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Nas cadeiras C-Level, um aperto de mão equivocado pode custar caro – muito além da rescisão do contrato. Um levantamento da consultoria LHH, que analisou dados da sua base de clientes no Brasil, aponta que um erro na contratação de um executivo CLT gera custos diretos de, pelo menos, 30% do salário anual do profissional.
O valor é inflado por encargos trabalhistas e benefícios, mas o verdadeiro prejuízo reside no que os especialistas da consultoria chamam de “impacto invisível“. “Um líder inadequado desalinha prioridades, compromete decisões críticas e enfraquece a confiança das equipes”, afirma Gustavo Coimbra, diretor da LHH Brasil.
Esse efeito se prolonga mesmo após a saída do profissional, seja por vontade própria ou da empresa. “Reduz velocidade de execução, capacidade competitiva e gera impactos reputacionais que custam caro no médio prazo.”
A depender do nível hierárquico (da gerência à presidência) e da relevância do profissional que deixa o cargo, a potencial perda de produtividade com a troca do executivo pode variar entre R$ 240 mil e R$ 9,3 milhões, segundo estimativas da How2Pay Consultoria.
Vagas são preenchidas por indicação e executivos sob demanda
De acordo com o levantamento da LHH, 84% das empresas brasileiras planejavam ampliar ou renovar seus quadros executivos em 2025, tendência que se mantém em 2026.
Diante da demora do processo de contratação de lideranças, que pode levar até três meses, muitas companhias recorrem ao caminho aparentemente mais seguro: as indicações. Entre 70% e 85% das contratações executivas na América Latina ocorrem no “mercado oculto”, guiadas pelo networking e movimentações informais. “Indicações precisam passar pelo mesmo rigor técnico e cultural aplicado a qualquer outro candidato”, diz Coimbra. “Urgência não pode ser confundida com pressa.”
Testar as águas antes de um mergulho definitivo pode ajudar a driblar o cenário e reduzir decisões equivocadas. Não à toa, o modelo de executivos sob demanda, que aloca profissionais interinos para manter a operação funcionando, deve saltar de US$ 387 milhões em 2022 para mais de US$ 1 bilhão até 2032 no mundo, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa Future Market Insights.
Empresas buscam eficiência e vantagens financeiras com esse modelo, enquanto C-Levels escolhem trabalhar por projetos em nome da flexibilidade. “A empresa consegue acessar rapidamente a expertise específica e capacidade de execução sem assumir riscos estruturais de longo prazo.”
O onboarding do C-Level
Mesmo após um processo seletivo cuidadoso, executivos precisam de um onboarding à altura do cargo. “Ainda existe a crença equivocada de que executivos seniores não precisam de um processo estruturado de integração”, observa Coimbra. “O erro de contratação só se revela quando a correção já é cara e complexa.”
Por isso, a recomendação é sustentar programas de integração que durem de 90 a 120 dias, acompanhados de iniciativas de mentoria. “Depois de avaliações e análise de alinhamento cultural, são os processos estruturados de onboarding que minimizam desalinhamentos futuros.”
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