Nesta quinta-feira (9), o mundo do entretenimento começa a se despedir de uma das dinâmicas mais afiadas da televisão. A comédia “Hacks” retorna para sua quinta e última temporada com o desafio de encerrar a complexa trajetória da lenda da comédia Deborah Vance (Jean Smart) e de sua roteirista prodígio, Ava Daniels (Hannah Einbinder).
A produção chega ao fim como um dos maiores sucessos de crítica da década. “Hacks” acumula mais de uma dúzia de Emmys (incluindo o cobiçado troféu de Melhor Série de Comédia e quatro estatuetas consecutivas de Melhor Atriz para Jean Smart), além de múltiplos Globos de Ouro, SAG Awards e prêmios do Writers Guild of America.
A trama da temporada final tem início após o vazamento de um falso obituário de Deborah. O evento obriga a comediante a encarar como o mercado a enxerga e, principalmente, como ela não quer ser lembrada. Após abrir mão de seu cobiçado talk show noturno por lealdade a Ava, a veterana se vê banida de novos trabalhos por questões contratuais. As duas decidem voltar a Las Vegas para retomar o controle da narrativa e garantir que o legado de Deborah seja construído em seus próprios termos.

Muito além da comédia, a trajetória da dupla ao longo da série traz aprendizados para executivos, empreendedores e líderes de qualquer setor.
A seguir, confira 5 lições de “Hacks” sobre carreira, sucesso e legado
1. Colaboração entre gerações é o maior motor da inovação
Quando a série começa, Deborah está acomodada com seu próprio sucesso, enquanto Ava é uma força criativa caótica e inexperiente. O verdadeiro salto de qualidade no trabalho de ambas ocorre quando elas param de competir e começam a combinar suas experiências e habilidades.
Para o mundo corporativo, a lição é clara: empresas que isolam gerações perdem competitividade. A sabedoria e a resiliência dos profissionais seniores, quando combinadas à agilidade e ao pensamento disruptivo da Geração Z, criam soluções que nenhuma das partes alcançaria sozinha.

2. Apostar na própria carreira é a chave para o sucesso
Um dos momentos mais marcantes da série ocorre na segunda temporada, quando Deborah, após perder sua residência luxuosa em Vegas, decide cair na estrada e financiar seu próprio especial de comédia. Ela apostou em si mesma quando o mercado virou as costas.
Na trajetória de qualquer profissional, haverá momentos em que a rota tradicional se fechará. Pivotar uma carreira ou um negócio exige coragem. Mas assumir a responsabilidade pelo próprio fracasso é o preço que se paga pela autonomia do que pode vir a ser um sucesso.
3. A vulnerabilidade é a nova moeda de conexão
Durante décadas, a armadura de Deborah Vance foi um humor impessoal e autodepreciativo embalado para agradar a todos. Foi apenas quando ela decidiu transformar suas falhas e traumas em material de trabalho que ela alcançou seu auge criativo.
Profissionais que demonstram sua vulnerabilidade (assumindo erros, compartilhando desafios reais e sendo autênticos) constroem equipes mais engajadas e conexões muito mais sólidas com seus stakeholders.

4. É preciso assumir o protagonismo da sua carreira
O falso obituário que abre a quinta temporada expõe o desconforto de Deborah ao se enxergar pelas lentes dos outros. Ao longo da série, ela entendeu que ser apenas “boa” no que faz não é suficiente se a sua percepção de marca estiver defasada.
No mundo corporativo e dos negócios, se você não comunicar ativamente suas conquistas, seus valores e sua visão de mercado, a indústria e os colegas preencherão as lacunas por você (e nem sempre de forma favorável).
5. Legado não é sobre o cargo que você ocupa, mas sobre quem você impulsiona
A premissa da temporada final gira em torno do fato de Deborah ter sacrificado seu próprio sonho para manter a fidelidade a Ava. No fim do dia, o seu legado profissional não será medido apenas pelo último título no seu LinkedIn ou pelo bônus anual, mas pela quantidade de portas que você abriu e pelos talentos que você ajudou a impulsionar.
