CEOs atletas: como o esporte potencializa o trabalho

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Cristina Palmaka, presidente da SAP na América Latina e Caribe, faz um paralelo entre corrida e liderança

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Cristina Palmaka, presidente da SAP na América Latina e Caribe, completou recentemente o circuito de maratonas mais disputado do mundo, Abbott World Marathon Majors. Começou em Boston, nos EUA, em 2005, e finalizou o ciclo em Tóquio, no Japão, este ano. “Nem mesmo as pernas mais fortes podem carregar uma mente fraca”, escreveu a executiva em seu LinkedIn, fazendo um paralelo entre corrida e liderança. “Para desenvolver um negócio hoje, é preciso o mesmo que para terminar uma maratona: flexibilidade, resiliência, determinação, trabalho em equipe e muita energia.”

Veja os executivos que dividem a carreira com o esporte

O mundo corporativo e o universo dos esportes são mais próximos do que pode parecer. “Principalmente na questão da disciplina, do foco e superação”, diz Marcelo Zimet, CEO do Grupo L’Óreal e praticante de triatlo desde 2017. “Já aconteceu de não conseguir completar uma prova e, quando a gente traz isso para o mundo corporativo, percebemos que nem sempre vamos ter sucesso, mas que isso faz parte do processo de qualquer CEO.”

O que diferencia os líderes de sucesso é a vontade de fazer acontecer e a capacidade de ultrapassar os próprios limites. “O caminho da disciplina pode nos levar mais longe”, afirma Alexandre Maioral, presidente da Oracle no Brasil, que corre e faz muay thai e musculação.

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Para além do mindset, o esporte serve como válvula de escape para profissionais que lidam com prazos curtos e metas ambiciosas e passam a maior parte dos seus dias dentro de salas de reunião. “É um momento para mim e que me traz vários insights sobre vida, trabalho e conexões que eu quero fazer”, diz Luana Génot, fundadora e CEO do ID_BR.

Encaixar uma rotina de atividade física em meio à agitada vida corporativa pode ser um grande desafio, mas faz a diferença nas entregas e na saúde mental desses altos executivos.

 

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Confira, a seguir, como os líderes usam o esporte a favor da saúde física e mental e também da carreira.

Conheça os executivos que dividem a carreira com o esporte



  • Alexandre Maioral, presidente da Oracle

    “A prática de esportes sempre esteve presente na minha vida. A corrida, o muay thai e a musculação são alguns exemplos. Eu valorizo o esporte não só pela questão da saúde, que também é extremamente importante, mas pela questão de ensinar que o caminho da disciplina pode nos levar mais longe e alcançar resultados de sucesso. O esporte foi o que mais me ajudou a entender que a disciplina é liberdade: liberdade de ultrapassar os meus limites, aprender coisas novas e sentir que sou dono das minhas próprias escolhas. Esses aprendizados do esporte são transferidos diretamente para a minha vida profissional, pois enquanto cuido da minha saúde física e mental, também potencializo a minha performance como executivo, tomando decisões mais equilibradas e inspirando minha equipe a buscar sempre o melhor.”


  • Daniela Sagaz, executiva de recursos humanos, palestrante e mentora

    “Conheci a Calistenia há três anos, e, desde então, tem sido minha paixão! Esse esporte exige muita concentração, coordenação motora e força, habilidades que consigo conectar com meu dia a dia no trabalho, tornando minha rotina muito mais equilibrada.”


  • Marcelo Zimet, CEO do Grupo L’Oréal no Brasil

    “Sempre procurei atividades saudáveis que me ajudassem a extravasar a pressão do dia a dia. Então, comecei a ler sobre endorfina como fator para negativar o stress e nesse processo conheci o triatlo. Fiz algumas provas curtas e me apaixonei pelo processo e ‘lifestyle’. No esporte, você desenvolve tanto força física quanto mental, e aprende a lidar com situações imprevisíveis. Por isso, existem muitos CEOs, atletas e/ou maratonistas. Os mundos do esporte de alta performance e empresarial são muito parecidos, principalmente na questão da disciplina, foco e superação. Sou praticamente de triatlo desde 2017, e no Ironman o mantra é: anything is possible! Já aconteceu comigo de não conseguir completar uma prova e quando a gente traz isso para o mundo corporativo, percebemos que nem sempre vamos ter sucesso, muitas vezes vamos falhar e aprender, mas isso faz parte do processo de qualquer CEO. Estamos longe de sermos perfeitos, mas o que nos diferencia é a vontade de fazer acontecer, e nunca desistir.”


