de um suporte diferente.

E tirando o crachá, quem é a Milena?

A Milena é isso daqui. Eu não sou duas pessoas. Aliás, essa é uma boa dica: não tente criar o perfil corporativo e o perfil pessoal. Isso não existe. Você é você. O problema que você tem na sua casa, você leva para o trabalho. O problema do trabalho você leva para sua casa. Não tem jeito. Mas em casa, eu sou mãe de dois, da Betina, de 16 anos, e do Antônio, de 11. Sou casada com o Pedro, que também trabalha com tecnologia. Adoro viajar. Trabalho como um super investimento para viajar e curtir com a minha família. É importante ter essas metas pessoais.

No ano passado, eu descobri um câncer de tireoide. Um carcinoma medular super agressivo. O médico disse: “A gente vai ter que tirar agora”. “Bora”. Sou super positiva e otimista. Depois que deu tudo certo e não precisei fazer nenhum tratamento muito invasivo, ele me falou: “Como não é genético, é o seu estilo de vida. E isso é um ponto muito importante para você refletir.” Nessa hora passa um filme na cabeça. “Eu não morri, mas se fosse morrer, o que eu realmente queria ter feito?” Tenho pensado muito sobre isso. É sobre quem você é, não sobre o que você parece. Tudo é passageiro. Eu estou na posição de presidente do Google Cloud Brasil. Eu não sou ela. Eu sou a Milena, mãe, colega, executiva, a mulher feliz que busca desenvolvimento o tempo todo. A posição eu estou. O mais importante é a família, os valores, os amigos, aquilo que você constrói, o resultado do que você faz. Tem que curtir a jornada, tem que ser gostoso e divertido. Não espera chegar lá, curte todo dia.

A trajetória de Milena Leal, nova country manager do Google Cloud no Brasil

Formação

Direito na Unip

Primeiro emprego

“Com 12 anos, fui empacotadora de Natal em uma loja.”

Primeiro cargo de liderança

Gerente de varejo na Oracle

Um livro, um podcast, um filme que que inspira a sua visão de gestão

Podcast Líder HD, do Mike Oliveira

Um hábito essencial na rotina

“Preciso fazer atividade física todos os dias, senão nem consigo trabalhar. Tenho uma academia em casa e faço musculação e aula de yoga. Para mim, é muito mais sobre longevidade, saúde mental e ter um momento comigo do que por estética. É uma forma de trabalhar meu corpo e minha mente para começar o dia bem.”

O que te motiva?

“Saber que o que eu estou fazendo vai transformar uma empresa ou uma pessoa. Dentro do Google, a gente tem o programa 80-20, em que você dedica 20% do seu tempo a algum propósito. Eu sou líder do pilar de mulheres para América Latina e me conecto muito com projetos de educação, adoro trabalhar com isso.

Um conselho de carreira

“Não existe receita de bolo, mas eu diria: tenta construir a sua jornada. Pensa onde você quer estar daqui 10, 5, 3, 1 ano. Porque as coisas vão acontecendo por steps mesmo. Muitas vezes as pessoas falam: “Quero chegar a um cargo de presidente”. Mas elas não pensam em como precisam se desenvolver para ser melhor agora. Se eu quero estar nessa posição, qual trajetória eu preciso construir até lá? E entender dentro da organização quais ferramentas são possíveis para esse desenvolvimento. Muitas empresas têm mentoria, coaching, e se não tem isso de forma estruturada, o líder pode ajudar.”

Tempo de carreira

Mais de 30 anos



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