{"id":86958,"date":"2025-08-07T18:27:04","date_gmt":"2025-08-07T21:27:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ismaelcolosi.com.br\/index.php\/2025\/08\/07\/os-empreendedores-que-fazem-a-diferenca\/"},"modified":"2025-08-07T18:27:04","modified_gmt":"2025-08-07T21:27:04","slug":"os-empreendedores-que-fazem-a-diferenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ismaelcolosi.com.br\/index.php\/2025\/08\/07\/os-empreendedores-que-fazem-a-diferenca\/","title":{"rendered":"os Empreendedores que Fazem a Diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure class=\"destaque wp-caption\">&#13;<br \/>\n\t\t<img data-recalc-dims=\"1\" width=\"678\" height=\"452\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Web_Abre-5-1024x683.png?resize=678%2C452&#038;ssl=1\" class=\"attachment-large size-large wp-post-image\" alt=\"Fernanda Ribeiro, Fl\u00e1vio Augusto e Cesar Carvalho\/Victor Affaro e Divulga\u00e7\u00e3o\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\"\/>\t\t<\/p>\n<p>Foto: Victor Affaro e Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#13;<figcaption class=\"wp-caption-text\">Fernanda Ribeiro, Fl\u00e1vio Augusto e Cesar Carvalho est\u00e3o na Lista Forbes The Founders Brasil<\/figcaption>&#13;<br \/>\n\t<\/figure>\n<div class=\"accessibility\">\n<p>Acessibilidade<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\t\t<button onclick=\"alterFont1()\" id=\"btn1\" class=\"btn\">L<\/button>&#13;<br \/>\n\t\t\t<button onclick=\"alterFont2()\" id=\"btn2\" class=\"btn\" style=\"font-family:Merriweather\">L<\/button>&#13;<br \/>\n\t\t\t<button onclick=\"alterFontSmallerSize()\" id=\"btn3\" class=\"btn\">A-<\/button>&#13;<br \/>\n\t\t\t<button onclick=\"alterFontBiggerSize()\" id=\"btn4\" class=\"btn\">A+<\/button>&#13;<br \/>\n\t\t\t<!--<button onclick='alterFontBolder()' id='btn5' class=\"btn\" >B<\/button>-->&#13;<br \/>\n\t\t\t<button onclick=\"alterBackground()\" id=\"btn6\" class=\"btn\">\u25d0<\/button>&#13;<br \/>\n\t\t\t<!--<button onclick='clean()' id='btn7' class=\"btn\" >Limpar<\/button>-->&#13;\n\t\t<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Neg\u00f3cios disruptivos, neg\u00f3cios inclusivos, neg\u00f3cios bilion\u00e1rios. Os adjetivos s\u00e3o diferentes, mas os 15 founders homenageados nesta edi\u00e7\u00e3o da nossa primeira lista <strong>Forbes The Founders, <\/strong>apresentada por<a href=\"https:\/\/www.latinamericafund.com\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong> SoftBank<\/strong><\/a>,\u00a0t\u00eam muito em comum: vis\u00e3o, preparo, valores, resili\u00eancia e um forte senso de miss\u00e3o na vida.<\/p>\n<p>Inspiradores, eles falam sobre as dificuldades que enfrentaram na jornada e enumeram as caracter\u00edsticas que forjam um empreendedor de sucesso.<\/p>\n<p>\u201cEmpreender \u00e9 empacotar uma solu\u00e7\u00e3o e vender isso para o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel\u201d, ensina um deles. \u201cSucesso \u00e9 um lugar que n\u00e3o existe\u201d, alerta outro founder.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a abaixo as hist\u00f3rias dos 15 <strong>Forbes The Founders 2025<\/strong>:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"ada-mota\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703759 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_ada-mota.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Ada Mota\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Ada Mota, fundadora da Adcos<\/p>\n<\/div>\n<h2><strong>Ada Mota<\/strong><br \/><strong>Fundadora da Adcos (1993)<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Ada Mota<\/strong> fundou a <strong>Adcos<\/strong> no in\u00edcio dos anos 1990, numa \u00e9poca em que o mercado brasileiro ainda dava os primeiros passos no universo da dermocosm\u00e9tica. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, a marca \u00e9 refer\u00eancia nacional em skincare de alta performance, com mais de 180 lojas espalhadas pelo pa\u00eds. Mas o caminho at\u00e9 aqui envolveu pioneirismo, ci\u00eancia, maternidade e uma dose generosa de coragem.<\/p>\n<p>Formada em farm\u00e1cia e bioqu\u00edmica, a capixaba iniciou sua trajet\u00f3ria na Fran\u00e7a, onde cursou um mestrado em dermocosm\u00e9tica. \u201cParis foi o ber\u00e7o da cosmetologia com foco em efic\u00e1cia. L\u00e1, trabalhei em um hospital de doen\u00e7as dermatol\u00f3gicas, onde transformamos pomadas medicamentosas em cosm\u00e9ticos, mantendo a mesma a\u00e7\u00e3o terap\u00eautica\u201d, conta. \u201cAquilo me despertou para o poder dos cosm\u00e9ticos com fun\u00e7\u00e3o real, al\u00e9m da hidrata\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Eles poderiam, de fato, estimular o col\u00e1geno, melhorar a sa\u00fade da pele e promover um envelhecimento saud\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<h3>O mercado n\u00e3o entendia<\/h3>\n<p>Ao voltar ao Brasil, ela se associou a outra farmac\u00eautica e comandou uma farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o por uma d\u00e9cada, antes de fundar a Adcos. \u201cNaquela \u00e9poca, o mercado brasileiro n\u00e3o entendia o que era dermocosm\u00e9tico. Foi um desafio explicar essa ci\u00eancia. A forma que encontrei foi viajar pelo pa\u00eds dando palestras para m\u00e9dicos, esteticistas e farmac\u00eauticos. Educa\u00e7\u00e3o sempre foi um pilar da marca \u2013 tanto que criamos o programa Adcos Ensina, que existe at\u00e9 hoje.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA Adcos virou minha quinta filha. Eu dormia e acordava pensando nela.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>M\u00e3e de quatro filhos pequenos quando iniciou o neg\u00f3cio (dois deles g\u00eameos), Ada equilibrava maternidade e empreendedorismo com determina\u00e7\u00e3o. \u201cA Adcos virou minha quinta filha. Eu dormia e acordava pensando nela\u201d, lembra. Desde o in\u00edcio, sua atua\u00e7\u00e3o era intensa no laborat\u00f3rio. \u201cEu fazia as f\u00f3rmulas, recebia fornecedores, ia a congressos internacionais em busca de tend\u00eancias. Aos poucos, fui formando uma equipe t\u00e9cnica cada vez mais qualificada \u2013 hoje temos doutores formados no Brasil e no exterior.\u201d<\/p>\n<p>Entre os produtos desenvolvidos, ela cita com carinho os filtros solares criados nos anos 1990, que ainda existem, com f\u00f3rmulas modernizadas. E alguns nascidos de experi\u00eancias pessoais, como a lo\u00e7\u00e3o secativa criada para tratar a acne severa de um de seus filhos \u2013 e que segue sendo um dos queridinhos entre adolescentes. \u201c\u00c9 muito bonito ver jovens que descobrem o produto pela indica\u00e7\u00e3o de um colega e depois me contam como se sentiram mais seguros, com a pele mais lisa, prontos para namorar.\u201d<\/p>\n<p>Durante a gravidez dos g\u00eameos, Ada tamb\u00e9m desenvolveu uma lo\u00e7\u00e3o para a preven\u00e7\u00e3o de estrias. Mais tarde, quando entrou na menopausa, criou linha com ativos como fito-horm\u00f4nios para restaurar a pele de mulheres no climat\u00e9rio. \u201cA pesquisa sempre foi viva para mim. Sempre penso: faria esse produto para minha m\u00e3e, minhas irm\u00e3s, minhas amigas? Tem que ser o melhor poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Ao lado da ci\u00eancia, Ada sempre valorizou o fator humano. \u201cSentimento precisa estar presente o tempo inteiro. Principalmente quando lidamos com a pele, nosso maior \u00f3rg\u00e3o e tamb\u00e9m uma extens\u00e3o emocional: ela reage ao frio, ao calor, ao estresse, \u00e0 vergonha. A pele \u00e9 um c\u00e9rebro estendido.\u201d<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o da Adcos com a dermatologia tamb\u00e9m \u00e9 estrat\u00e9gica. A empresa realiza visitas m\u00e9dicas e mant\u00e9m um conselho com dermatologistas que opinam e testam os produtos em fase de desenvolvimento. \u201cEsse di\u00e1logo com a ci\u00eancia m\u00e9dica torna nossos produtos ainda mais eficazes e relevantes.\u201d<\/p>\n<h3>Quatro filhos no neg\u00f3cio<\/h3>\n<p>Hoje, os quatro filhos de Ada est\u00e3o envolvidos no neg\u00f3cio. Os dois mais velhos, engenheiros, atuam nas \u00e1reas de finan\u00e7as e opera\u00e7\u00f5es. J\u00e1 os g\u00eameos se formaram em medicina, fizeram dermatologia e hoje trabalham tanto na pr\u00e1tica cl\u00ednica quanto no desenvolvimento t\u00e9cnico da Adcos. Lucas \u00e9 o atual CEO da empresa. \u201cEles cresceram comigo nos congressos, ajudando como podiam. Quando ficaram mais velhos, entraram com cargos e sal\u00e1rios de mercado. Hoje, s\u00e3o pe\u00e7a-chave do ecossistema da marca\u201d, diz com orgulho.<\/p>\n<p>Apesar do entusiasmo em ver os filhos assumindo o neg\u00f3cio, o processo de transi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a n\u00e3o foi simples. \u201cDeixar o dia a dia \u00e9 um desafio para qualquer fundador. Eu queria estar em todas as reuni\u00f5es, eles nem sempre deixavam\u2026 Mas est\u00e3o certos. Hoje participo do conselho e continuo contribuindo com estrat\u00e9gia e produto. Fa\u00e7o terapia, coaching, at\u00e9 medita\u00e7\u00e3o \u2013 porque essa fase de transi\u00e7\u00e3o exige equil\u00edbrio. Mas estou animada. \u00c9 lindo ver meus filhos t\u00e3o envolvidos, com novas ideias e energia.\u201d<\/p>\n<p>Com cinco netos e a fam\u00edlia toda ao redor, Ada encontra no trabalho um ponto de conex\u00e3o. \u201cTemos sempre assunto. E quando voc\u00ea ama o que faz, n\u00e3o se importa de trabalhar at\u00e9 no fim de semana. \u00c9 um privil\u00e9gio viver disso.\u201d E completa: \u201cEmpreender exige coragem, entrega e boas parcerias. Saber delegar \u00e9 fundamental. E manter viva a paix\u00e3o pelo que se faz \u2013 isso \u00e9 o que sustenta tudo.\u201d <strong>(SP)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"carolina-matsuse\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703760 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_carolina.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Carolina Matsuse\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Carolina Matsuse, fundadora da Insider<\/p>\n<\/div>\n<h2>Carolina Matsuse<br \/>Cofundadora da Insider Store (2017)<\/h2>\n<p>Em 2019, <strong>Carolina Matsuse<\/strong> tirou f\u00e9rias da <strong>Uber<\/strong> para participar de um encontro do programa de empreendedorismo Stanford Ignite com seu s\u00f3cio e \u00e0 \u00e9poca namorado, Yuri Gricheno. \u201cQuando voltamos, a opera\u00e7\u00e3o estava uma zona\u201d, lembra a cofundadora da <strong>Insider Store<\/strong>, hoje com 34 anos. \u201cA equipe tinha cinco pessoas e n\u00e3o t\u00ednhamos padr\u00f5es bem definidos nem um time treinado para dar esse n\u00edvel de autonomia.\u201d Precisou de mais uma semana de folga no emprego para colocar a casa em ordem \u2013 e ela nunca mais voltou \u00e0 vida corporativa.<\/p>\n<p>Formada em engenharia pelo ITA, ela j\u00e1 vinha sendo pressionada pelo s\u00f3cio a mergulhar de vez no neg\u00f3cio. \u201cPercebi que havia uma grande oportunidade ali, mas n\u00e3o estava aproveitando da melhor forma. Pensei no custo de oportunidade do meu tempo e da minha energia e conclu\u00ed que valeria a pena.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cLideran\u00e7a \u00e9 menos sobre t\u00e9cnica e mais sobre conex\u00e3o emocional.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A decis\u00e3o se provou certeira. O que come\u00e7ou como um side hustle se transformou em um neg\u00f3cio com cerca de 200 funcion\u00e1rios, mais de 1 milh\u00e3o de clientes em mais de 40 pa\u00edses, faturamento de R$ 400 milh\u00f5es em 2024 e previs\u00e3o de crescer mais 50% neste ano. \u201cMe ofereci para ser s\u00f3cia do Yuri sem pensar muito nas consequ\u00eancias, nem ter ideia de onde poder\u00edamos chegar.\u201d<\/p>\n<p>A Insider foi criada em 2017 com um \u00fanico produto: uma camiseta com tecnologia antiodor e antissuor para ser usada por baixo da camisa social. \u201cEra uma forma f\u00e1cil e escal\u00e1vel de testar o modelo de neg\u00f3cios digital.\u201d<\/p>\n<h3>Empurr\u00e3o do Shark Tank<\/h3>\n<p>Um m\u00eas depois, a dupla estava fazendo um pitch na segunda temporada do <strong>Shark Tank Brasil<\/strong>. \u201cEssa hist\u00f3ria ilustra bem como temos perfis completamente diferentes\u201d, brinca a cofundadora. Foi Gricheno quem inscreveu a dupla, quando a empresa ainda estava no pr\u00e9-operacional. \u201cEu, supernerd, me preocupei em fazer o valuation da empresa e fiquei decorando as premissas, achando que eles iam perguntar esse tipo de coisa.\u201d<\/p>\n<p>Durante o programa, receberam tr\u00eas propostas de investimento, mas decidiram n\u00e3o fechar com nenhum dos tubar\u00f5es. Ainda assim, o impacto foi grande: \u201cDeu uma propuls\u00e3o inicial para a Insider. Ficamos sem estoque e aumentamos a receita em cinco vezes de um m\u00eas para o outro.\u201d<\/p>\n<p>O casal iniciou a empresa com investimento pr\u00f3prio: R$ 50 mil de cada um. \u201cOs quatro primeiros anos foram de muita economia na pessoa f\u00edsica. Todo o excedente que eu tinha de sal\u00e1rio e economias ia para o caixa da Insider.\u201d A meta inicial era faturar R$ 100 mil no primeiro ano, mas encerraram o per\u00edodo com cerca de R$ 700 mil.