  • Cristina Palmaka, presidente da SAP América Latina e Caribe

    Comecei a correr em 2000 e nunca mais parei. Essa prática me ajudou a treinar o corpo, acalmar a mente e desenvolver habilidades indispensáveis nos negócios. A capacidade de mudar o plano rapidamente porque a temperatura subiu. A determinação de chegar à meta, mesmo que seja caminhando. Essas habilidades são fundamentais para um executivo. Para desenvolver um negócio hoje, é preciso o mesmo que para terminar uma maratona: flexibilidade, resiliência, determinação, trabalho em equipe e muita energia.


  • Liana Moreira, CMO da Decathlon

    “Praticar esporte para mim é cuidar da morada da minha alma, do corpo que me permite desfrutar a vida. Usar toda a potência e vitalidade que ele me proporciona é algo sagrado e inegociável. Para muito além do aspecto físico, são incontáveis os benefícios: melhoria do foco, concentração, prevenção à ansiedade, melhora da qualidade do sono, pensamento criativo, memória. Aspectos fundamentais para sobreviver – ou bem viver – em uma rotina instável e cheia de estímulos. Poder juntar meus princípios com meu trabalho é algo muito especial, um privilégio poder elevar a consciência e causar um impacto positivo em toda a sociedade.”


  • Waldir Bertolino, CEO da Infor no Brasil

    “A minha relação com o esporte é antiga. Comecei desde muito cedo, aos quatro anos, por influência do meu pai, que sempre me deu bastante motivação. Atualmente, pratico motovelocidade no autódromo de Interlagos, sou faixa marrom de Jiu Jitsu, além de fazer musculação todos os dias. Já fui também praticamente de MMA e outros esportes. Para mim, a relação do esporte com o mundo empresarial é profunda. No motociclismo, por exemplo, aprendi a olhar lá na frente para poder me antecipar ao que pode acontecer. Vi também que é necessário estudar e aprender constantemente sobre a pista e o equipamento. Aquecer e se preparar são fatores que fazem parte do conjunto de ações que levam ao sucesso em uma corrida. Na moto, parar significa cair. É preciso movimento para manter o equilíbrio. Já no Jiu Jitsu, aprender a ler o oponente é uma das habilidades mais importantes, o que vai ao encontro do que vemos no mercado de trabalho diariamente. A disciplina da prática diária de esporte ajuda a estar sempre preparado física e mentalmente para o dia a dia profissional. Quanto mais eu treino, mais sucesso eu tenho.”


  • Tatiana Pimenta, fundadora da Vittude

    “A corrida sempre foi mais do que apenas um exercício físico para mim; é uma ferramenta essencial para manter minha saúde mental e melhorar minha performance no trabalho. No ritmo acelerado do mundo corporativo, encontrar um momento para desacelerar mentalmente é crucial, e é aí que a corrida entra como um refúgio terapêutico.

    Correr me ensinou o valor da disciplina e da consistência. Assim como no trabalho, onde projetos exigem persistência e atenção aos detalhes, na corrida, cada passo conta. Estabelecer e manter uma rotina de corrida exige autodisciplina, o que transborda para minha vida profissional, ajudando-me a gerenciar meu tempo e responsabilidades de forma mais eficaz.

    Quando estou correndo, limpo a mente das preocupações diárias. Durante a corrida, consigo focar em minha respiração e nos movimentos do meu corpo, o que ajuda a aumentar minha concentração quando volto ao trabalho. Esses momentos de clareza são fundamentais para tomar decisões importantes e para pensar criativamente em soluções para os desafios que possuo à frente da Vittude.”


