O Que Leva Rubens Menin a Apostar em um Novo Negócio

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Victor Affaro

Rubens Menin, fundador da MRV e do Banco Inter, é capa da edição 136 da Forbes Brasil

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Em quase 50 anos de empreendedorismo, Rubens Menin ampliou e diversificou seus negócios. Aos 69 anos, o fundador da MRV hoje atua em 12 conselhos das mais diversas áreas e investe em vinhos e futebol. “Gosto de resolver problemas reais, de construir coisas grandes com gente boa do lado”, diz à Forbes. “Negócio bom para mim é aquele que tem propósito, escala e futuro.”

Além de liderar a holding listada na B3, que também reúne a subsidiária nos Estados Unidos, Resia, a loteadora Urba e a startup Luggo, ele é fundador e presidente do conselho do Banco Inter; da Log, de galpões logísticos; e da CNN Brasil, além de proprietário da Rádio Itatiaia. “Quando vejo um setor em que dá para gerar valor, emprego e impacto, como habitação, finanças, logística, mídia ou futebol, eu entro se acreditar que dá para fazer melhor do que está sendo feito.”

Da primeira casa à maior construtora da América Latina

Recém-formado em engenharia civil pela UFMG, uniu-se aos primos Mário Menin e Homero Paiva, da Vega Engenharia, para criar a MRV, apostando em habitação popular – à época, o “patinho feio” do setor. “Era pouco valorizado e não despertava interesse das grandes construtoras. Justamente por isso me chamou a atenção”, relembra.

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Em 1977, o trio ergueu uma primeira casa na Vila Clóris, em Belo Horizonte, cidade natal de Menin. Hoje, a estimativa é que um em cada 120 brasileiros more em um apartamento da MRV, a maior do setor na América Latina. Em cidades como Uberlândia, por exemplo, a proporção salta para um em cada 15 moradores. “A empresa cresceu porque apostamos em processo, tecnologia e padronização quando quase ninguém falava disso. Nada de reinventar a roda; era fazer a roda girar mais redonda.”

Pai de três, Menin já concluiu a sucessão das suas empresas. Seu filho mais velho, Rafael, é CEO da MRV desde 2014; João Vítor é CEO do Inter, banco digital criado em 1994, e Maria Fernanda, presidente do Instituto MRV&CO. “Eu acho que tive sorte – e também tem que ter vontade”, afirma o empresário sobre o processo sucessório. Nos anos 1990, antes mesmo de a MRV abrir o capital, em 2007, a Fundação Dom Cabral já ajudava a companhia a estruturar a gestão e a governança.

Liderança no futebol

Liderando companhias há mais de quatro décadas, Menin agora tem um novo desafio como presidente do conselho e acionista majoritário do Atlético-MG, seu time do coração. Em 2023, conduziu a transição do clube para SAF. Desde então, já investiu mais de R$ 600 milhões no clube. “O futebol tem dois problemas muito complexos. Um deles é que você mexe com paixão. E o imponderável é um fator muito grande, maior do que nas empresas.”

O empresário já afirmou que, quando assumiu a SAF do Atlético, a contabilidade era pior que a das Lojas Americanas. “Colocamos a casa em ordem”, diz, citando investimentos, profissionalização do negócio, governança e renegociação da dívida. “Ainda tem muito trabalho, mas é outro clube. Estamos construindo um Atlético sustentável. Dentro e fora de campo.”

Além do futebol, investiu em outra paixão: vinhos. Está à frente da Menin Wine Company, na região do Douro, em Portugal. A vinícola produz 600 mil garrafas por ano, mas ele ainda não está satisfeito; quer chegar a 1 milhão. “Pode ser o melhor vinho do mundo. Por que não?”

“Cisne negro”

Como conselho aos empreendedores, Menin sugere compreender o quanto antes o impacto dos “cisnes negros”, conceito desenvolvido por Nassim Nicholas Taleb em seu livro “A Lógica do Cisne Negro”. “Às vezes, você está todo organizadinho, e vem um fenômeno externo que é maior que você”, explica o empresário, citando a pandemia como exemplo. “As coisas que mais me atrapalharam ao longo de todos esses anos foram eventos externos, nunca os internos. São muito mais decisivos e você não está preparado para eles.”

O caminho para sobreviver a esses e outros desafios em um país como o Brasil é seguir inovando. “Para mim, inovação é fazer melhor hoje do que você fazia ontem.”

“É ter humildade para aprender, coragem para mudar e disciplina para executar. E não precisa complicar: inovação boa é a que funciona, resolve problema e cresce.”

Para estar sempre atualizado na era da inteligência artificial, tem aulas de IA com seu neto Heitor, de 14 anos. “Hoje, a inteligência artificial faz parte da nossa vida e tem que fazer parte das empresas. Você precisa estar na estrada para não perder o caminho.”

Em meio a uma agenda intensa, Menin tem voltado a atenção para a própria saúde, incluindo na rotina caminhadas, leituras (“Outlive”, de Peter Attia, mudou sua visão sobre longevidade) e se cercando de amigos e família. “Eu trabalho muito, faço muita coisa ao mesmo tempo, mas procuro ser disciplinado: exercício, boa alimentação, descanso e, principalmente, propósito. A gente não controla o tempo, mas controla como vive cada fase.”





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