<\/p>\n<h3>Disciplina oriental<\/h3>\n<p>Filha de pais empreendedores, Carol Matsuse herdou o esp\u00edrito dos neg\u00f3cios e a disciplina de sua origem japonesa. \u201cTenho o perfil de tomar riscos e gosto de sair da zona de conforto\u201d, diz ela, que se define como calma e organizada, enquanto o s\u00f3cio \u00e9 criativo e inovador. \u201cEmpreender em casal n\u00e3o \u00e9 trivial, mas ter perfis bastante diferentes nos ajudou a manter um relacionamento saud\u00e1vel e uma parceria de sucesso como s\u00f3cios.\u201d<\/p>\n<p>Quando fundaram a Insider, Carol estava em transi\u00e7\u00e3o do BCG, onde iniciou a carreira, para o universo de startups. \u201cA consultoria foi uma escola de business. Me deu uma base s\u00f3lida para construir meus pr\u00f3ximos passos\u201d, afirma. De olho nos movimentos do mercado, decidiu apostar em empresas como Quinto Andar, que mais tarde se tornaria um unic\u00f3rnio, e, posteriormente, Uber. \u201cSabia que esses ambientes iriam contribuir para minha bagagem como founder. Tive uma exposi\u00e7\u00e3o muito grande a problemas que j\u00e1 enfrentei e continuo enfrentando na Insider.\u201d<\/p>\n<p>Hoje ela \u00e9 respons\u00e1vel pelas opera\u00e7\u00f5es da marca, mas, no in\u00edcio, fazia de tudo um pouco. A grande virada veio na pandemia, quando precisaram se reinventar e lan\u00e7aram m\u00e1scaras e camisetas antivirais. Depois, ampliaram o portf\u00f3lio, ainda com tecidos tecnol\u00f3gicos e mat\u00e9rias-primas sustent\u00e1veis, para o p\u00fablico feminino, apostaram alto em marketing digital e em collabs, como a da estilista Gl\u00f3ria Coelho. \u201cSer empreendedor \u00e9 um exerc\u00edcio cont\u00ednuo de humildade. Sempre tem algo para aprender com o time, com o cliente ou com o mercado e incorporar na forma como voc\u00ea faz as coisas dentro da sua empresa.\u201d<\/p>\n<p>Para ela, uma gest\u00e3o eficiente exige m\u00e9tricas claras e rituais bem definidos. Liderar, no entanto, vai muito al\u00e9m. \u201cLideran\u00e7a \u00e9 menos sobre t\u00e9cnica e mais sobre conex\u00e3o emocional.\u201d Com um olhar estrat\u00e9gico voltado ao futuro, a empreendedora mant\u00e9m o foco n\u00e3o apenas nos resultados, mas nos seus futuros sucessores. \u201cMe preocupo muito com o pr\u00f3ximo passo que vou dar \u2013 e com quem vai assumir o meu lugar. Tudo isso se conecta para que a gente consiga dar passos cada vez maiores e mais ousados.\u201d<strong> (FA)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"cesar-carvalho\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703766 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web-cesar-carvalho-2.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Cesar Carvalho\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Cesar Carvalho, fundador da Wellhub<\/p>\n<\/div>\n<h2>Cesar Carvalho<br \/>Fundador do Wellhub, ex-Gympass (2012)<\/h2>\n<p>Mineiro de Alfenas, <strong>Cesar Carvalho<\/strong>, fundador do <strong>Wellhub<\/strong>, conta que teve uma inf\u00e2ncia hiperativa: jogava futebol com os amigos, fazia longos rol\u00eas de bicicleta, nadava\u2026 Filho de funcion\u00e1rios p\u00fablicos (os pais davam aula na Universidade Federal de Alfenas), lembra que os pais foram a primeira gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia a estudar. \u201cUm av\u00f4 era agricultor de subsist\u00eancia, outro era leiteiro\u201d, lembra.<\/p>\n<p>\u201cMeus pais viram na educa\u00e7\u00e3o um jeito de melhorar de vida.\u201d A estabilidade do funcionalismo p\u00fablico, no entanto, criou na fam\u00edlia (Cesar tem duas irm\u00e3s, uma m\u00e9dica e outra advogada) uma avers\u00e3o ao risco. \u201cMesmo quando a empresa j\u00e1 estava indo bem, crescendo e prestes a abrir em outros pa\u00edses, minha m\u00e3e me mandava prestar concursos p\u00fablicos\u201d, diverte-se. \u201cMinha veia empreendedora \u00e9 coisa da minha personalidade, mesmo. Desde novo, eu j\u00e1 organizava excurs\u00f5es e festas para os amigos \u2013 e cobrava do povo. Tamb\u00e9m vendia enciclop\u00e9dias para levantar um dinheiro.\u201d<\/p>\n<h3>Democratizando o bem-estar<\/h3>\n<p>Cesar entrou na Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da USP e foi morar em uma rep\u00fablica na capital paulista. Antes de se formar, prestava consultoria de gest\u00e3o para pequenas e m\u00e9dias empresas. \u201cJuntei dinheiro para fazer um interc\u00e2mbio de seis meses na Holanda.\u201d Tr\u00eas anos depois de formado, entrou em Harvard. E l\u00e1, sentindo-se sedent\u00e1rio e saudoso das v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de atividade f\u00edsica que praticava anos atr\u00e1s, teve o insight de criar um modelo de neg\u00f3cio que desse acesso ao maior n\u00famero poss\u00edvel de locais dedicados a essas pr\u00e1ticas, democratizando o acesso ao bem-estar.<\/p>\n<p>Nascia, em 2012, o <strong>Gympass<\/strong> \u2013 que por anos funcionou como uma esp\u00e9cie de voucher para consumidores individuais utilizarem academias credenciadas quando e como quisessem. Sete anos depois, a startup se tornava um unic\u00f3rnio, avaliada em US$ 1,1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Em abril de 2024, depois de aumentar o escopo de servi\u00e7os oferecidos e de mudar o foco de B2C para B2B em planos compartilhados entre empresas clientes e seus funcion\u00e1rios, a plataforma passou a se chamar Wellhub. Hoje atende 26 mil empresas em 13 pa\u00edses, impactando 20 milh\u00f5es de colaboradores que t\u00eam acesso a mais de 75 mil parceiros presenciais em \u00e1reas como fitness, mindfulness, medita\u00e7\u00e3o, ioga, nutri\u00e7\u00e3o e sono. O neg\u00f3cio est\u00e1 avaliado em US$ 2,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h3>O que define um founder<\/h3>\n<p>Sobre o que molda um founder de sucesso, Cesar enumera quatro pilares: \u201cPrimeiro, autonomia de pensamento: enxergar um problema a ser resolvido onde mais ningu\u00e9m enxerga. E achar problemas \u2013 que afetem voc\u00ea ou outras pessoas \u2013 \u00e9 onde nasce o empreendedorismo\u201d. Mas h\u00e1 um por\u00e9m: um dos erros que ele pr\u00f3prio assume ter cometido tem rela\u00e7\u00e3o com esse pilar: apegar-se mais \u00e0 solu\u00e7\u00e3o que ao problema, ou, em outras palavras, imaginar e criar uma solu\u00e7\u00e3o e procurar um problema que se encaixe nela, que a justifique. \u201cAt\u00e9 hoje, menos de 10% dos brasileiros fazem atividade f\u00edsica. N\u00f3s demoramos tr\u00eas anos, vendo que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava em nossos passes di\u00e1rios, para desenhar um modelo que fizesse mais gente adotar nossos servi\u00e7os.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEstou para ver um neg\u00f3cio que 10 anos depois ainda seja aquele mesmo business imaginado no in\u00edcio.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele continua o racioc\u00ednio: \u201cA segunda coisa \u00e9 adaptabilidade \u2013 eu estou para ver um neg\u00f3cio que 10 anos depois ainda seja aquele mesmo business imaginado no in\u00edcio. \u00c9 tanta pancada, tanta rasteira que a gente toma, que \u00e9 preciso desviar e se adaptar para ser bem-sucedido. Terceiro: apaixonar-se por uma causa e permanecer automotivado para fazer isso acontecer. A \u00faltima coisa que eu cito \u00e9 a resili\u00eancia. Mas eu defino resili\u00eancia de um jeito diferente. Porque, na defini\u00e7\u00e3o original, ela \u00e9 a capacidade de um material voltar ao estado original depois de sofrer alguma deforma\u00e7\u00e3o ou impacto. J\u00e1 o conceito de resili\u00eancia 2.0 que aprendi em Harvard \u00e9 mais parecido com a muscula\u00e7\u00e3o, com a atividade f\u00edsica. Voc\u00ea p\u00f5e seu m\u00fasculo em estresse e ele n\u00e3o volta ao est\u00e1gio que estava antes; ele volta melhor, mais forte. No empreendedorismo, depois de enfrentar todos os obst\u00e1culos, vai sair mais forte, mais calejado, mais maduro, mais preparado\u201d.<\/p>\n<p>Aos 41 anos, morando em Nova York com a mulher e tr\u00eas filhos, o nost\u00e1lgico Cesar diz que est\u00e1 \u201ctrabalhando para reduzir as diferen\u00e7as culturais entre NYC e Alfenas.\u201d Isso inclui, como era de se esperar, mais foco no bem-estar. <strong>(JV)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"daniel-castanho\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703756 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_daniel-castanho.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Daniel Castanho\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Daniel Castanho, fundador da \u00c2nima Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<h2>Daniel Castanho<br \/>Cofundador da \u00c2nima Educa\u00e7\u00e3o (2003)<\/h2>\n<p><strong>Daniel Castanho<\/strong> costuma dizer que nasceu dentro de uma escola. Filho do diretor e dono do col\u00e9gio onde estudava, at\u00e9 tentou seguir outros caminhos antes de dar in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do que se tornaria um dos maiores ecossistemas educacionais do pa\u00eds \u2013 com mais de 480 mil alunos, 16 mil funcion\u00e1rios e R$ 3,8 bilh\u00f5es em receitas no acumulado de 2024. \u201cN\u00e3o sou movido pelo neg\u00f3cio\u201d, diz o cofundador e presidente do conselho da<strong> \u00c2nima Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u201cEmpreender n\u00e3o \u00e9 sobre ter, \u00e9 sobre fazer.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEmpreender n\u00e3o \u00e9 sobre ter, \u00e9 sobre fazer.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O grupo liderado por Castanho, que atuou como CEO por 15 anos, re\u00fane 18 institui\u00e7\u00f5es de ensino superior \u2013 entre elas, <strong>Anhembi Morumbi<\/strong> e <strong>S\u00e3o Judas<\/strong> \u2013, al\u00e9m de marcas como <strong>HSM<\/strong>, <strong>Le Cordon Bleu<\/strong> e <strong>SingularityU<\/strong>. \u201c\u00c9 dif\u00edcil encontrar um brasileiro que n\u00e3o tenha passado ou sido influenciado pela \u00c2nima.\u201d<\/p>\n<h3>Curr\u00edculo de duas linhas<\/h3>\n<p>Graduado em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas e com extens\u00e3o na Harvard Business School, Castanho trilhou uma jornada marcada por negativas e reveses. \u201cSempre tive esse esp\u00edrito empreendedor\u201d, diz o paulista de 50 anos, contando como foi influenciado pelo ambiente familiar. Aos 18 anos, ainda calouro da faculdade de administra\u00e7\u00e3o, conheceu a rede Subway durante uma viagem ao M\u00e9xico e decidiu trazer a marca para o Brasil. \u201cEnviei o meu curr\u00edculo de duas linhas junto com o do meu pai. N\u00e3o pude abrir a franquia naquele momento, mas consegui um ano depois.\u201d O neg\u00f3cio quebrou e, mais tarde, o empreendedor seguiu no segmento de restaurantes ao abrir o Varanda Grill, em S\u00e3o Paulo. \u201cDepois, eu e meu s\u00f3cio entramos no mercado de internet, e quebramos tr\u00eas empresas quando a bolha estourou.\u201d<\/p>\n<p>Mas ele n\u00e3o enxerga esses epis\u00f3dios como fracassos. \u201cSimplesmente aconteceu algo diferente do que eu planejei\u201d, afirma. Para Castanho, cada trope\u00e7o o aproximou do momento que vive hoje: \u201cToda dor que te faz crescer, evoluir e entender o porqu\u00ea das coisas te transforma em uma pessoa melhor e mais forte.\u201d<\/p>\n<h3>De volta \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Em 2003, depois de quebrar, voltou o olhar para o setor de educa\u00e7\u00e3o. \u201cNos anos 2000, menos de 4% da popula\u00e7\u00e3o entre 18 e 24 anos estava na universidade, e esse mercado precisava mudar de maneira radical.\u201d<\/p>\n<p>Sem recursos para grandes investimentos naquele momento, ele e os s\u00f3cios decidiram comprar uma escola endividada em Belo Horizonte. \u201cA Una faturava R$ 30 milh\u00f5es e devia R$ 35 milh\u00f5es\u201d, lembra. \u201cO prop\u00f3sito era, primeiro, salvar a escola. Depois, criar um ambiente incr\u00edvel para se trabalhar. E, depois, transformar o Brasil pela educa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, vieram novas aquisi\u00e7\u00f5es \u2013 incluindo a compra da opera\u00e7\u00e3o brasileira da americana Laureate por R$ 4,6 bilh\u00f5es \u2013 e a abertura de capital em 2013. Em 2018, Castanho deixou o cargo de CEO para se dedicar apenas ao conselho. \u201cO cargo n\u00e3o estava mais cabendo no que eu queria fazer e onde eu agrego mais valor\u201d, explica. \u201cEu gosto de pensar na inova\u00e7\u00e3o e nas barreiras da transforma\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h3>Duas intelig\u00eancias<\/h3>\n<p>Bem antes de liderar um ecossistema de ensino, o empreendedor tamb\u00e9m foi professor de matem\u00e1tica. \u201cEstar em uma sala de aula me deu a real dimens\u00e3o do papel de uma universidade ou de uma escola.\u201d Ainda hoje, ele se v\u00ea como professor \u2013 e tamb\u00e9m como aluno. \u201cNa \u00c2nima, todo funcion\u00e1rio \u00e9 um educador\u201d, diz. \u201cNuma escola, at\u00e9 as paredes educam.\u201d<\/p>\n<p>Na sua vis\u00e3o, o futuro da educa\u00e7\u00e3o transitar\u00e1 entre duas \u201cIAs\u201d: a intelig\u00eancia artificial e a intelig\u00eancia ancestral. \u201cA escola n\u00e3o deve ser um espa\u00e7o de memoriza\u00e7\u00e3o. Ela precisa ser o ambiente de despertar o desejo de aprender e ajudar o aluno a entender quem ele \u00e9.