  • José Fernandes, presidente da Honeywell para América Latina

    “A história com o Taekwondo é relativamente recente: no Réveillon de 2018 me dei conta de que estava trabalhando muitas horas, engordando e não tinha tempo nem vontade para fazer nada. Então, estabeleci como meta pessoal de que aquele seria um ano diferente e comecei a fazer aulas de artes marciais em janeiro. O objetivo inicial era melhorar a saúde, mas, sem saber, a prática acabou trazendo muito maiss do que isso. Ao iniciar o Taekwondo, via o esporte com uma válvula de escape para aliviar o estresse do dia a dia e, com isso, também comecei a regrar mais a própria rotina para que pudesse frequentar as aulas. Os benefícios da prática foram diversos: comecei a perder peso e a melhorar a condição física. Além disso, ao me conectar com os valores essenciais do Taekwondo (Cortesia, Integridade, Perseverança, Autocontrole e Espírito Indomável), descobri um novo universo. O Taekwondo me deu um melhor senso de comunidade e networking conectando pessoas com diferentes experiências e origens. Temos que ser muito disciplinados e perseverantes para aprender uma arte marcial. É preciso tempo e dedicação para que os resultados apareçam, assim como em outras áreas. Eu estava aprendendo algo novo para mim e realmente aproveitei o tempo necessário para me transformar em uma pessoa melhor.”


  • Julia Michelin, diretora de operações da Bio Ritmo

    “O exercício me fortalece, me ajuda a pensar melhor, oxigena meu cérebro, com certeza me faz tomar melhores decisões. Eu tenho a grande vantagem de ter os melhores profissionais do setor pra me apoiar, me orientar, e isso faz muita diferença! Sem a rotina de treinos, eu não teria tanto equilíbrio. Musculação e yoga para mim são essenciais.”


  • Luana Génot, fundadora e CEO do ID_BR

    “Comecei a correr em 2009, muito inspirada pela minha sogra que na época fazia maratonas e organizava corridas com amigos. Em 2015, eu e meu esposo decidimos nos inscrever para uma maratona depois de correr outras provas menores. Na época, estava fazendo um mestrado e foi um desafio conseguir encaixar a rotina de treinos, mas a corrida era sempre recompensante. Começava o dia às 5 da manhã, corria entre 8 e 20 km, e depois ainda tinha o resto do dia, mas a corrida sempre me energizava, me deixava disposta e feliz pra fazer as minhas atividades. A maratona me ensinou a enxergar a vida como um projeto de longo prazo. Em muitos momentos você sente dores e precisa quebrar essa grande corrida em pequenos momentos.

    Atualmente, minha maratona é cuidar de filhos, dar conta da vida profissional e pessoal, com os múltiplos papéis que a gente assume. Mas ainda assim, quando estou viajando, em semanas de reuniões intensas, eu me obrigo a correr para descobrir novos lugares e me beneficiar do bem-estar que a corrida proporciona. Foi o que aconteceu recentemente, quando eu estava em Paris para reunião de conselho na L’Oréal. É um momento que me traz vários insights sobre vida, trabalho e conexões que eu quero fazer.”


  • Rosana Fortes, country manager do Strava no Brasil

    “Minha vida como corredora começou há bastante tempo, aos 17 ou 18 anos. Encontrei um esporte democrático, de fácil acesso e adaptação. Principalmente porque nunca tive muita habilidade em esportes coletivos. A corrida para mim também é um estilo de vida. Gosto de explorar novos lugares e novas cidades correndo.

    Tenho a sorte de estar há 15 anos trabalhando com esportes e ter essa proximidade com a comunidade. Acesso a provas, marcas e conteúdos, então está tudo 100% inserido no meu estilo de vida. Pra onde eu vou, levo a corrida comigo.

    Todos os anos gosto de fazer um grande desafio e me planejo para correr uma grande prova, como foi com a Maratona de Nova York, por exemplo (fotos). Essa prova foi um grande feito na minha vida. Terminei em 3 horas e 28 minutos. Me esforcei para encaixar os treinos em meio à minha rotina tumultuada de trabalho e filhos, e consegui.

    A corrida me traz muita disciplina. Disciplina para acordar cedo, para cumprir os treinos quando tenho uma prova-alvo, organização mental. Eu uso muito o meu tempo correndo para refletir sobre tudo que está acontecendo na minha vida, e por isso digo que não existe melhor terapia que essa. A sensação da endorfina é completamente apaixonante. É muito bom terminar um treino com a sensação de dever cumprido.

