Como Empresas Podem Acelerar a Igualdade de Gênero na Liderança em 2026

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Pesquisas mostram que empresas com mais mulheres na liderança performam melhor

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Embora haja avanços para ampliar a presença de mulheres na liderança, esse progresso pode não estar acontecendo rápido o suficiente. O novo relatório “Women in Business 2025”, da empresa de auditoria Grant Thornton, aponta que as mulheres devem alcançar representação igualitária na alta gestão apenas em 2051, dois anos antes do previsto na pesquisa anterior. Ainda assim, hoje elas ocupam apenas 34% dos cargos de liderança sênior no mundo.

Vieses de gênero — como o chamado broken rung (o “degrau quebrado”) — frequentemente impedem que mulheres avancem além de cargos iniciais ou de nível médio. Como consequência, muitas precisam trabalhar o dobro para chegar a posições executivas. E, mesmo assim, continuam enfrentando obstáculos, como o glass cliff (“penhasco de vidro”), situação em que mulheres são promovidas a cargos de liderança em momentos de crise, para então serem substituídas por homens quando o cenário se estabiliza.

Menos mulheres na liderança significa resultados mais fracos

As empresas não podem se dar ao luxo de esperar décadas pela paridade. Segundo o relatório “Women in the Workplace 2025”, da consultoria global McKinsey, a participação de mulheres na liderança em empresas de alto desempenho aumentou, em média, 7% desde 2021, enquanto empresas de baixo desempenho registraram avanços mínimos. Ainda assim, apenas cerca de metade das empresas ouvidas pela McKinsey afirmou tratar o crescimento de carreira das mulheres como prioridade — e um número ainda menor prioriza mulheres negras.

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A McKinsey também identificou que mais empresas estão cortando programas de desenvolvimento de carreira para mulheres e que houve uma “queda significativa nas opções de trabalho remoto e flexível”, modalidades que, segundo pesquisas, são especialmente benéficas para o sucesso das mulheres no ambiente profissional.

Passos para avançar rumo à paridade de gênero na liderança

A relação entre paridade e desempenho é inequívoca. Empresas que priorizam a igualdade de gênero não estão apenas fazendo o que é certo — estão liberando maior potencial de crescimento.

Há estratégias comprovadas que as empresas podem adotar para fortalecer tanto a paridade de gênero quanto seus resultados financeiros no próximo ano:

1. Apoiar e promover mulheres à liderança

No relatório, a Grant Thornton recomenda que as empresas estabeleçam compromissos claros para aumentar a presença de mulheres na liderança, reforcem o apoio a líderes atuais e futuras por meio de programas de mentoria e networking e priorizem a diversidade de gênero no desenvolvimento de parcerias comerciais.

2. Investir em oportunidades equitativas e culturas de trabalho inclusivas

A McKinsey recomenda que as empresas garantam práticas justas de contratação e promoção e capacitem gestores com ferramentas para apoiar o desenvolvimento de carreira de suas equipes. Também sugere investir em grupos de afinidade de funcionários para fortalecer o senso de comunidade, incentivar diferentes perspectivas, estimular denúncias de discriminação e promover empatia.

3. Identificar e enfrentar vieses

O The Conference Board, organização global de pesquisa sobre gestão corporativa, aponta que CEOs mulheres enfrentam um viés de percepção, com investidores possivelmente acreditando que “é mais fácil exercer influência sobre CEOs mulheres”. Avaliar ativamente se esses vieses inconscientes ou estereótipos estão presentes em decisões de contratação, promoção ou, neste caso, ativismo de investidores pode ajudar as empresas a identificar preconceitos quando eles surgem e a agir de forma adequada.

A questão não é se as empresas podem se dar ao luxo de priorizar a paridade de gênero, mas se podem se dar ao luxo de não fazê-lo. Com estratégias comprovadas disponíveis e evidências claras que conectam maior presença feminina na liderança ao sucesso empresarial, o único obstáculo restante é a ação. Ao entrar em 2026, as organizações que agirem de forma decisiva agora não apenas alcançarão a paridade de gênero, como também colherão as vantagens competitivas que vêm com ela.

*Liz Elting é colaboradora da Forbes USA. Ela é CEO, empresária, mãe e feminista.





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