\u201d<\/p>\n<p>Castanho se define como um \u201cinconformado por natureza\u201d, caracter\u00edstica que considera essencial para um empreendedor de sucesso, assim como um bom equil\u00edbrio entre autoestima elevada e humildade. \u201cPrecisamos olhar pra tr\u00e1s e pensar: \u2018Por que eu fiz tudo isso?\u2019 e \u2018Por que eu fiz s\u00f3 isso?\u2019 O \u2018tudo isso\u2019 te encoraja a fazer mais, e o \u2018s\u00f3 isso\u2019 traz humildade para reconhecer que voc\u00ea errou e que poderia ter feito muito mais.\u201d<\/p>\n<p>O empreendedorismo, segundo ele, envolve raz\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o e, sobretudo, intui\u00e7\u00e3o \u2013 \u201caquilo que n\u00e3o cabe em uma planilha\u201d, define. \u201cPara mim, existe uma diferen\u00e7a entre empres\u00e1rio e empreendedor. O empres\u00e1rio corre risco, arrisca capital. J\u00e1 o empreendedor descobre algo que incomoda, tira o sono e faz ele acordar todos os dias. Eu sou um empreendedor.\u201d <strong>(FA)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"daniel-scandian\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703757 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_daniel-scandian.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Daniel Scandian\/Gabriel Reis\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Daniel Scandian, fundador da Madeira Madeira<\/p>\n<\/div>\n<h2>Daniel Scandian<br \/>Cofundador da MadeiraMadeira (2009)<\/h2>\n<p>Falar em resili\u00eancia ao contar uma hist\u00f3ria de sucesso pode parecer clich\u00ea, mas \u00e9 o cerne da trajet\u00f3ria de <strong>Daniel Scandian<\/strong>, um dos cofundadores e <strong>CEO<\/strong> da <strong>MadeiraMadeira<\/strong>, e-commerce que atingiu o status de unic\u00f3rnio em 2021. Antes de colher os louros da vit\u00f3ria, o empres\u00e1rio viveu desventuras em s\u00e9rie que come\u00e7aram antes mesmo de pensar em seguir os passos dos pais empreendedores.<\/p>\n<p>Competitivo desde cedo, Daniel flertou com o sonho de um dia pilotar na F\u00f3rmula 1 e dedicou-se por 10 anos ao automobilismo. Chegou a conquistar a F3 South America em 2001. Bancar uma carreira como piloto, no entanto, tornou-se financeiramente invi\u00e1vel. Foi preciso mudar a rota, mas os aprendizados da rotina de atleta permaneceram.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cNem nos sonhos mais distantes a gente tinha a meta de virar unic\u00f3rnio.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cVoc\u00ea aprende a perder e a ganhar. Aprende tamb\u00e9m a n\u00e3o ficar t\u00e3o para baixo quando perde e nem t\u00e3o entusiasmado quando ganha \u2013 porque, \u00e0s vezes, voc\u00ea chega no topo, mas se manter l\u00e1 \u00e9 ainda mais dif\u00edcil\u201d, conta. \u201cO esporte foi minha grande escola; os meus pais, o grande porto seguro de valores.\u201d<\/p>\n<p>Aos 23 anos, ele saiu das pistas e estacionou nos neg\u00f3cios da fam\u00edlia \u2013 uma f\u00e1brica de pisos em Curitiba que tinha nos Estados Unidos um de seus principais mercados. Essa primeira empreitada, no entanto, foi atropelada pela crise de 2008.<\/p>\n<h3>Recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/h3>\n<p>Atravessar uma recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, mas Daniel encarou o momento como parte do seu ciclo de aprendizado: nem sempre as coisas saem como o planejado. Naquele ponto, decidiu empreender por conta pr\u00f3pria \u2013 ainda que sem saber exatamente em qu\u00ea.<\/p>\n<p>Em uma \u00e9poca em que o e-commerce ainda n\u00e3o sonhava com as propor\u00e7\u00f5es que ganharia no p\u00f3s-pandemia, apostou na internet e no Google AdWords para vender as m\u00e1quinas usadas da empresa da fam\u00edlia. \u201cEu me considero muito sortudo, mas tamb\u00e9m reconhe\u00e7o o meu esfor\u00e7o em fazer as coisas acontecerem, construir e tir\u00e1-las do papel\u201d, conta.<\/p>\n<p>Assim a MadeiraMadeira dava os primeiros passos. Al\u00e9m do olhar inovador para o digital, as crises vividas com o neg\u00f3cio anterior fizeram com que o trio de fundadores (Daniel, seu irm\u00e3o Marcelo Scandian e mais Robson Privado) buscasse criar uma companhia asset light, capaz de operar com capital de giro otimizado. O caminho encontrado foi adaptar o modelo just in time ao varejo \u2013 sem estoques.<\/p>\n<p>Assim como no esporte, o dia a dia dos primeiros passos da empresa exigiu dedica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de planejar, era preciso executar tarefas operacionais, fosse atendendo o telefone, fosse cadastrando produtos no site ou ainda ajudando a equipe a fechar vendas.<\/p>\n<h3>Cada dia como se fosse o primeiro<\/h3>\n<p>At\u00e9 que uma fraude de R$ 300 mil em receb\u00edveis de cart\u00e3o de cr\u00e9dito parecia, mais uma vez, o fundo do po\u00e7o. A nova adversidade surgiu antes mesmo que as marcas financeiras deixadas por crises anteriores desaparecessem. Para Daniel, lembrar dos momentos dif\u00edceis ajuda a manter o esp\u00edrito de aspirante, vivendo cada dia como se fosse o primeiro. \u201cResili\u00eancia \u00e9 fazer tudo certo, dar errado, e ainda assim continuar tentando. Quando olho para tr\u00e1s, tudo isso foi importante para criar essa casca, essa resist\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Pioneira no e-commerce e no modelo de neg\u00f3cios aplicado ao varejo, a MadeiraMadeira tamb\u00e9m foi uma das primeiras a surfar a onda do venture capital no pa\u00eds, ainda em 2012. A inje\u00e7\u00e3o de capital inaugurou uma nova fase para a companhia, e outras rodadas bem-sucedidas a al\u00e7aram ao patamar de unic\u00f3rnio, com valor de mercado acima de US$ 1 bilh\u00e3o. Os percal\u00e7os do passado, no entanto, mantiveram Daniel com os p\u00e9s no ch\u00e3o e o \u201cmodo crise\u201d sempre ligado.<\/p>\n<p>Hoje Daniel se v\u00ea mais como um t\u00e9cnico do que como um jogador dentro da equipe. Al\u00e9m de influenciar o pr\u00f3prio time, tamb\u00e9m se dedica a participar de mentorias para jovens empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cOs desafios s\u00e3o como abrir uma fase nova no videogame, com um novo chef\u00e3o. Acho que as pessoas deveriam acreditar mais no potencial que t\u00eam antes de desistirem. Nem nos sonhos mais distantes a gente tinha a meta de virar unic\u00f3rnio ou de ser a empresa que somos hoje\u201d, confessa. \u201cTem que curtir a jornada\u201d. <strong>(JO)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<div id=\"fabio-carrara\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703767 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web-fabio-carrara3.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Fabio Carrara\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fabio Carrara, fundador da Solfacil<\/p>\n<\/div>\n<h2>F\u00e1bio Carrara<br \/>Fundador da Solf\u00e1cil (2018)<\/h2>\n<p>Por tr\u00e1s da maior financiadora de energia solar distribu\u00edda do Brasil, est\u00e1 a trajet\u00f3ria de <strong>F\u00e1bio Carrara<\/strong>, um empreendedor que trocou a estabilidade da consultoria estrat\u00e9gica pela incerteza da garagem, movido pelo sonho de descentralizar a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no pa\u00eds. \u00c0 frente da <strong>Solf\u00e1cil<\/strong>, Carrara comanda uma fintech que j\u00e1 financiou mais de 200 mil sistemas de energia solar, movimentando uma carteira de R$ 4 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos. \u201cNosso sonho \u00e9 gerar, com projetos descentralizados, uma capacidade equivalente \u00e0 de Itaipu\u201d, afirma o fundador.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Solf\u00e1cil come\u00e7a em 2015, quando F\u00e1bio instalou o primeiro sistema solar na ch\u00e1cara do pai, em Joan\u00f3polis (SP). Na \u00e9poca, ele havia conclu\u00eddo um MBA nos EUA, onde teve seu primeiro contato com o empreendedorismo \u2013 e com o fracasso. Sua primeira startup, ainda em solo americano, n\u00e3o decolou. Mas foi suficiente para despertar o \u201cgrit\u201d, como ele mesmo define, a resili\u00eancia t\u00edpica dos fundadores.<\/p>\n<p>De volta ao pa\u00eds, fundou a Solstar, empresa integradora de sistemas solares, mas logo percebeu que o verdadeiro gargalo estava no acesso ao cr\u00e9dito. Foi quando pivotou o neg\u00f3cio: nasceu, em 2018, a Solf\u00e1cil, como uma plataforma B2B2C de financiamento para projetos solares, conectando integradores locais a clientes finais.<\/p>\n<h3>Transformar a conta de luz<\/h3>\n<p>Segundo Carrara, a proposta \u00e9 simples: transformar a conta de luz, um gasto recorrente e vital\u00edcio, em parcelas de um financiamento que duram, em m\u00e9dia, cinco anos. Depois disso, o consumidor usufrui de energia praticamente gratuita por d\u00e9cadas. \u201cApesar dos juros no Brasil ainda serem altos, \u00e9 um financiamento que o cliente est\u00e1 gastando, vamos dizer, R$ 500 de conta de luz por uma parcela um pouco menor. A conta de luz seria um financiamento eterno, que ele pagaria pelo resto da vida\u201d, diz o fundador. \u201cO financiamento da Solf\u00e1cil tem data para acabar, tipicamente dura cinco anos. Depois disso, s\u00e3o 20 anos de energia de gra\u00e7a. \u00c9 dif\u00edcil voc\u00ea achar outros ativos que d\u00e3o esse prop\u00f3sito de valor.\u201d<\/p>\n<p>A Solf\u00e1cil desenvolveu tecnologias pr\u00f3prias, como sensores de IoT, para validar a produ\u00e7\u00e3o de energia dos projetos financiados, garantindo a efici\u00eancia do sistema e a sa\u00fade da carteira de cr\u00e9dito. Hoje, os sistemas financiados pela empresa s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 1% de toda a energia gerada no Brasil ao meio-dia, hor\u00e1rio de pico da produ\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p>Carrara destaca que o modelo descentralizado gera menos perdas no transporte da energia, que podem chegar a 20% no modelo centralizado. E representa uma economia n\u00e3o s\u00f3 para o consumidor, mas para o sistema como um todo. \u201cQuando a energia \u00e9 produzida perto do consumo, n\u00e3o h\u00e1 desperd\u00edcio em linhas de transmiss\u00e3o. E com a press\u00e3o que a rede el\u00e9trica sofrer\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos, esse modelo vai se tornar essencial.\u201d<\/p>\n<h3>Fam\u00edlia de pol\u00edticos<\/h3>\n<p>Filho de prefeitos e neto de vereadores, F\u00e1bio cresceu em Sumar\u00e9 (SP) e mudou-se para a capital paulista aos 17 anos para cursar engenharia na Escola Polit\u00e9cnica da USP. Foi trabalhar em uma consultoria, a Boston Consulting Group, que o enviou para um MBA em Wharton, uma das melhores escolas de neg\u00f3cios do mundo. Foi no contato com outros empreendedores que ele descobriu seu verdadeiro chamado. \u201cEu gostava da consultoria, mas n\u00e3o queria seguir as regras. Comecei a entender que meu perfil era de quem resolve problemas, n\u00e3o de quem sobe a escada corporativa\u201d, diz ele.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente ficou muito tempo no escrit\u00f3rio, planejando, e pouco tempo ouvindo o cliente. Foi um erro comum, mas valioso.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ainda durante o MBA, ele decidiu experimentar a cria\u00e7\u00e3o de uma empresa: fundou a SmubHub, voltada para digitalizar o fornecimento de produtos para pequenos restaurantes. A ideia era boa, mas a execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o acompanhou. \u201cA gente ficou muito tempo no escrit\u00f3rio, planejando, e pouco tempo ouvindo o cliente. Foi um erro comum, mas valioso\u201d, conta.<br \/>Mesmo sem sucesso, a experi\u00eancia despertou em Carrara uma convic\u00e7\u00e3o: ele queria empreender, e queria faz\u00ea-lo no Brasil. \u201cO Brasil \u00e9 cheio de inefici\u00eancias. Onde h\u00e1 problema, h\u00e1 oportunidade.\u201d<\/p>\n<p>O crescimento exponencial da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda no Brasil colocou 4 milh\u00f5es de unidades geradoras em funcionamento, mas o potencial ainda \u00e9 enorme. \u201cA mobilidade el\u00e9trica, a IA, as criptomoedas, tudo isso vai exigir mais energia. A descentraliza\u00e7\u00e3o vai deixar de ser uma alternativa e virar uma necessidade.\u201d Carrara defende que o futuro da energia ser\u00e1 h\u00edbrido, combinando fontes centralizadas e distribu\u00eddas. E a Solf\u00e1cil quer estar no centro dessa transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com cerca de 40 gigawatts em pot\u00eancia instalada no pa\u00eds, a energia solar j\u00e1 representa 20% da capacidade do sistema el\u00e9trico brasileiro. No entanto, devido ao fator de capacidade, j\u00e1 que o sol n\u00e3o brilha 24 horas por dia, ela responde por apenas 7 a 8% da energia efetivamente gerada. Isso torna o avan\u00e7o da tecnologia e do acesso ao cr\u00e9dito ainda mais relevantes para acelerar a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>O perfil do empreendedor<\/h3>\n<p>Carrara afirma que o caminho do empreendedor \u00e9 dif\u00edcil, solit\u00e1rio, e exige resili\u00eancia. Mas tamb\u00e9m oferece a possibilidade de mudar n\u00e3o s\u00f3 a pr\u00f3pria vida, como a realidade do pa\u00eds. \u201cSe voc\u00ea quer olhar para tr\u00e1s e dizer \u2018eu tentei\u2019, v\u00e1 em frente. O Brasil precisa de mais gente disposta a correr riscos para mudar o que est\u00e1 a\u00ed.