    De uns dois anos para cá, comecei a usar a corrida como uma forma de expandir meus conhecimentos. Então sempre busco assuntos novos de podcasts diversos para escutar enquanto corro. É um tempo que uso para mim, para me educar sobre outros assuntos e despertar meu interesse por outras áreas.”


  • Eduardo Sattamini, diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia

    “Pratico esportes desde cedo e tenho um carinho especial pelo surfe. Desde que iniciei minha jornada de trabalho, enxergo a modalidade como uma verdadeira metáfora do universo corporativo. Além do esforço físico, o surfe é um esporte que demanda muita concentração e agilidade na tomada de decisão, habilidades que cotidianamente são exigidas no trabalho. O mar, tal qual o ambiente de negócios, apresenta riscos que precisam ser constantemente avaliados de forma ágil e assertiva. Assim como no surfe, observar o contexto, antecipar riscos e identificar oportunidades são atividades que exigem atenção constante e treino para atingir uma performance de alto nível.”


  • Ana Oliva, presidente do conselho da Astra e da Finamax e diretora da Japi

    “A intensidade sempre fez parte da minha vida. A forma como lido com o esporte é a mesma como lido com tudo. O esporte sempre esteve presente na minha rotina e meu histórico competitivo nasceu com a natação. Ao longo da minha vida, cheguei ao triathlon, mais
    especificamente ao Ironman. O Ironman é uma prova de triathlon (natação, ciclismo e corrida, executados consecutivamente, sem interrupções), nas distâncias 3,8km, 180km e 42km, respectivamente. Tive cinco participações em provas de Ironman, sendo duas realizadas no mundial de Kona, no Hawaii. Fui tricampeã do Ironman Brasil, nos anos de 2010, 2011 e 2012, sendo recordista amadora em 2011, fechando a prova em 9h43.

    Sempre fui movida a desafios. Fazer um Ironman exige muito planejamento, foco, disciplina, resiliência, desejo, metas e atitudes. Lidar com variáveis controláveis e incontroláveis é condição sine qua non. Acredito que só conseguimos chegar aonde queremos quando temos clareza de onde estamos. A analogia com o mundo corporativo é perfeita: no Ironman ou na empresa, é preciso estabelecer metas, planejar como alcançá-las, visualizar onde se quer chegar e então focar, com muita disciplina e resiliência.

    Tenho um lema impresso em um quadro, instalado em meu escritório: “Toda manhã, na África, uma gazela desperta. Ela sabe que deverá correr muito do leão, ou será morta. Toda manhã, na África, um leão desperta, e sabe que deverá correr muito atrás da gazela, ou morrerá de fome. Portanto, quando o sol surgir, não importa que seja um leão ou uma gazela, será melhor começar a correr.” Essa frase me representa. Eu não sei se sou o leão ou a gazela. Mas sei que tenho de correr.”


  • Mauricio Graziani, diretor-geral da Phibro Saúde Animal no Brasil

    “Comecei a correr no final de 2020. Com a pandemia, aproveitei o isolamento e comecei a correr com mais frequência com acompanhamento de assessoria esportiva e nutricionista. Desde então, tenho feito treinos periódicos e participado de meia maratonas, o que me motiva a manter o ritmo correndo atrás de cada objetivo. A corrida faz muito bem para mim e tenho curtido cada vez mais. A frequência dos treinamentos tem permitido que eu mantenha tanto a condição física como mental da melhor maneira possível. Tenho conseguido ser ainda mais resiliente e focado nas demandas do dia a dia.”


  • Luciano Machado, diretor comercial e engenheiro da MMF projetos de infraestrutura

    “Apesar de ser ex-atleta e já ter praticado várias modalidades esportivas, como basquete, capoeira, corrida e futebol, nos últimos tempos havia feito uma pausa nos exercícios. Após algumas tentativas de retomada, percebi que não estava conseguindo ter consistência e que precisava de auxílio. Então, voltei a praticar musculação regularmente, cerca de quatro a cinco vezes por semana, com a assistência de um personal trainer. Essa atividade tem me dado a disposição fundamental para enfrentar o meu dia a dia corrido como engenheiro, seja em São Paulo – para manter o ritmo entre várias reuniões – ou no Rio Grande do Sul, onde tenho colocado bastante energia para acompanhar as obras de recuperação das estradas e taludes que caíram com as enchentes. Os exercícios físicos foram fundamentais para que eu consiga ter energia e disposição para desenvolver todas as minhas atividades, além de me ajudar a ter mais equilíbrio e saúde mental.”


