um Agente de IA para CEOs

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Mark Zuckerberg está desenvolvendo um agente de inteligência artificial voltado para CEOs, de forma a o ajudar em seu trabalho. A informação foi dada com exclusividade para o Wall Street Journal, por uma pessoa familiarizada com o projeto. Até o momento, o agente tem ajudado o diretor executivo da Meta Plataforms com funções iniciais, como obter informações de forma rápida ao recuperar respostas que normalmente exigiriam maior burocracia.

Zuckerberg, na realidade, considera a adoção da IA fundamental para o sucesso da empresa, e quer que todos tenham seu próprio agente pessoal. Essa visão é refletida no esforço da Meta para se manter competitiva com startups nativas de IA, por meio de estratégias para acelerar o ritmo de trabalho, eliminar níveis hierárquicos e mudar tarefas diárias dos funcionários.

O uso da ferramenta já está presente em diferentes frentes na empresa e se tornou, inclusive, um fator importante nas avaliações de desempenho dos funcionários.

As ferramentas mais utilizadas

Segundo fontes internas, funcionários frequentemente compartilham novas ferramentas desenvolvidas com IA e descobertas tecnológicas no Fórum interno da Meta. Alguns descreveram a atmosfera da empresa como um retorno aos tempos antigos, quando a Meta era só Facebook e tinha como lema interno “agir rápido e quebrar coisas”. Recentemente, Zuckerberg disse que o lema foi substituído por algo mais próximo de “agir rápido com infraestrutura estável”.

Entre as ferramentas adotadas pela empresa, estão o MyClaw, que tem acesso a registros de bate-papo e arquivos de trabalho, e o Second Brain, desenvolvido com base no Claude para indexar e consultar documentos para projetos. No Fórum interno de funcionários da Meta, agentes de IA podem inclusive conversar entre si.

Os esforços não acabam aí: a Meta adquiriu recentemente a rede social MoltBook — contratando seus fundadores — e a startup Manus, que cria agentes capazes de executar tarefas.

Apesar de alguns otimistas, grande parte dos funcionários da Meta temem que essa rápida mudança com foco em IA possa levar a demissões em massa. Isso porque, em 2022, a empresa cortou cerca de 11 mil postos de sua equipe, devido ao declínio no mercado de anúncios digitais e uma queda no preços das ações da empresa. Outra leva de demissões aconteceu no ano seguinte, em 2023, com a redução de aproximadamente 67 mil funcionários.

Infraestrutura de IA

Em 2025, a Meta investiu US$ 14,3 bilhões para desenvolver uma superinteligência artificial, capaz de superar o raciocínio humano. A nova organização de engenharia de IA aplicada, tem como objetivo acelerar o desenvolvimento de LLMs da empresa, com equipes formadas por até 50 colaboradores sob a liderança de um único gerente, segundo o WSJ. O mesmo valor foi também direcionado para a aquisição de 49% da Scale AI no período.

Em fevereiro deste ano, a anunciou um acordo bilionários de chips de IA com a AMD, adquirindo seis gigawatts de processadores de IA e até 10% das ações da companhia. Segundo Zuckerberg, a parceria dá à empresa a oportunidade de “implementar computação de inferência eficiente”, necessária para a execução de tarefas pela IA.

Outro aporte relevante aconteceu neste mês de março, com a assinatura de um acordo de infraestrutura de IA com a Nebius. Dessa forma, a empresa passa a oferecer à gigante das redes sociais uma capacidade computacional de IA no valor de US$ 12 bilhões até 2027.



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