\u201d<br \/>No Brasil, isso quer dizer fazer mais com menos. \u201cAqui, n\u00e3o somos uma OpenAI com bilh\u00f5es em cheques. Temos que inovar gerando valor real e lucro.\u201d Ele completa: \u201cEmpreender \u00e9 para quem n\u00e3o tem medo de errar e tem coragem de come\u00e7ar mesmo com pouco. \u00c0s vezes, \u00e9 preciso ir para a garagem com uma mesa comprada no leil\u00e3o e uma ideia.\u201d <strong>(CG)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<div id=\"fabricio-bloisi\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703761 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_fabricio-bloisi.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Fabricio Bloisi\/Marc Oene\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fabr\u00edcio Bloisi, fundador da Movile<\/p>\n<\/div>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fabr\u00edcio Bloisi<\/strong><br \/><\/span>Cofundador da Movile (1998)<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Baiano de Salvador, morando h\u00e1 um ano com a fam\u00edlia em Amsterd\u00e3 e bronzeado pelo sol da Gr\u00e9cia, onde passou as f\u00e9rias de julho, <strong>Fabr\u00edcio Bloisi<\/strong>, 48 anos, inicia esta conversa fazendo uma declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 tecnologia. \u201cDesde pequeno sou apaixonado pelo espa\u00e7o, pela astronomia, por <strong>Star Wars<\/strong>, pela <strong>Microsoft<\/strong>, por computa\u00e7\u00e3o. Aos 8 anos, terminei meu primeiro curso de programa\u00e7\u00e3o; aos 10, ganhei um computador; aos 15 j\u00e1 vendia programas para meus amigos e os amigos dos meus pais\u201d, lembra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o lema \u201cSe o <strong>Bill Gates<\/strong> fez, eu tamb\u00e9m posso fazer\u201d, estudou ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o na <strong>Unicamp<\/strong>. Aos 21, montou a primeira empresa \u201ccom duas pessoas, sem dinheiro e sem produto\u201d. \u201cOs primeiros cinco, seis anos foram extremamente dif\u00edceis, a gente quase quebrou v\u00e1rias vezes. Precisamos pegar dinheiro em bancos, nem ter garantia nenhuma. Nesse tempo, meu sal\u00e1rio era zero.\u201d<br \/><\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA tecnologia que criamos em Campinas est\u00e1 indo hoje para a \u00cdndia, a Europa e a \u00c1frica. Nenhuma outra tecnologia do Brasil \u00e9 desse tamanho.\u201d<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas aquele embri\u00e3o da hoje gigante <strong>Movile<\/strong> j\u00e1 bebia na fonte da inova\u00e7\u00e3o e da vis\u00e3o de futuro: \u201cCome\u00e7amos fazendo tecnologia para levar internet \u00e0s empresas, a intranet, uma coisa extremamente inovadora na virada do s\u00e9culo\u201d. Outra aposta certeira foi a de que a internet poderia ser embarcada nos celulares. \u201cFizemos os primeiros produtos de SMS no Brasil: ringtones, bate-papo, namoro, not\u00edcias\u2026 at\u00e9 vota\u00e7\u00e3o do Big Brother.\u201d<br \/><\/span><\/p>\n<h3><strong>Muito estudo<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir de 2008, a empresa finalmente come\u00e7ou a crescer mais r\u00e1pido. Fabr\u00edcio aprimorou seus conhecimentos de gest\u00e3o na Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, em Stanford e em Harvard. Al\u00e9m disso, afirma ter adquirido o h\u00e1bito de ler cerca de 20 livros por ano. \u201cIsso me deu ferramentas para planejar o futuro do neg\u00f3cio.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">V\u00e1rias empresas foram entrando em seu ecossistema, entre elas a <strong>Sympla<\/strong> (hoje a maior vendedora de ingressos pelo celular), o ent\u00e3o pequeno <strong>iFood<\/strong> e a global <strong>Prosus<\/strong>, uma das maiores investidoras em tecnologia do mundo \u2013 da qual Bloisi \u00e9 CEO desde maio de 2024 e por meio da qual passou a ser s\u00f3cio de v\u00e1rias empresas pelo mundo. Depois de muitas fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es \u2013 e de banhos de tecnologia nas empresas sob seu guarda-chuva \u2013, a Movile comemorou, em 2022, o fato de o iFood se tornar a startup mais valiosa do Brasil, avaliada ent\u00e3o em US$ 5,4 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outras marcas que entraram no portf\u00f3lio do grupo s\u00e3o <strong>PlayKids<\/strong> (de conte\u00fado educativo), <strong>Zoop<\/strong> (plataforma de pagamentos e servi\u00e7os), <strong>Wavy<\/strong> (neg\u00f3cios de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o), <strong>MovilePay<\/strong> (de pagamentos) e <strong>Mensajeros Urbanos<\/strong> (log\u00edstica e entregas, sediada na Col\u00f4mbia).\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><strong>Cultura e disciplina<\/strong><\/h3>\n<p>Sobre a receita para um founder de sucesso, Fabr\u00edcio enumera: \u201cPrimeiro, cultura. Tem muita gente na empresa que \u00e9 t\u00e3o dona quanto eu, trabalhando muito e pensando no futuro. Depois, disciplina. Um modelo de gest\u00e3o que d\u00ea resultados ao mesmo tempo que a empresa seja t\u00e3o inovadora quanto uma startup. No iFood, por exemplo, fazemos no Brasil o que os melhores do mundo fazem. Mas \u00e9 preciso saber que tudo vai mudar \u2013 daqui a dois ou tr\u00eas anos, o mundo vai ser completamente diferente. Ent\u00e3o sonhe grande, mas ande r\u00e1pido.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com esse pensamento em mente, ele estipulou como meta chegar a ser uma das \u201ccinco ou dez\u201d maiores empresas do mundo. \u201cA tecnologia que criamos em Campinas est\u00e1 indo hoje para a \u00cdndia, a Europa e a \u00c1frica. Nenhuma outra tecnologia do Brasil \u00e9 desse tamanho\u201d, afirma.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><strong>Investimento bilion\u00e1rio<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No ano passado, o iFood movimentou R$ 140 bilh\u00f5es, 26% a mais que em 2023, segundo pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe). \u201cIsso corresponde a 0,64% do PIB brasileiro\u201d, gaba-se Bloisi. E gerou mais de 1 milh\u00e3o de empregos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, atento \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia, o iFood anunciou, no in\u00edcio ide agosto, o investimento de R$ 17 bilh\u00f5es at\u00e9 mar\u00e7o de 2026 para turbinar ainda mais a opera\u00e7\u00e3o (em 2024 e 2025 foram aportados R$ 10,3 bilh\u00f5es e R$ 13,6 bilh\u00f5es, respectivamente).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bloisi est\u00e1 tamb\u00e9m no comando da Funda\u00e7\u00e3o 1Bi, que apoia projetos de educa\u00e7\u00e3o e neg\u00f3cios sociais com o objetivo de diminuir a desigualdade e criar oportunidades para jovens.\u00a0 <strong>(JV)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"flavio-augusto-da-silva\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703792 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web-flavio-augusto.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Flavio Augusto\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fl\u00e1vio Augusto, fundador da Wise Up<\/p>\n<\/div>\n<h2><b>Fl\u00e1vio Augusto da Silva<br \/><\/b><b>Fundador da Wise Up (1995)<\/b><\/h2>\n<p>Trinta anos depois de dar o pontap\u00e9 inicial no empreendedorismo, <strong>Fl\u00e1vio Augusto<\/strong> afirma estar com \u201co mesmo brilho nos olhos, a mesma vontade de viver, de fazer coisas, de empreender\u201d. Lembra que era \u201cum cara da periferia do Rio de Janeiro que gastava cinco horas em \u00f4nibus lotados para ir e voltar do trabalho. Por sorte \u2013 e um grande talento para vendas \u2013 ele logo mudaria esse cen\u00e1rio.<i\/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAos 19 anos, comecei a trabalhar na \u00e1rea de vendas de uma escola de ingl\u00eas. Era uma rela\u00e7\u00e3o totalmente informal: eu era remunerado 100% no vari\u00e1vel, ou seja, se eu vendesse o curso para algu\u00e9m, ganhava alguma coisa; se n\u00e3o vendesse, n\u00e3o ganhava nada.\u201d Curiosamente, a \u00fanica mat\u00e9ria em que ele ia mal na escola era o ingl\u00eas, cujas aulas ele achava fracas e repetitivas. \u201cO an\u00fancio do emprego n\u00e3o dizia que era um curso de ingl\u00eas, fiquei sabendo quando cheguei l\u00e1. E acabei sendo selecionado.\u201d<br \/><\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEmpreender \u00e9 empacotar uma solu\u00e7\u00e3o que voc\u00ea criou e vender isso para o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel.\u201d<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O m\u00e9todo de ensino da escola, que prometia ensinar o idioma de forma mais r\u00e1pida que nas escolas tradicionais, chamou sua aten\u00e7\u00e3o. \u201cEu \u2018comprei\u2019 aquela ideia\u201d, diz Fl\u00e1vio. E l\u00e1 ele ficou por quatro anos, passando de vendedor a supervisor, gerente e diretor comercial. Aos 23 anos, sentiu-se preparado para fundar sua primeira escola. \u201cA <strong>Wise Up<\/strong> nasceu no dia 3 de abril de 1995.\u201d E nada de saber falar ingl\u00eas. \u201cEssa \u00e9 a beleza do empreendedorismo: eu abri uma escola de ingl\u00eas sem saber falar o idioma, mais tarde comprei um time de futebol <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">[o Orlando City, em 2013]<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> sem nunca ter jogado, posso abrir uma cl\u00ednica sem ser m\u00e9dico\u2026\u201d Foi s\u00f3 com 10 anos de Wise Up, j\u00e1 com 100 escolas e 3.500 funcion\u00e1rios, que come\u00e7ou a aprender algo al\u00e9m do velho verbo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">to be<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> da escola. Al\u00e9m de ter comprado um time norte-americano (que vendeu em 2021), ele tem resid\u00eancia nos EUA. \u201cHoje sou um especialista no verto <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">to be<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, brinca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O gene empreendedor, acredita ele, veio da av\u00f3. \u201cEla era lavadeira e sustentou tr\u00eas filhos quando foi abandonada pelo marido. N\u00e3o tinha m\u00e1quina de lavar, lavava na m\u00e3o at\u00e9 esfolar. Os tr\u00eas filhos dela, entre eles minha m\u00e3e, nunca passaram necessidade \u2013 e todos se formaram. Ela partiu em 2021, com 90 anos, e esse lado guerreiro dela me inspirou.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sua m\u00e3e, professora de escola p\u00fablica aposentada, tamb\u00e9m contribuiu para a gen\u00e9tica vendedora de Fl\u00e1vio Augusto. \u201cUma vez viajei com ela ao Paraguai para comprar alguns produtos que ela vendia aqui.\u201d Esse DNA foi turbinado aos 18 anos, quando ele se apaixonou por Luciana, com quem est\u00e1 at\u00e9 hoje: \u201cFoi a primeira vez que eu pensei que precisava ganhar dinheiro de verdade\u201d. Come\u00e7ou a vender rel\u00f3gios. \u201cEu estava no terceiro ano do ensino m\u00e9dio e vendi uns 150 rel\u00f3gios. Teve um m\u00eas que eu ganhei mais do que meu pai (que era sargento do Ex\u00e9rcito) e minha m\u00e3e juntos.\u201d Percebeu que a capacidade de vender \u00e9 um \u201csuperpoder\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Atolados no cheque especial<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A primeira escola pr\u00f3pria foi aberta com capital pr\u00f3prio inicial (dele e de Luciana) de cerca de US$ 5 mil, incluindo um mergulho no cheque especial \u201ccom juros de 12% ao m\u00eas\u201d. Isso porque um amigo que prometeu entrar na sociedade com o dinheiro da venda de um Voyage 1986 sumiu na hora de fazer o aporte e nunca mais apareceu. \u201cHoje deve estar arrependido\u201d, diverte-se.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A primeira unidade foi inaugurada no centro do Rio de Janeiro; oito meses depois, surgia a segunda escola, em S\u00e3o Paulo. \u201cAos 26 anos, a gente j\u00e1 tinha 24 escolas, cerca de mil funcion\u00e1rios, faturava acima de US$ 20 milh\u00f5es. Eu tinha largado a faculdade de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o para cuidar das vendas e a Luciana, que tinha trabalhado na \u00e1rea administrativa e financeira de uma escola, cuidava da nossa administra\u00e7\u00e3o.\u201d Em 2000, o casal vendeu a primeira franquia, em Volta Redonda (RJ) \u2013 seriam quase 400 uma d\u00e9cada depois.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois de vender (por US$ 500 milh\u00f5es) e recomprar (por US$ 80 milh\u00f5es) a Wise Up em 2013 e 2016, respectivamente, em 2017 ele vendeu duas parcelas minorit\u00e1rias (uma para Carlos Wizard e outra para o Ita\u00fa por US$ 90 milh\u00f5es) e criou a holding <strong>Wiser<\/strong>. \u201cEm 2020, estava tudo pronto para fazermos o IPO em um cen\u00e1rio maravilhoso, com o mercado pagando m\u00faltiplos incr\u00edveis \u2013 est\u00e1vamos avaliados entre R$ 5 bilh\u00f5es e R$ 8 bilh\u00f5es. Mas a\u00ed veio a pandemia. De um dia para outro, 420 escolas tiveram que fechar \u2013 e o est\u00e1dio do Orlando City tamb\u00e9m.