  • Ludmilla Amaral, CEO da VCRP

    “Sempre fui sedentária e, consequentemente, sentia dificuldade para fazer atividades normais diárias, estava sempre com muita preguiça. Na época, nem pensava em empreender, não tinha disposição. O exercício físico, principalmente a corrida, está 100% ligado ao movimento de me tornar empreendedora. Na empresa em que trabalhei antes de fundar a minha agência, o CEO era um super atleta e patrocinava corridas para os colaboradores. Decidi me inscrever no percurso de 10km, sem nunca antes ter corrido. Isso foi em 2019, e eu consegui. Lembro que completei em 68 minutos e, desde então, nunca mais parei. Me tornei uma pessoa muito mais ativa e disposta a me desafiar em todos os campos da vida, e hoje sou dona do meu próprio negócio. Eu me exercito todos os dias, de domingo a domingo. É quando minha mente desliga das preocupações e meu corpo recebe adrenalina para enfrentar os desafios diários. É uma superação, e sinto que se meu corpo é capaz de superar os desafios em que o coloco à prova, eu também posso superar os desafios que enfrento empreendendo. Sem falar na disciplina que o exercício exige da gente e nos ajuda também em todas as outras áreas da vida. Agora, me preparo para a minha primeira meia-maratona, e tenho a certeza de que sairei de lá com a sensação de que minha empresa e eu conseguiremos ir ainda mais além.”


  • Tiago Dalvi, fundador e CEO da Olist

    “A corrida se tornou uma parte fundamental do meu dia a dia. Além de um estímulo importante para a manutenção da minha saúde e de uma válvula de escape para a minha energia extra, a corrida me inspira a me desafiar e ir além para melhorar a cada dia o meu desempenho. Eu costumo treinar pelas manhãs, logo no primeiro horário. Isso me ajuda a começar o dia com a cabeça limpa. É um momento que dura entre uma hora e uma hora e meia e que eu estou 100% focado na minha meta para melhorar meu condicionamento, sem mais nada em mente. Como um esporte competitivo, ele também me traz a oportunidade de seguir aprendendo, seja com amigos, treinador ou assessoria, eu sigo buscando evoluir diariamente. E para me testar mais, eu também participo de competições. Neste ano, por exemplo, me inscrevi em provas de meia-maratona, com o objetivo de correr uma maratona internacional no ano que vem. Estou correndo há quase um ano e meio e é impressionante ver o quanto a disciplina na prática te torna melhor todos os dias. O resultado é perceptível a cada novo esforço e isso me motiva a continuar evoluindo.”


  • Laurent Delache, presidente da Foundever Brasil

    “Pratico esportes para manter o equilíbrio físico, mental e espiritual, essenciais para a resistência e resiliência no trabalho. A preocupação com a longevidade e a saúde se torna fundamental. Mantenho meu condicionamento físico com musculação, ciclismo e natação. A natação e a bike são minhas atividades preferidas, e o cicloturismo me ajuda a lidar com pressões profissionais. Temos bikes em nossos dois sites no Brasil, onde pedalo com meus liderados em reuniões para bate-papos informais onde falamos de tudo. Iniciar o dia pedalando faz muita diferença para mim antes de iniciar a jornada de trabalho. Chego cheio de energia, com pensamento focado e com disposição para compartilhar a minha energia com o time. Pedalar é a solução que encontrei para lidar com o estresse.”


  • Eduardo Canicoba, VP da Geotab no Brasil

    “Durante toda a minha vida, sempre pratiquei algum esporte. Na corrida, comecei em 2005 e até hoje já corri 13 meias maratonas e 4 maratonas completas, além de várias provas de 5, 10 e 15K. Para mim, é um suporte muito importante, porque me faz feliz, me ajuda na concentração, disciplina, e motivação diária. Praticar esportes é indispensável para manter uma boa saúde física e mental, e porque ensina coisas que são importantes para a vida, como o valor do esforço, da preparação, da disciplina, da constância, do foco, do trabalho em equipe e como ser melhor a cada dia.”


