Qual É o Maior Segredo das Pessoas Muito Bem-Sucedidas?

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Medo e esperança: use-os para manter disciplina e resistir a hábitos ruins

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Os indivíduos tendem a ser mais relutantes em perder algo que já possuem do que em adquirir algo valioso que ainda não têm. Isso gera uma grande diferença no nível de motivação para alcançar novos objetivos. Na psicologia, esse fenômeno é conhecido como aversão à perda.

Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology: General mostra como isso se manifesta na vida cotidiana. Em quatro experimentos, ficou claro que o medo de perder algo pode ser um motivador muito mais poderoso do que a esperança de ganhar algo novo.

Pessoas altamente bem-sucedidas usam deliberadamente essa tendência natural à aversão à perda. Elas se motivam não apenas pelos possíveis ganhos, mas também pelo que podem perder. Usam ativamente o medo do fracasso ou do potencial desperdiçado como uma grande força motriz.

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Como usar o medo como motivador para alcançar seus objetivos

1. Veja tanto o futuro desejado quanto o indesejado

Quando alguém diz “crie a vida que você quer”, o horizonte parece distante e abstrato. A maioria das pessoas não acredita completamente nesses sonhos. Em vez disso, identificar o que você não aceita, comportamentos, pessoas e situações que detesta, seja por experiência ou intuição, provoca uma reação visceral, imediata e tangível.

Um estudo de 2025 publicado no Journal of Personality Assessment apresentou a Fear of Failure as Motivation Scale (FOFAMS), mostrando que o medo do fracasso pode ser um motivador eficaz, não apenas uma força negativa.

A pesquisa revelou que o medo do fracasso pode levar as pessoas a trabalharem mais e persistirem, demonstrando seu valor como um motivador construtivo, em vez de apenas um estímulo de ansiedade ou evasão. Os resultados mostraram que, ao reformular o medo e incorporá-lo a uma estrutura de metas, ele pode melhorar a concentração, aumentar o esforço e ajudar a manter o progresso ao buscar resultados.

Isso se assemelha ao princípio psicológico da aversão à perda, segundo o qual a motivação para evitar a dor ou o fracasso tende a ser mais forte do que a motivação para buscar prazer ou sucesso.

Para aplicar isso no dia a dia, crie um mural de visão (vision board) com a vida ideal que deseja. Ao mesmo tempo, mantenha em mente um “anti-mural”, com a imagem da vida que você teria se não atingisse seus objetivos. Escreva o oposto da sua visão perfeita: os maus hábitos, os ambientes tóxicos e os padrões insatisfatórios que você nunca quer reviver.

Esse processo usa a clareza emocional e o desconforto como combustível para direcionamento; o que você detesta se torna uma bússola para o que ama. O “anti-mural” dá firmeza às suas metas ao mostrar o preço da inação, e não apenas o benefício do sucesso. Ele ativa um sistema motivacional mais primitivo, o medo da perda e do retrocesso, tornando a mudança mais palpável e inevitável.

Tanto o mural de visão quanto o anti-mural tornam suas prioridades mais claras, aumentam a urgência e impulsionam ações consistentes em direção ao crescimento. O contraste entre o que você quer e o que não quer torna a motivação mais concreta e poderosa.

2. Use o medo para manter o foco e a esperança para manter a inspiração

Um estudo de 2023, publicado em Behavioral Sciences, descobriu que o comportamento motivado pelo medo, quando descontrolado, pode gerar pensamentos intrusivos que prejudicam o autocontrole. No entanto, se o medo for intencionalmente reformulado e incorporado a estratégias de autorregulação, ele pode aprimorar a atenção, sustentar o esforço e reforçar a busca por metas — em vez de drená-la.

Da mesma forma, um estudo de 2024 publicado em Acta Psychologica mostrou que níveis moderados de medo ou excitação podem melhorar o desempenho ao aumentar a vigilância e a prontidão. Isso está alinhado com o princípio de Yerkes-Dodson: o estresse ideal, nem muito alto, nem muito baixo, aumenta a motivação e a concentração.

Os pesquisadores também observaram que a autoeficácia (a crença na própria capacidade de controlar resultados) define se o medo será paralisante ou produtivo. Quando combinada com esperança e senso de controle, o medo deixa de ser uma ameaça e passa a ser um sinal de preparação. Esse equilíbrio entre medo e esperança cria uma “motivação adaptativa”, em que a cautela mantém você com os pés no chão, enquanto o otimismo o impulsiona para frente.

Em outras palavras, o medo das consequências negativas pode manter você disciplinado e atento para não cair em hábitos contraproducentes. Já a esperança e o desejo de melhoria o mantêm motivado. Assim, quando perceber que está prestes a adotar um hábito ruim ou improdutivo, pare e pergunte-se: Se eu continuar fazendo isso todos os dias pelos próximos dez anos, onde estarei? Visualize esse cenário, isso ajuda a resistir à tentação da gratificação imediata.

Enxergar as consequências físicas, emocionais e relacionais de um mau hábito gera arrependimento antecipado, um poderoso incentivo à mudança. Não se trata de culpa, mas de consciência. Você não precisa temer o futuro, basta usá-lo como espelho para tomar decisões mais inteligentes no presente.

3. Baseie sua ambição na identidade, não apenas no resultado

Os grandes realizadores não apenas perseguem objetivos, eles redefinem a própria identidade em torno deles. Por exemplo, em vez de afirmar “vou escrever um livro”, dizem “sou escritor”. Essa pequena mudança de identidade reprograma a mente, transformando a ação em expressão de quem são, e não em uma tarefa obrigatória.

Em outras palavras, quando suas metas estão ancoradas no seu senso de identidade, você não precisa de disciplina constante, perseguir seus objetivos passa a ser uma expressão natural de quem você é.

Um estudo publicado na revista The Counseling Psychologist apresentou o conceito de motivação baseada em identidade, uma teoria que explica por que as pessoas tendem a agir de forma consistente com as identidades mais importantes para elas em determinado momento.

Os pesquisadores descobriram que, quando uma ação está alinhada com a identidade pessoal, os obstáculos são vistos como parte significativa do processo. Em contraste, quando o objetivo parece desconectado da identidade, o esforço tende a parecer inútil.

Esses resultados mostram que alinhar suas ambições à sua identidade, em vez de apenas a um resultado, pode ser uma poderosa fonte de motivação. Quando você age de maneira coerente com quem acredita ser, a determinação se torna uma expressão natural de si mesmo, e não um ato forçado de vontade.

*Mark Travers é colaborador da Forbes USA. Ele é um psicólogo americano formado pela Cornell University e pela University of Colorado em Boulder.

 





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