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Sorte ou azar?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sem saber quanto tempo duraria a quarentena, ele pivotou toda a opera\u00e7\u00e3o dos cursos para o online. O que parecia um golpe de azar provou-se o contr\u00e1rio: \u201cA gente tinha 80 mil alunos presenciais no in\u00edcio da pandemia, e durante ela fizemos mais de 1 milh\u00e3o de matr\u00edculas no online.\u201d Por sorte, a rede estava havia dois anos fazendo a produ\u00e7\u00e3o audiovisual do conte\u00fado. Bastava azeitar o canal de vendas diretas. \u201cTreinei mais de 200 mil pessoas para vender nosso produto.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Passadas as restri\u00e7\u00f5es impostas pela Covid-19, o foco passou a ser aquisi\u00e7\u00f5es \u2013 entre elas, da <strong>Conquer<\/strong>, da <strong>Aprova Total<\/strong> e da <strong>MedCof<\/strong> \u2013, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o da escola de vendas <strong>Vende-C<\/strong> com Caio Carneiro. Hoje a Wiser fatura R$ 650 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fl\u00e1vio Augusto tamb\u00e9m fatura alto com palestras e cursos para empres\u00e1rios com sua Mentoring League Society (MLS, mesma sigla da principal liga de futebol dos EUA). \u201cEm 2025, a MLS tamb\u00e9m vai faturar R$ 650 milh\u00f5es. \u00c9 um neg\u00f3cio de alt\u00edssima margem\u201d, comemora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para quem quer se tornar um founder de sucesso, ele aconselha: \u201cN\u00e3o aceite r\u00f3tulos. Tenha personalidade para sustentar sua vis\u00e3o independentemente das chacotas que voc\u00ea vai ouvir no in\u00edcio. Segundo: entenda que empreender \u00e9 resolver um problema. \u00c9 empacotar uma solu\u00e7\u00e3o que voc\u00ea criou e faz\u00ea-la chegar ao maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel. Por fim, lembre-se de que nem produto bom se vende sozinho, isso \u00e9 um mito. Voc\u00ea precisa entender os processos de venda, as estat\u00edsticas de convers\u00e3o e por a\u00ed vai. Vender \u00e9 muito mais uma t\u00e9cnica do que um dom\u201d. <\/span><b>(JV)<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"fernanda-ribeiro\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703768 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web-fernanda-ribeiro3.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Fernanda Ribeiro\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fernanda Ribeiro, fundadora da Conta Black<\/p>\n<\/div>\n<h2>Fernanda Ribeiro<br \/>Cofundadora da Conta Black (2017)<\/h2>\n<p>Apesar do sucesso que encontrou como cofundadora e <strong>CEO<\/strong> da <strong>Conta Black<\/strong>, <strong>Fernanda Ribeiro<\/strong> n\u00e3o gosta de se limitar pela posi\u00e7\u00e3o que ocupa como empres\u00e1ria e executiva. \u201cMeu maior norteador \u00e9 a Fernanda que sou e n\u00e3o a que estou. \u00c9 assim que gosto de me apresentar\u201d, diz. A frase funciona como uma porta de entrada para entender sua trajet\u00f3ria e o que a move: construir pontes.<\/p>\n<p>O conceito se aplica n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 empresa que criou, que oferece cr\u00e9dito a pessoas frequentemente ignoradas pelo sistema banc\u00e1rio, mas tamb\u00e9m ao desejo de aproximar o mercado financeiro da academia, de abrir espa\u00e7o para outras mulheres e de manter o elo entre as muitas vers\u00f5es dela mesma que coexistem. Todas curiosas, inquietas e com fome de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fernanda nasceu e foi criada na zona sul de S\u00e3o Paulo, a quinta entre sete filhas. Desde cedo, conviveu com refer\u00eancias femininas potentes, das mais variadas gera\u00e7\u00f5es e personalidades. Segundo ela, isso foi fundamental para moldar sua escuta ativa e sua habilidade de adapta\u00e7\u00e3o no papel de empreendedora e a l\u00edder que se tornaria.<\/p>\n<p>O mercado financeiro e o universo empreendedor entraram por acaso em sua vida. Por muito tempo pensou que seguiria a tradi\u00e7\u00e3o familiar e se tornaria funcion\u00e1ria p\u00fablica. Ela at\u00e9 chegou a ser aprovada em um concurso, mas, devido \u00e0s mudan\u00e7as nas regras de contrata\u00e7\u00e3o, acabou n\u00e3o sendo chamada.<\/p>\n<h3>Ponte estaiada<\/h3>\n<p>O empreendedorismo ainda nem passava pela sua cabe\u00e7a. Ela iniciou a carreira no mercado corporativo, at\u00e9 que um burnout a levou a recalcular a rota.<\/p>\n<p>A Conta Black nasceu na virada de 2017 para 2018, quando Sergio All, seu s\u00f3cio, viu na negativa de cr\u00e9dito de seu banco a oportunidade de fazer diferente. \u201cHavia diversos gaps financeiros. Muitos afroempreendedores n\u00e3o conseguiam sequer abrir uma conta. Outros n\u00e3o obtinham acesso ao cr\u00e9dito. A partir da\u00ed, pensamos: e se a gente fundasse um neg\u00f3cio para resolver esse problema?\u201d<\/p>\n<p>Com o tempo, o foco se ampliou: da bancariza\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta de cr\u00e9dito, da inclus\u00e3o financeira \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. A executiva lembra que a Ponte Estaiada, vista de um dos primeiros escrit\u00f3rios da empresa, era a representa\u00e7\u00e3o perfeita do prop\u00f3sito do neg\u00f3cio. \u201cDe um lado, a gente via a periferia. Do outro, a Faria Lima. Era muito simb\u00f3lico porque representa exatamente o que queremos fazer: construir pontes entre duas realidades diferentes, de modo que as pessoas que est\u00e3o na periferia, em sua maioria mulheres negras, possam acessar produtos e servi\u00e7os muito parecidos com quem est\u00e1 do outro lado da ponte.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cSer bem-sucedida \u00e9 poder dizer n\u00e3o com liberdade.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Apesar de estar inserida em um setor altamente competitivo, n\u00e3o \u00e9 em cifras ou n\u00fameros que Fernanda mede seu sucesso. Seu par\u00e2metro \u00e9 outro: dom\u00ednio do tempo. \u201cSer bem-sucedida \u00e9 poder dizer n\u00e3o com liberdade.\u201d<\/p>\n<p>Desse objetivo, surge a l\u00edder que valoriza o di\u00e1logo, o questionamento e a escuta ativa \u2013 e isso exige adapta\u00e7\u00e3o. Aos risos, brinca que cada stakeholder conhece uma Fernanda diferente. A multiplicidade, para ela, \u00e9 virtude. \u201cEu sou humana, em todos os processos. Tenho inseguran\u00e7as, falhas e vulnerabilidades, mas tamb\u00e9m sou estrat\u00e9gica, olho pra frente e crio cen\u00e1rios. A Fernanda \u00e9 um misto de v\u00e1rias Fernandas, com jogo de cintura para dialogar com pessoas diferentes.\u201d<\/p>\n<h3>Empreender e viver<\/h3>\n<p>Essa busca constante por equil\u00edbrio \u2013 entre a gestora e a pessoa f\u00edsica \u2013 \u00e9 um dos maiores orgulhos de sua trajet\u00f3ria. Ela rejeita a ideia de que empreender exige desumaniza\u00e7\u00e3o ou que a exaust\u00e3o do empreendedor precise ser celebrada. No fim do dia, d\u00e1 para ser firme e sens\u00edvel. Empreender e existir.<\/p>\n<p>Hoje CEO da companhia, Fernanda segue movida pelo impacto que seus servi\u00e7os t\u00eam na vida de outras pessoas, mesmo diante das instabilidades e da imprevisibilidade do mundo dos neg\u00f3cios. Ela faz quest\u00e3o de manter contato direto com clientes \u2013 e um pequeno agradecimento pela concess\u00e3o de cr\u00e9dito vira combust\u00edvel para lembrar por que faz o que faz todos os dias.<\/p>\n<h3>Cases distantes da realidade<\/h3>\n<p>O sucesso da Conta Black n\u00e3o significa o fim das pontes a serem constru\u00eddas. Pensando no futuro, Fernanda flerta com a ideia de levar sua experi\u00eancia para a academia, enriquecendo a forma\u00e7\u00e3o de futuros empreendedores e administradores. \u201cSinto falta de uma ponte entre a teoria e a pr\u00e1tica. Os cursos ainda ensinam com base em cases muito distantes da realidade.\u201d<\/p>\n<p>Apesar da for\u00e7a do pioneirismo que seu nome carrega, Fernanda acredita que seu maior legado \u00e9 n\u00e3o ser a \u00faltima mulher negra de origem simples a chegar ao topo. Pensando nisso, um dos bra\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o do instituto social da empresa \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de jovens negros para o mercado financeiro.<\/p>\n<p>\u201cEu posso ter sido a primeira em diversas coisas, mas n\u00e3o posso ser a \u00faltima\u201d, afirma. \u201cEstou pensando em quem vou segurar a porta para entrar. A transforma\u00e7\u00e3o dentro de uma perspectiva individualizada, para mim, n\u00e3o funciona. N\u00e3o fico satisfeita de ter algo e n\u00e3o proporcionar que outras pessoas tamb\u00e9m tenham acesso\u201d. <strong>(JO)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"jaimes-almeida-jr\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703762 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_james.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Jaimes Almeida\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Jaimes Almeida, fundador do Grupo Almeida J\u00fanior<\/p>\n<\/div>\n<h2>Jaimes Almeida J\u00fanior<br \/>Fundador do grupo Almeida J\u00fanior (1980)<\/h2>\n<p><strong>Jaimes Bento de Almeida J\u00fanior<\/strong> criou sua empresa aos 22 anos. Em janeiro de 2026, a <strong>Almeida J\u00fanior<\/strong> completa 46 anos de exist\u00eancia. A trajet\u00f3ria come\u00e7a em um ambiente adverso. Infla\u00e7\u00e3o alta. Instabilidade econ\u00f4mica. Mudan\u00e7a constante nas regras do jogo. \u201cVoc\u00ea acordava com um projeto e \u00e0 noite tudo mudava\u201d, diz.<\/p>\n<p>Antes de empreender, Jaimes passou pelo setor financeiro. Come\u00e7ou no BESC, o antigo Banco do Estado de Santa Catarina. Depois foi para a holding Codesc. Atuou tamb\u00e9m no Prov\u00edncia Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio, ent\u00e3o l\u00edder no Sul do Brasil. Coordenava contratos com incorporadores. O banco foi comprado pelo Sul Brasileiro, onde assumiu uma \u00e1rea maior, ainda focada no setor imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia foi decisiva. Aprendeu a avaliar risco, retorno, viabilidade. Entendeu como funcionavam os financiamentos. \u201cQuem passa pelo setor financeiro adquire uma vis\u00e3o pragm\u00e1tica. Aprende a enxergar o que d\u00e1 certo e o que n\u00e3o d\u00e1.\u201d<br \/>Com 22 anos, deixou o banco e fundou sua pr\u00f3pria empresa. Come\u00e7ou comprando terrenos e associando-se a incorporadoras. Criava os projetos, estruturava os empreendimentos e entregava as obras. Tudo caminhava bem at\u00e9 o fim dos anos 1980.<\/p>\n<h3>Fugindo da instabilidade<\/h3>\n<p>A instabilidade macroecon\u00f4mica e as mudan\u00e7as nos indexadores corroeram os resultados. \u201cAs contas n\u00e3o fechavam mais. Eu vendi o meu land bank, paguei os bancos e terminei as obras. Era hora de sair.\u201d Ele enfrentou o Plano Cruzado, Plano Bresser, Plano Ver\u00e3o, Plano Collor. Crises que destru\u00edram margens e or\u00e7amentos. A turbul\u00eancia gerou resili\u00eancia. E moldou uma cultura empresarial voltada \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o e \u00e0 a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. O empres\u00e1rio desenvolveu um princ\u00edpio que segue at\u00e9 hoje: \u201cProblemas podem ser obst\u00e1culos ou oportunidades. A gente sempre escolheu ver como oportunidade\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cN\u00e3o tem almo\u00e7o gr\u00e1tis. No Brasil, tudo exige esfor\u00e7o extra.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para ele, o crescimento deve ter prop\u00f3sito. O lucro, diz, n\u00e3o \u00e9 um fim em si. \u201cO dinheiro \u00e9 s\u00f3 o produto final de um prop\u00f3sito que beneficia todos os agentes: os executivos, as cidades, o setor e a sociedade como um todo.\u201d<br \/>Abandonou o setor e partiu para outra frente: im\u00f3veis de renda. Shopping centers ainda eram raros no Brasil. Viajou aos Estados Unidos. Estudou o setor no pa\u00eds de origem. Descobriu os fundamentos de um projeto bem-sucedido. Voltou decidido a investir.<\/p>\n<p>O primeiro shopping nasceu em Blumenau. Comprou o terreno dos padres franciscanos. \u201cEra o melhor da cidade.\u201d O projeto deu certo. Em seguida, mudou-se para S\u00e3o Paulo com a fam\u00edlia e expandiu. Criou um shopping em Ribeir\u00e3o Preto e iniciou o Balne\u00e1rio Shopping em Cambori\u00fa.<\/p>\n<h3>Longe da Bolsa de Valores<\/h3>\n<p>Entre 2006 e 2008, v\u00e1rias empresas do setor abriram capital. A Almeida J\u00fanior seguiu outro caminho. Os bancos a convidaram para fazer IPO. Jaimes recusou. Pediu cr\u00e9dito para fechar o estado de Santa Catarina. Preferia crescer fora do radar da concorr\u00eancia. \u201cQuis construir um muro de prote\u00e7\u00e3o. Ser o market maker.\u201d<\/p>\n<p>O plano foi posto em pr\u00e1tica entre 2008 e 2015. A empresa investiu R$ 1,7 bilh\u00e3o. Adquiriu terrenos grandes, bem localizados e com espa\u00e7o para expans\u00e3o. Projetou os empreendimentos prevendo o desenvolvimento imobili\u00e1rio ao redor. \u201cCompramos os melhores terrenos nas melhores cidades.\u201d<\/p>\n<p>Hoje, a empresa domina 71% do mercado de shoppings em Santa Catarina. O plano \u00e9 crescer at\u00e9 80% com um investimento de R$ 800 milh\u00f5es nos pr\u00f3ximos seis anos. Tudo com expans\u00f5es nos ativos existentes. \u201cSem comprar novos shoppings, sem novos terrenos.