  • Márcia Queirós, sócia-fundadora da Fast Escova

    “Não existe CNPJ forte com CPF fraco. Negócios de sucesso geralmente têm por trás um empresário saudável ao ponto de suportar os desafios e pressões do dia a dia. E a atividade física é um pilar fundamental para a saúde física e mental de qualquer pessoa. Atividade física, sono de qualidade e alimentação saudável são pilares fundamentais pra minha saúde e sucesso nos negócios.”


  • Helen Jacintho, produtora rural no Grupo Continental, conselheira do Conselho Superior do Agronegócio COSAG/FIESP e presidente do Forbes Mulher Agro

    “A natação me traz força e disciplina, corpo e mente sãos. O esporte traz humildade, ele nivela as pessoas, não importa quem você é fora da água, o resultado só vem pelo esforço e dedicação diários. Natação não é só uma paixão, tem dias que chego desanimada ao treino. No meio da série principal, eu me pergunto: ‘o que estou fazendo ali?’ Mas, no final, a gente sai de lá um leão, tudo que vier no seu dia, a partir daquele momento, você está pronto! As competições são desafiadoras, a gente aprende a lidar com a dor e o desconforto, aprende a acalmar a mente, a dosar a força, e principalmente a saber ganhar e, às vezes, perder. Começar o dia disciplinado dá o tom do resto do dia, você chega em uma reunião carregando a disciplina, humildade e saúde que construiu dentro da água, além da certeza de que os resultados só vem com esforço e dedicação.”


  • Manoel Pereira de Queiroz, sócio sênior da Mapa Capital

    “A natação, para mim, é um mindfulness. Você se concentra de tal forma que isso faz você ter foco e, durante aquele período de treino, esquecer qualquer problema ou estresse que esteja passando. Tem que ter autodisciplina, saber competir, buscar o seu melhor e trabalhar a resiliência para se recuperar quando você tem um resultado diverso.”


  • Joaquim Leite, senior partner YvY Capital e membro do conselho da Cimed

    “O Jiu-Jitsu me ensinou a superar meus próprios limites, evoluir constantemente e a manter a calma sob intensa pressão. São lições que levo para o trabalho e para a vida.”


  • Luiza Nemenz

    Betina Roxo, sócia e vice-presidente da Redoma Capital

    “Apesar de já ser uma pessoa que gosta de mudanças e coisas novas, o surfe intensificou isso dentro de mim. O contato tão profundo com a natureza me trouxe calma e respeito pelo que não controlamos. A força do mar e suas mudanças inesperadas me ensinaram a lidar com expectativas frustradas. O processo de aprender algo novo, que envolve tantas variáveis, me ensinou a curtir o trajeto, a ter paciência e principalmente a arte da consistência. Aprendi também a colocar o peso certo nas coisas certas, a me conectar ao presente e me conhecer ainda mais. Fiz amigos com essa mentalidade, e de mundos muito diferentes do tradicional mercado financeiro, muitas vezes cheio de ostentação, ego e desequilíbrios. Surfar é mergulhar no incontrolável e imprevisível mar, usar nossas habilidades, muitas vezes em desconforto, para extrair os melhores resultados. Se existe algo tão parecido com o desafio de gerir pessoas e empresas, eu desconheço.”

Alexandre Maioral, presidente da Oracle

“A prática de esportes sempre esteve presente na minha vida. A corrida, o muay thai e a musculação são alguns exemplos. Eu valorizo o esporte não só pela questão da saúde, que também é extremamente importante, mas pela questão de ensinar que o caminho da disciplina pode nos levar mais longe e alcançar resultados de sucesso. O esporte foi o que mais me ajudou a entender que a disciplina é liberdade: liberdade de ultrapassar os meus limites, aprender coisas novas e sentir que sou dono das minhas próprias escolhas. Esses aprendizados do esporte são transferidos diretamente para a minha vida profissional, pois enquanto cuido da minha saúde física e mental, também potencializo a minha performance como executivo, tomando decisões mais equilibradas e inspirando minha equipe a buscar sempre o melhor.”





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