\u201d<\/p>\n<p>A companhia \u00e9 totalmente verticalizada. Nenhuma atividade \u00e9 terceirizada. A seguran\u00e7a, a limpeza e a manuten\u00e7\u00e3o s\u00e3o executadas por equipes internas. \u201cNosso cliente est\u00e1 no shopping. E quem atende o cliente \u00e9 nosso funcion\u00e1rio.\u201d Para ele, terceirizar enfraquece a cultura organizacional. \u201cA pol\u00edtica deixa de ser da empresa. Passa a ser da terceirizada.\u201d<\/p>\n<p>A Almeida J\u00fanior tem 2.400 colaboradores. Todos seguem a pol\u00edtica da empresa. A comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 feita internamente. H\u00e1 uma house criativa respons\u00e1vel por todas as pe\u00e7as de publicidade e conte\u00fado digital. Isso garante agilidade e alinhamento.<\/p>\n<p>Jaimes calcula que, em 2024, o p\u00fablico dos seus shoppings foi 4,5 vezes maior que a popula\u00e7\u00e3o do estado. \u201cIsso \u00e9 a prova de que estamos fazendo certo.\u201d A audi\u00eancia, para ele, confirma a efic\u00e1cia do modelo.<\/p>\n<h3>Foco no Sul do Brasil<\/h3>\n<p>A escolha por focar em Santa Catarina tem ra\u00edzes profundas. Jaimes \u00e9 natural de Florian\u00f3polis. Conhece a cultura local. Considera o estado um modelo de disciplina, produtividade e log\u00edstica. \u201c\u00c9 um estado \u2018europeu\u2019, com forte influ\u00eancia alem\u00e3 e italiana.\u201d Para ele, a base industrial garante renda e consumo. \u201cA ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o paga melhor. E forma consumidores mais preparados.\u201d<\/p>\n<p>O Sul do Brasil, segundo ele, funciona de forma diferente. O agroneg\u00f3cio gera riqueza concentrada. A ind\u00fastria distribui. Gera servi\u00e7os, exporta e traz inova\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas ganham mais. T\u00eam cabe\u00e7a mais aberta.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a log\u00edstica catarinense \u00e9 eficiente. O estado tem cinco portos, estrutura que favorece o escoamento da produ\u00e7\u00e3o. \u201cSanta Catarina \u00e9 pequeno, mas impressiona. Tem BRF, WEG, Tupy, grandes cer\u00e2micas. \u00c9 tudo organizado.\u201d<br \/>Essa base econ\u00f4mica justifica o foco regional. Jaimes teve propostas para expandir para S\u00e3o Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Recusou. Preferiu manter o foco. \u201cN\u00e3o quis me distrair. Quis executar o projeto do jeito certo.\u201d<\/p>\n<p>Ele acredita que outras empresas erraram ao crescer r\u00e1pido demais. Abriram capital. Sofreram press\u00e3o dos investidores e dos bancos. Foram levadas a abrir shoppings em locais inadequados. \u201cA gente entrou sempre dominante. N\u00e3o deixamos espa\u00e7o para ningu\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>Os resultados confirmam a estrat\u00e9gia. Em 2025, as vendas no primeiro semestre cresceram 19% sobre o mesmo per\u00edodo do ano anterior. O EBITDA subiu 18%. O SSS (vendas nas mesmas lojas) aumentou 14%. O EBITDA cont\u00e1bil de 2024 ficou em R$ 440 milh\u00f5es.<\/p>\n<h3>Reinvestindo os resultados<\/h3>\n<p>A empresa nunca distribuiu dividendos de forma agressiva. Jaimes reinvestiu todo o lucro. S\u00f3 comprou seu primeiro im\u00f3vel depois de mais de 20 anos de empresa. \u201cMorava de aluguel. Preferia colocar o dinheiro no neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com os bancos sempre foi de parceria. O Bradesco foi o principal financiador dos shoppings. A companhia negociou contratos customizados, com prazos adequados, car\u00eancia e parcelas compat\u00edveis com o ciclo de matura\u00e7\u00e3o. \u201cNo Brasil, ningu\u00e9m faz shopping com financiamento padr\u00e3o. Precisa de banqueiro parceiro.\u201d<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de n\u00e3o abrir capital tamb\u00e9m tem explica\u00e7\u00e3o. Jaimes \u00e9 o \u00fanico acionista. Isso d\u00e1 liberdade, mas traz solid\u00e3o. \u201cNo fim do dia, quem decide \u00e9 voc\u00ea. O risco \u00e9 todo seu.\u201d Mesmo assim, prefere manter o controle. \u201cEvita distra\u00e7\u00f5es e mant\u00e9m o foco no prop\u00f3sito.\u201d<\/p>\n<p>A companhia mant\u00e9m um conselho de fam\u00edlia. Um dos quatro filhos trabalha h\u00e1 20 anos na empresa. Os outros seguiram outros caminhos, mas participam das decis\u00f5es. \u201cA empresa \u00e9 deles. Em algum momento podem voltar.\u201d<\/p>\n<p>Aos jovens empreendedores, ele recomenda foco, prop\u00f3sito e paci\u00eancia. Acredita que muitos desistem cedo. Querem retorno r\u00e1pido, esperam sucesso em um ou dois anos. \u201cN\u00e3o tem almo\u00e7o gr\u00e1tis. No Brasil, tudo exige esfor\u00e7o extra.\u201d<br \/>Ele tamb\u00e9m aconselha a n\u00e3o repetir modelos. Inova\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. \u201cN\u00e3o adianta fazer mais do mesmo. Tem que ser diferente. E precisa de determina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o d\u00e1 para conciliar vida boa com empresa embrion\u00e1ria.\u201d <strong>(CG)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"konrad-dantas\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703828 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web-konrad-dantasr1.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"KondZilla\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Konrad Dantas, fundador da KondZilla<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mceTemp\">\n<h2>Konrad Dantas<br \/>Fundador da KondZilla (2012)<\/h2>\n<p>\u201cTransformar sonho em neg\u00f3cio \u00e9 a verdadeira arte do empreendedorismo.\u201d Essa frase resume a trajet\u00f3ria de Konrad Dantas, um dos nomes mais influentes da cultura urbana e do entretenimento no Brasil. Aos 36 anos, ele \u00e9 produtor, empres\u00e1rio, apresentador, fundador da produtora e selo <strong>KondZilla<\/strong> e criador da s\u00e9rie <strong>Sintonia<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o em l\u00edngua n\u00e3o inglesa mais assistida da hist\u00f3ria da <strong>Netflix<\/strong>, com cinco temporadas. Indicado ao<strong> Emmy<\/strong> e ao <strong>Grammy Latino<\/strong>, vencedor de cinco pr\u00eamios <strong>Cannes Lions<\/strong> e listado no <strong>Forbes Under 30<\/strong>, <strong>Konrad Dantas<\/strong>\u00a0compartilha com a Forbes como construiu sua carreira, guiado por aprendizado constante, resili\u00eancia e paix\u00e3o.<\/p>\n<h3>Pessoas, tempo, dinheiro e metas<\/h3>\n<p>Nascido em Santos e criado no Guaruj\u00e1, no litoral paulista, Konrad relembra: \u201cA Baixada foi minha escola de vida, onde criei minhas bases e minha vontade de crescer.\u201d O in\u00edcio da KondZilla aconteceu h\u00e1 14 anos, movido pela vontade de transformar sonhos em realidade e pela influ\u00eancia do ambiente onde cresceu. \u201cN\u00e3o me vejo como autodidata, mas sou muito curioso. Sempre busco orienta\u00e7\u00e3o de mentores, professores e coaches porque isso economiza tempo. Nada substitui aprender com quem j\u00e1 passou pelo caminho\u201d, diz. Para ele, empreender significa equilibrar quatro vari\u00e1veis: pessoas, tempo, dinheiro e metas. \u201cNa teoria \u00e9 f\u00e1cil, na pr\u00e1tica \u00e9 um desafio di\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAprendi a ganhar dinheiro com o que ningu\u00e9m via valor.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o sempre foi prioridade na fam\u00edlia de Konrad. \u201cMinha m\u00e3e era professora de educa\u00e7\u00e3o infantil e faleceu jovem. Com o dinheiro dos seguros, investimos na minha forma\u00e7\u00e3o. Vim para S\u00e3o Paulo estudar computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e, a partir do que aprendi, montei a KondZilla.\u201d No come\u00e7o, ele era entusiasta e fazia tudo sozinho: filmava, editava, distribu\u00eda v\u00eddeos.<\/p>\n<p>Foi nesse processo que entendeu onde realmente estava o potencial de crescimento. \u201cNo meu caso, eu me especializei em projetos especiais dentro do funk. Fiz muita coisa para o g\u00eanero, mas o que realmente d\u00e1 dinheiro para mim \u00e9 show e royalty \u2013 produ\u00e7\u00e3o em si nunca foi fonte de lucro\u201d, afirma. Seu foco sempre foi distribui\u00e7\u00e3o, com a maior parte da receita vindo da venda de direitos autorais, plataformas digitais e shows. \u201cProdu\u00e7\u00e3o quase nunca deu lucro \u2013 se eu empatar, j\u00e1 estou no lucro\u201d, resume.<\/p>\n<h3>OPM em Harvard<\/h3>\n<p>A vis\u00e3o inovadora de Konrad se destacou ao aplicar os direitos do audiovisual na m\u00fasica, assegurando que ele mantivesse a titularidade dos direitos patrimoniais, fazendo apenas licenciamento. \u201cIsso mudou minha cabe\u00e7a e me deu controle sobre meu conte\u00fado.\u201d Atualmente, Konrad cursa o Owner President Management (OPM) na Harvard Business School, al\u00e9m de outros cursos de gest\u00e3o. \u201cAprender sobre finan\u00e7as, lideran\u00e7a e estrat\u00e9gia mudou minha vis\u00e3o do neg\u00f3cio. A gest\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quanto a criatividade.\u201d<\/p>\n<p>Ele destaca a import\u00e2ncia de equilibrar arte e neg\u00f3cios. \u201cO artista precisa do empres\u00e1rio e o empres\u00e1rio precisa do artista. Muitas vezes, um n\u00e3o entende o outro, e o segredo est\u00e1 em misturar os dois.\u201d Sobre a vida pessoal, ele conta que n\u00e3o se sente completamente de um lugar s\u00f3. \u201cSou sofisticado demais para a favela e favelado demais para Harvard.\u201d Tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de h\u00e1bitos saud\u00e1veis, como o triatlo, inspirado em l\u00edderes que admira.<\/p>\n<p>Na lideran\u00e7a, reconhece os desafios de engajar pessoas que realmente querem fazer a diferen\u00e7a. \u201cOrganizei minha carreira por etapas, sem ansiedade, focando no crescimento sustent\u00e1vel.\u201d Premiado internacionalmente e reconhecido como uma das maiores refer\u00eancias da cultura urbana, KondZilla foi pioneiro ao atingir 1 milh\u00e3o de inscritos no Portal Kondzilla no YouTube na Am\u00e9rica Latina antes mesmo de publicar o primeiro v\u00eddeo, resultado de campanhas inovadoras focadas em comportamento jovem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do sucesso comercial, ele investe no futuro por meio do Instituto KondZilla, que busca fomentar talentos da economia criativa no Brasil, especialmente jovens perif\u00e9ricos. \u201cQueremos promover equidade, sobretudo para mulheres negras, que recebem menos. O Instituto oferece bolsas e trilhas de estudo, preparando artistas, gestores e t\u00e9cnicos.\u201d<\/p>\n<h3>Coprodu\u00e7\u00e3o internacional<\/h3>\n<p>No campo do audiovisual, Konrad amplia sua atua\u00e7\u00e3o com uma nova produ\u00e7\u00e3o para o Globoplay, desenvolvida em parceria com a Beta Studios, de Londres, que marca a primeira coprodu\u00e7\u00e3o internacional da plataforma. Ainda sem um nome definido, a s\u00e9rie vai acompanhar o tr\u00e1fico internacional de drogas via Porto de Santos.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m prepara um novo movimento estrat\u00e9gico com a G6, batizado de KondZilla Nova Era, uma opera\u00e7\u00e3o que promete consolidar ainda mais sua posi\u00e7\u00e3o no entretenimento. \u201cQueremos fazer esse an\u00fancio em breve, com a participa\u00e7\u00e3o do fundador da G6. Vai ser um movimento importante\u201d, afirma. Olhando para o futuro, Konrad quer expandir a KondZilla como uma plataforma s\u00f3lida de gest\u00e3o de talentos art\u00edsticos, com governan\u00e7a forte e foco na qualidade e efici\u00eancia. \u201cDesde 2014, filmamos clipes com c\u00e2meras de cinema e queremos continuar inovando e entregando o melhor.\u201d <strong>(SP)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"mariana-dias\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703763 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_mariana-dias.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Mariana Dias\/Victor Affaro\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Mariana Dias, fundadora da Gupy<\/p>\n<\/div>\n<h2>Mariana Dias<br \/>Cofundadora da Gupy (2015)<\/h2>\n<p>Quando entrou no programa de trainee da <strong>Ambev<\/strong>, <strong>Mariana Dias<\/strong> estava certa de que queria trabalhar com vendas, n\u00e3o com recursos humanos. \u201cSe n\u00e3o tivesse me permitido testar, n\u00e3o estaria aqui hoje\u201d, diz a cofundadora e<strong> CEO<\/strong> da <strong>Gupy<\/strong>, empresa l\u00edder em tecnologia para RH no Brasil. Na f\u00e1brica da gigante de bebidas, teve uma experi\u00eancia que mudaria os rumos da sua carreira. \u201cF\u00e1bricas s\u00e3o ambientes fechados. Para quem trabalha com RH, \u00e9 m\u00e1gico: d\u00e1 para testar todas as vari\u00e1veis poss\u00edveis, e os dados mostram que o ativo mais importante de qualquer empresa s\u00e3o as pessoas.\u201d<\/p>\n<h3>13\u00ba e f\u00e9rias remuneradas<\/h3>\n<p>Filha de pequenos empres\u00e1rios, ela cresceu em meio ao dia a dia do neg\u00f3cio. Seu pai, filho de pedreiro, teve os estudos bancados pelo dono da imobili\u00e1ria onde trabalhava como office boy e, anos depois, acabou comprando a empresa. \u201cVi esse neg\u00f3cio quase quebrar v\u00e1rias vezes. S\u00f3 tinha uma certeza: queria trabalhar em uma grande empresa, com 13\u00ba sal\u00e1rio e f\u00e9rias remuneradas.\u201d<\/p>\n<p>Foi ao encarar uma pilha de curr\u00edculos e buscar uma solu\u00e7\u00e3o para o recrutamento na Ambev que surgiu a ideia do que viria a ser a Gupy. \u201cQueria tornar o processo de contrata\u00e7\u00e3o mais assertivo, mais diverso e com uma experi\u00eancia melhor para os dois lados\u201d, diz. \u201cO empreendedorismo apareceu como uma forma de resolver um problema, n\u00e3o como um sonho.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO \u00f3timo \u00e9 inimigo do bom. Se voc\u00ea esperar ter o produto 100% pronto, algu\u00e9m pode sair na frente.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Muito antes do surgimento do ChatGPT e do boom da intelig\u00eancia artificial, a administradora, hoje com 38 anos, j\u00e1 estudava maneiras de aplic\u00e1-la ao RH. \u201cDa meia-noite \u00e0s seis da manh\u00e3, eu olhava a Gupy. No restante do tempo, estava na Ambev.\u201d<\/p>\n<p>Seis meses depois, em 2015, deixou uma carreira est\u00e1vel para come\u00e7ar um neg\u00f3cio do zero. \u201cN\u00e3o tem f\u00f3rmula m\u00e1gica, tem que se arriscar.\u201d A primeira venda da Gupy foi feita apenas com uma apresenta\u00e7\u00e3o de slides, sem a plataforma pronta \u2013 e o cliente j\u00e1 queria levar a solu\u00e7\u00e3o para toda a Am\u00e9rica Latina. \u201cO \u00f3timo \u00e9 inimigo do bom. Se voc\u00ea esperar ter o produto 100% pronto, algu\u00e9m pode sair na frente.\u201d<\/p>\n<h3>Dois a tr\u00eas anos sem ganhar um real<\/h3>\n<p>Sem business plan, a empreendedora vendeu seu carro e, junto com os tr\u00eas s\u00f3cios, planejou-se financeiramente para apostar no neg\u00f3cio. \u201cFizemos uma conta para ficar de dois a tr\u00eas anos sem ganhar nenhum real. Essa \u00e9 a parte mais dif\u00edcil.\u201d<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, conquistou mais de 80% das empresas do Ibovespa como clientes, com solu\u00e7\u00f5es para toda a cadeia do RH. O carro-chefe \u00e9 o recrutamento: s\u00e3o mais de 100 mil novas posi\u00e7\u00f5es abertas todos os meses e 12 milh\u00f5es de inscri\u00e7\u00f5es mensais. Em 2022, Dias liderou a empresa em uma rodada de investimento de R$ 500 milh\u00f5es, o maior aporte j\u00e1 feito em uma startup de RH na Am\u00e9rica Latina e tamb\u00e9m o maior do Brasil em uma empresa fundada por mulheres. \u201cTive muito mais oferta do que pude pegar, o que foi um bom sinal.\u201d<\/p>\n<p>No processo, conversou com cerca de 70 fundos do Brasil e do exterior. \u201cNa grande maioria das vezes, n\u00e3o havia uma mulher na sala. Nessas horas a gente se questiona, mas \u00e9 a\u00ed que me d\u00e1 coragem.\u201d<\/p>\n<p>Hoje, com uma beb\u00ea de 9 meses, ela quer mostrar para seus quase 800 funcion\u00e1rios \u2013 60% mulheres \u2013 que maternidade e lideran\u00e7a caminham juntas. \u201cN\u00e3o posso romantizar, \u00e9 muito desafiador, mas com exemplos vamos tornando cada vez mais poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>As licen\u00e7as da CEO e da COO \u2013 sua cofundadora e, mais tarde, tamb\u00e9m esposa \u2013, foram bem planejadas. \u201cNingu\u00e9m \u00e9 insubstitu\u00edvel. Eu tenho um impacto importante na Gupy, mas se isso fosse um problema, j\u00e1 diria muito sobre a minha lideran\u00e7a.\u201d Ela gosta de desafiar o time e n\u00e3o hesita em chorar em uma reuni\u00e3o. \u201cAmo ser a pessoa da vis\u00e3o e combinar o lado vision\u00e1rio com o humano. \u00c9 da\u00ed que vem minha maior pot\u00eancia.\u201d<\/p>\n<h3>Reinven\u00e7\u00e3o constante<\/h3>\n<p>A empreendedora se provoca para buscar reinven\u00e7\u00e3o o tempo todo \u2013 e puxa o time para fazer o mesmo. \u201cSou a maior entusiasta da IA, mas da IA regulada\u201d, pondera. \u201cMais do que nunca, o humano ser\u00e1 essencial. Porque, em um mundo onde a tecnologia se torna mais acess\u00edvel, o que vai diferenciar as empresas? As pessoas.\u201d<\/p>\n<p>Mariana tamb\u00e9m \u00e9 conselheira da Endeavor e cofundadora da M\u00e1fia do Moscatel, iniciativa que apoia mais de 100 mulheres fundadoras. \u201cAgora, com uma menininha, tenho me desafiado ainda mais a criar um mundo melhor.\u201d<\/p>\n<p>Em uma jornada recheada de desafios, entre convencer o mercado e captar investimentos, ficou uma li\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o desperdice uma crise. O que voc\u00ea faz nos momentos dif\u00edceis \u00e9 o que te diferencia\u201d, diz ela, ao contar como dobrou o tamanho da empresa ap\u00f3s perder 70% dos clientes durante a pandemia. \u201cEu gosto do problema. Se pudesse escolher um pa\u00eds para empreender, mesmo com todos os desafios, ainda escolheria o Brasil. Porque onde tem problema, tem oportunidade.\u201d <strong>(FA)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"mariana-vasconcelos\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703764 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_mariana-vasconcelos.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Mariana Vasconcelos\/Germano L\u00fcders\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Mariana Vasconcelos, fundadora da Agrosmart<\/p>\n<\/div>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Mariana Vasconcelos<\/strong><br \/><\/span>Fundadora da Agrosmart (2014)<\/h2>\n<p>De uma padaria no interior de Minas Gerais ao MIT Technology Review e sua lista Innovators Under 35 Latin America. Assim pode ser definida uma parte importante da vida de <strong>Mariana Vasconcelos<\/strong>, hoje com 34 anos.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos 16, ela recebeu do pai a chave da padaria da fam\u00edlia em Itajub\u00e1, junto com um aviso: aquilo era um treino, porque ela precisava estar pronta para assumir um neg\u00f3cio a qualquer momento. Itajub\u00e1 \u00e9 uma cidade universit\u00e1ria, sede de uma federal criada em 1913, sendo a primeira de tecnologia no pa\u00eds e uma das 10 melhores escolas de engenharia do pa\u00eds. N\u00e3o por acaso, a padaria nunca fechava. Funcionava dia e noite, inclusive em feriados e lutos. \u201cEra atendimento ao cliente, negocia\u00e7\u00e3o com fornecedores, controle de estoque e resolver problemas no ato\u201d, diz Mariana. \u201cQuando esqueceram o bolo de anivers\u00e1rio de um cliente, aprendi que n\u00e3o importa de quem \u00e9 a culpa, \u00e9 voc\u00ea quem assume e resolve.\u201d<br \/><\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cComece. O aprendizado acontece no caminho.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre um turno e outro na faculdade de administra\u00e7\u00e3o, Mariana tamb\u00e9m frequentava a fazenda da fam\u00edlia. Acompanhava o pai nas visitas e reuni\u00f5es do sindicato rural, mas via uma diferen\u00e7a. \u201cNa padaria havia registros, n\u00fameros, controles. Na fazenda, nada. N\u00e3o tinha dado para consultar e aprender. Isso me incomodava.\u201d Como mulher, nunca foi considerada sucessora natural do campo. O plano para ela era administrar o neg\u00f3cio da cidade, enquanto a fazenda ficaria com o irm\u00e3o, que acabou escolhendo o mercado financeiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi na Federal de Itajub\u00e1 que ela encontrou um ambiente de inova\u00e7\u00e3o. Participou de hackathons e, com o amigo Rafael Coelho, fundou uma empresa que conectava sensores a sistemas de an\u00e1lise de dados para setores como petr\u00f3leo e g\u00e1s. Em 2012, levou a tecnologia para uma competi\u00e7\u00e3o de startups, aplicando-a ao agro. Venceu. \u201cQuando vimos que dava certo para medir clima e apoiar decis\u00f5es no campo, entendemos que era um problema real, que impactava fam\u00edlias e seguran\u00e7a alimentar.\u201d Dois anos depois, Mariana encerrou a primeira empresa e fundou a <strong>Agrosmart<\/strong> \u2013 que tem a miss\u00e3o de ser \u201ca ponte entre ci\u00eancia, opera\u00e7\u00e3o e sustentabilidade do pequeno produtor \u00e0 multinacional\u201d.<br \/><\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u201cPerguntas para me derrubar\u201d<\/strong><br \/><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O in\u00edcio exigiu dela a cria\u00e7\u00e3o de um ecossistema que n\u00e3o existia. Ajudou a formar redes de inova\u00e7\u00e3o em Itajub\u00e1, Cuiab\u00e1 e Londrina. Mas sendo jovem e n\u00e3o sendo uma engenheira agr\u00f4noma, enfrentou resist\u00eancias. \u201cEstudava muito antes de cada reuni\u00e3o, porque sabia que fariam perguntas t\u00e9cnicas para me derrubar.\u201d Hoje, essa experi\u00eancia define como ela escolhe l\u00edderes: \u201cA habilidade voc\u00ea adquire. O que eu busco \u00e9 gente com fome, que aguente errar, tentar e errar de novo at\u00e9 dar certo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Agrosmart cresceu e hoje est\u00e1 em nove pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. S\u00e3o tr\u00eas produtos principais: Booster Agro, uma comunidade gratuita de produtores que compartilham dados de clima, produtividade e pre\u00e7os; Booster Pro, um servi\u00e7o pago com rede pr\u00f3pria de sensores; e a Nexus, plataforma para corpora\u00e7\u00f5es monitorarem riscos clim\u00e1ticos e de cadeia de suprimentos. S\u00e3o 100 mil produtores ativos, 48 milh\u00f5es de hectares monitorados e 37 mil produtores acompanhados em projetos de descarboniza\u00e7\u00e3o. A rede conta com cerca de 8 mil sensores espalhados no campo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pauta clim\u00e1tica \u00e9 parte central da atua\u00e7\u00e3o da empresa. \u201cQuando irrigamos apenas se for necess\u00e1rio, reduzimos a emiss\u00e3o de carbono e economizamos \u00e1gua. Quando aplicamos defensivos no momento certo, evitamos desperd\u00edcio e protegemos a lavoura.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No campo da inova\u00e7\u00e3o, Mariana v\u00ea oportunidades ainda por explorar no uso de intelig\u00eancia artificial generativa na biotecnologia e nas finan\u00e7as aplicadas ao agro. \u201cAinda usamos pouco nosso potencial em bioinsumos. Temos uma biodiversidade riqu\u00edssima que pode gerar solu\u00e7\u00f5es para energia, nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade vegetal. E a inova\u00e7\u00e3o financeira vai al\u00e9m do cr\u00e9dito: envolve c\u00e2mbio, hedge e ferramentas para dar mais seguran\u00e7a ao produtor.\u201d<br \/><\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>N\u00e3o existe o lugar chamado sucesso<\/strong><br \/><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Convidada para palestras e mesas redondas, Mariana tem um mantra: empreender exige preparo emocional. \u201cTer neg\u00f3cio \u00e9 trabalho duro. Com padaria, fazenda ou startup, sempre haver\u00e1 altos e baixos.\u201d \u00c9 uma vis\u00e3o refor\u00e7ada por um conselho constante do pai: \u201cN\u00e3o existe esse lugar chamado sucesso. Voc\u00ea pode estar no topo hoje e amanh\u00e3 estar no ch\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, sua agenda \u00e9 dividida entre Brasil, Argentina e Estados Unidos, onde vive desde 2022. No Vale do Sil\u00edcio, Mariana mant\u00e9m v\u00ednculo com a Universidade de Stanford e um escrit\u00f3rio na cooperativa Western Growers, em Salinas. Por ser definida como uma l\u00edder de impacto global, sua agtech entrou na mira de investidores. Entre eles est\u00e3o a SP Ventures, um dos fundos de venture capital mais tradicionais do Brasil, voltado a startups de agro, alimentos e clima; a Positivo Tecnologia, de Curitiba (PR); a Sucafina, trader su\u00ed\u00e7a de caf\u00e9 que atua em 25 pa\u00edses, al\u00e9m de fam\u00edlias produtoras que investem no Brasil, Argentina e EUA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela tamb\u00e9m projeta uma mudan\u00e7a de postura como lideran\u00e7a. Depois de anos \u00e0 frente de todas as \u00e1reas da empresa, diz que aprendeu a import\u00e2ncia de montar times fortes e abrir espa\u00e7o para outros liderarem. \u201cNo come\u00e7o, voc\u00ea faz tudo. Depois, precisa sair da frente para que as pessoas certas construam com autonomia.\u201d Para quem quer empreender no agro, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: \u201cComece. O aprendizado acontece no caminho.\u201d <strong>(VO)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"pedro-franceschi\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703765 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web_pedro-f.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Pedro Franceschi\/Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Pedro Franceschi, fundador da Brex<\/p>\n<\/div>\n<h2>Pedro Franceschi<br \/>Cofundador da Brex (2017)<\/h2>\n<p><strong>Pedro Franceschi<\/strong> come\u00e7ou a empreender por impulso. A decis\u00e3o nasceu da vontade de entender e modificar o que estava ao seu redor. Seu primeiro contato com computadores foi ainda crian\u00e7a, ao acompanhar o pai em uma empresa de design gr\u00e1fico. O fasc\u00ednio por tecnologia surgiu ali. Seu pai faleceu cedo, e Pedro, ainda pequeno, seguiu explorando o mundo digital com incentivo da m\u00e3e. Ela permitia que ele passasse horas no computador. Tamb\u00e9m o deixou trabalhar como programador em uma startup ainda na inf\u00e2ncia. Foi uma jornada que o pr\u00f3prio fundador reconhece como \u201cat\u00edpica\u201d, mas que lhe permitiu aproveitar muitas oportunidades.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea descobre que pode modificar o mundo com c\u00f3digos, fica dif\u00edcil aceitar s\u00f3 usar as coisas do jeito que elas vieram.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Aos 12 anos, realizou o primeiro jailbreak (desbloqueio) para iPhone no Brasil. Depois, fez a Siri falar portugu\u00eas. Segundo ele, quando se percebe o impacto transformador da tecnologia, torna-se dif\u00edcil aceitar suas limita\u00e7\u00f5es. \u201cQuando voc\u00ea descobre que pode modificar o mundo com c\u00f3digos, fica dif\u00edcil aceitar s\u00f3 usar as coisas do jeito que elas vieram\u201d, afirma.<\/p>\n<h3>Menino prod\u00edgio<\/h3>\n<p>Com essa inquieta\u00e7\u00e3o e uma habilidade incomum para sua idade, Pedro Franceschi construiu pequenos softwares, automa\u00e7\u00f5es e ferramentas que compartilhava online. Mas foi com o <strong>Pagar.me<\/strong>, fundado ao lado de Henrique Dubugras, que teve sua primeira experi\u00eancia real como empreendedor: montar time, lidar com regula\u00e7\u00e3o, captar capital e atender clientes. Antes do Pagar.me, ele criou pequenos softwares, aplicativos e automa\u00e7\u00f5es. Publicava v\u00e1rios desses projetos online.<\/p>\n<p>A <strong>Brex<\/strong> nasceu da observa\u00e7\u00e3o de um problema. Franceschi e Dubugras chegaram ao Vale do Sil\u00edcio em 2016. Perceberam que startups tinham dificuldades para abrir contas banc\u00e1rias e obter cart\u00f5es corporativos. O sistema financeiro americano, apesar de grande, era fragmentado e ineficiente. A fintech foi criada para atacar essa dor, usando tecnologia e foco na experi\u00eancia do cliente.<\/p>\n<p>A principal dificuldade inicial foi compreender e atuar em um sistema regulat\u00f3rio complexo. Dois brasileiros rec\u00e9m-chegados e sem hist\u00f3rico no mercado americano fundaram uma empresa que emite cart\u00f5es, lida com fundos de terceiros e integra servi\u00e7os banc\u00e1rios. Para enfrentar todas as barreiras, trouxeram executivos com experi\u00eancia. Um dos nomes centrais foi Michael Tannenbaum, ex-CFO da empresa, respons\u00e1vel por criar o modelo de cr\u00e9dito baseado em saldo de caixa.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de investidores estrat\u00e9gicos tamb\u00e9m foi determinante. <strong>Peter Thiel<\/strong>, fundador do <strong>PayPal<\/strong>, e <strong>Carl Pascarella<\/strong>, ex-CEO da <strong>Visa<\/strong>, trouxeram n\u00e3o apenas capital \u2013 trouxeram conex\u00f5es, clientes e talentos. Com isso, a Brex acelerou sua estrutura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O foco inicial da empresa eram startups. Era o p\u00fablico que os fundadores conheciam. Mas, ao ganhar escala, perceberam que o problema era maior. Empresas de todos os tamanhos operavam com ferramentas obsoletas e processos manuais. A Brex ent\u00e3o expandiu seu escopo. Passou a atender tamb\u00e9m pequenas e m\u00e9dias empresas e companhias abertas. Essa amplia\u00e7\u00e3o exigiu mudan\u00e7as de produto, de processos e de posicionamento. N\u00e3o foi uma mudan\u00e7a de rumo. Foi uma evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, a Brex oferece mais do que cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Atua com conta digital, reembolsos autom\u00e1ticos, controle de despesas, gest\u00e3o de viagens e ferramentas com intelig\u00eancia artificial. Tamb\u00e9m oferece integra\u00e7\u00e3o com os principais sistemas corporativos. A proposta \u00e9 permitir que equipes financeiras operem de forma mais r\u00e1pida e com maior controle.<br \/>Sucesso nos EUA<\/p>\n<p>A empresa atende um ter\u00e7o das startups dos Estados Unidos. Tamb\u00e9m serve mais de 200 empresas com a\u00e7\u00f5es em bolsa. A meta \u00e9 manter a entrega de velocidade, visibilidade e controle em tempo real. N\u00e3o apenas como um ajuste de processo, mas como uma nova l\u00f3gica de opera\u00e7\u00e3o. A miss\u00e3o, afirma o jovem empreendedor, \u00e9 transformar o time financeiro em vantagem competitiva.<\/p>\n<p>A Brex ainda n\u00e3o abriu capital. Pedro afirma que a empresa alcan\u00e7ar\u00e1 a lucratividade em breve. O foco est\u00e1 em crescer com efici\u00eancia e previsibilidade. Para ele, o IPO \u00e9 uma etapa natural, mas n\u00e3o o objetivo final.<\/p>\n<p>Um dos maiores erros, segundo o fundador, foi tentar fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Isso causou confus\u00e3o entre movimento e progresso. Hoje, a empresa trabalha com menos iniciativas simult\u00e2neas, mas com mais foco. Para ele, concentrar esfor\u00e7os em menos projetos traz mais clareza e alinhamento.<\/p>\n<h3>Filial em S\u00e3o Paulo<\/h3>\n<p>O desafio atual da Brex \u00e9 crescer mantendo o padr\u00e3o de qualidade dos talentos. Essa prioridade motivou a abertura de um escrit\u00f3rio f\u00edsico em S\u00e3o Paulo em agosto de 2025. O Brasil tornou-se uma base estrat\u00e9gica para contratar engenheiros, profissionais de vendas e de opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pedro evita falar sobre uma poss\u00edvel venda de participa\u00e7\u00e3o. Afirma que ainda h\u00e1 muito a construir. Garante que o que foi visto at\u00e9 agora representa apenas o in\u00edcio da trajet\u00f3ria da Brex.<\/p>\n<p>Para novos empreendedores, seu conselho \u00e9 manter contato constante com o cliente. Ele alerta que, com o crescimento da empresa, o distanciamento das necessidades reais pode comprometer decis\u00f5es. O produto, segundo ele, s\u00f3 melhora quando quem decide ouve quem usa. <strong>(CG)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div id=\"vitor-torres\" class=\"wp-caption alignnone style=\" max-width:=\"\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-703769 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/forbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/web-vitor-torres2.jpg?resize=1500%2C1000&#038;ssl=1\" alt=\"Vitor Torres\/Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"1500\" height=\"1000\"\/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Vitor Torres, fundador da Contabilizei<\/p>\n<\/div>\n<h2>Vitor Torres<br \/>Fundador da Contabilizei (2013)<\/h2>\n<p><strong>Vitor Torres<\/strong> sempre enxergou o empreendedorismo como uma aventura. Inspirado por personagens como MacGyver, que resolviam grandes problemas com criatividade e poucos recursos, ele encontrou na cria\u00e7\u00e3o da <strong>Contabilizei<\/strong>, em 2013, uma forma de transformar uma dor pessoal em uma solu\u00e7\u00e3o escal\u00e1vel para milhares de empres\u00e1rios brasileiros. \u201cMinha motiva\u00e7\u00e3o para empreender vem de um esp\u00edrito aventureiro que tenho desde crian\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A ideia da Contabilizei surgiu quando Torres fundou uma empresa de educa\u00e7\u00e3o corporativa e enfrentou dificuldades com o modelo tradicional de contabilidade. \u201cForam quatro trocas de contador em dois anos\u201d, relembra. A burocracia, a falta de transpar\u00eancia e a inefici\u00eancia do setor despertaram nele a percep\u00e7\u00e3o de uma oportunidade: digitalizar e simplificar a contabilidade para pequenos e m\u00e9dios empreendedores. \u201cAssim como os bancos estavam se digitalizando, havia uma oportunidade imensa para transformar o setor cont\u00e1bil, tornando-o mais simples, acess\u00edvel e eficiente atrav\u00e9s da tecnologia.\u201d A proposta era clara: usar a tecnologia para ser o \u201cguardi\u00e3o da burocracia\u201d do pequeno empres\u00e1rio, permitindo que ele focasse no que realmente importa: o neg\u00f3cio.<\/p>\n<h3>Os desafios da jornada<\/h3>\n<p>Como em toda aventura empreendedora, os primeiros passos foram marcados por desafios intensos. \u201cUsamos nossas economias pessoais para nos mantermos por quase 13 meses, sem sal\u00e1rio\u201d, conta Torres. Nesse per\u00edodo, ele acumulou fun\u00e7\u00f5es: vendedor, estrategista de marketing, atendente e respons\u00e1vel pelo site. \u201cO fundador precisa ser o primeiro a \u2018vender o peixe\u2019 e entender cada aspecto do neg\u00f3cio.\u201d O primeiro investimento anjo chegou no \u00faltimo m\u00eas de caixa, validando a import\u00e2ncia do planejamento financeiro e da resili\u00eancia. Mas os desafios n\u00e3o pararam por a\u00ed. Em 2016, durante uma profunda recess\u00e3o econ\u00f4mica no Brasil, a Contabilizei buscava sua rodada S\u00e9rie A com menos de um m\u00eas de caixa e mais de 150 colaboradores.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO fundador precisa ser o primeiro a \u2018vender o peixe\u2019 e entender cada aspecto do neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cA li\u00e7\u00e3o foi de perseveran\u00e7a extrema e de como a resili\u00eancia de um time focado em sua miss\u00e3o pode virar o jogo.\u201d O aporte veio, e no mesmo m\u00eas, a empresa foi aprovada como Empreendedora Endeavor e atingiu a marca de 5 mil clientes. Inovar em um mercado tradicional e altamente regulado como o da contabilidade exigiu mais do que tecnologia. \u201cTivemos que enfrentar a batalha de inovar em um mercado tradicional e regulado, o que gerou um desconforto imenso na ind\u00fastria e nos \u00f3rg\u00e3os de classe\u201d, relembra Torres. \u201cFui questionado e enfrentei discuss\u00f5es que me tiraram o sono.\u201d A resposta foi estudar profundamente as normas e atuar sempre dentro das regras.<\/p>\n<h3>Momentos cr\u00edticos<\/h3>\n<p>\u201cConhe\u00e7a a norma melhor do que ningu\u00e9m. Isso nos deu a tranquilidade para seguir em frente, sabendo que nossa proposta de valor era leg\u00edtima e ben\u00e9fica para a sociedade.\u201d A entrada de investidores como Kaszek, SoftBank e Goldman Sachs foi decisiva para a consolida\u00e7\u00e3o da empresa. \u201cA chegada dos investidores sempre ocorreu em momentos cr\u00edticos, de \u2018tudo ou nada\u2019\u201d, afirma Torres. Al\u00e9m do capital, os investidores trouxeram estrutura de governan\u00e7a, disciplina estrat\u00e9gica e processos de presta\u00e7\u00e3o de contas. \u201cO mais importante \u00e9 trazer para o seu lado investidores que acreditam na sua miss\u00e3o de longo prazo.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Torres, o alinhamento de vis\u00e3o foi essencial para evitar press\u00f5es por uma expans\u00e3o internacional prematura. \u201cNosso foco sempre foi resolver o problema do empres\u00e1rio brasileiro. Ter investidores que entendem e apoiam essa vis\u00e3o foi crucial para nosso sucesso.\u201d<\/p>\n<h3>Crescimento com ess\u00eancia<\/h3>\n<p>Hoje com mais de 1.300 colaboradores, a Contabilizei enfrenta o dilema de escalar sem perder sua ess\u00eancia. \u201cO maior desafio \u00e9 garantir que a cultura e os valores que nos trouxeram at\u00e9 aqui permane\u00e7am vivos\u201d, diz Torres.<\/p>\n<p>Para isso, cada colaborador precisa ser um \u201cguardi\u00e3o da cultura\u201d, o que exige comunica\u00e7\u00e3o constante e lideran\u00e7a ativa. Apesar do crescimento, a empresa mant\u00e9m o foco no mercado brasileiro, onde ainda tem menos de 1% de participa\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 um oceano de oportunidades aqui. \u00c9 preciso dizer n\u00e3o para muitas coisas para poder executar a nossa principal miss\u00e3o com excel\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Vitor Torres n\u00e3o apenas fundou uma empresa. Ele liderou uma transforma\u00e7\u00e3o em um dos setores mais tradicionais da economia brasileira, provando que inova\u00e7\u00e3o, resili\u00eancia e prop\u00f3sito podem, sim, andar juntos, mesmo em meio \u00e0 burocracia. <strong>(LP)<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"follow-us\">Siga o canal da <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAZk57JuyA9F4UwQc2I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" title=\"Grupo da Forbes Money no WhatsApp\">Forbes Money<\/a> no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias de economia e mercado financeiro.<\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-debloat-delay=\"1\" type=\"text\/debloat-script\">\n\t\t\t\t(function(d, s, id){\n\t\t\t\t\tvar js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n\t\t\t\t\tif (d.getElementById(id)) return;\n\t\t\t\t\tjs = d.createElement(s); js.id = id;\n\t\t\t\t\tjs.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&version=v2.9\";\n\t\t\t\t\tfjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n\t\t\t\t}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));\n\t\t\t<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/forbes.com.br\/listas\/2025\/08\/forbes-the-founders-2025-os-empreendedores-que-fazem-a-diferenca\/\">Source link <\/a><\/p>\n<div class='code-block code-block-4' style='margin: 8px auto 8px 0; text-align: left; display: block; clear: both;'>\n\ud83d\udce2 Aviso Legal\n\nO site ismaelcolosi.com.br atua apenas como um canal de divulga\u00e7\u00e3o de oportunidades de emprego e n\u00e3o se responsabiliza pelo processo seletivo, contrata\u00e7\u00e3o ou qualquer outra etapa relacionada \u00e0s vagas publicadas. 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