Presença Feminina na Alta Liderança Recua no Mundo, Mas Avança no Brasil

Author:


A presença feminina na alta liderança ao redor do mundo recuou no último ano. Segundo o relatório Women in Business 2026, divulgado pela empresa global de consultoria e auditoria Grant Thornton, que analisou mais de 15 mil empresas de médio porte em 35 países, a representação de mulheres em posições de alta gestão caiu 1,1 ponto percentual, chegando a 32,9% em 2026.

“Nos últimos anos, programas de diversidade e equidade perderam a centralidade em termos de investimento”, afirma Élica Martins, sócia de auditoria da Grant Thornton. “O avanço da equidade de gênero não é linear e pode sofrer retrocessos quando deixa de ser tratado como prioridade estratégica.”

Mantida a trajetória atual, de avanços tímidos e retrocessos, a pesquisa aponta que a paridade de gênero em cargos de liderança só deve ser alcançada em 2051.

Brasil na contramão do mundo

O Brasil ocupa a 12ª posição no ranking entre os 35 países analisados pelo estudo. Embora tenha caído uma posição em relação a 2024, a participação feminina na alta liderança brasileira segue avançando, passando de 37% para 37,7% (acima da média global, de 32,9%). “O Brasil está na contramão do que vemos no mundo”, diz Martins. “Pelo índice atual e pelas projeções de crescimento, esperamos que o país avance ainda mais nos próximos anos.”

Um dos fatores que ajudam a explicar esse movimento é a pressão crescente de investidores e da cadeia de fornecedores. “Companhias maiores, que costumam ter programas de diversidade mais estruturados, passaram a exigir o mesmo de seus fornecedores”, explica. “Muitas empresas de médio porte se movimentaram a partir dessa cobrança.”

  🔥🔥 Lista Completa de Vagas em Ribeirão Preto-SP e Região | Estágios, Jovem Aprendiz e Home Office. Clique aqui: https://wp.me/pfMlyK-maM

EUA e países europeus caem no ranking de liderança feminina

O recuo nos investimentos em programas de diversidade, equidade e inclusão, somado ao retorno ao trabalho presencial — que, segundo estudos, tem empurrado mulheres para fora do mercado — já começa a impactar grandes potências econômicas.

Países como Espanha e França, que estavam à frente do Brasil em 2024, nas 6ª e 9ª posições, respectivamente, agora aparecem em 14º e 13º lugar. Já os Estados Unidos registraram uma das maiores quedas do ranking, passando da 16ª para a 32ª posição. Desde que iniciou seu segundo mandato na presidência do país, Donald Trump tem intensificado críticas a políticas de diversidade e incentivado empresas americanas a alinhar suas práticas às novas diretrizes do governo.

“Quando não existe uma estrutura consolidada — que envolve políticas de remuneração, recrutamento e seleção desde a base, mapeamento de cargos de liderança, critérios claros de promoção, programas de treinamento, bônus, apoio parental e mentoria — a retenção de mulheres acaba sendo prejudicada.”

Top 3 global

O top três do ranking permanece o mesmo desde 2024: África do Sul, Filipinas e Tailândia. “Esses países adotaram medidas direcionadas e metas claras. Quando existe uma meta robusta e tangível, que precisa ser demonstrada ao mercado, o crescimento tende a acontecer.”

O estudo aponta que mudanças culturais e legislativas também contribuíram para avançar na equidade de gênero, como políticas públicas de apoio ao cuidado infantil e licença parental.

Mulheres na alta liderança faz bem para o negócio

Mais do que uma pauta social, a equidade de gênero na liderança também se mostra uma estratégia de negócios. Entre as empresas que pretendem ampliar suas iniciativas nessa agenda, 73% registraram crescimento de receita acima de 5%, 56,2% aumentaram o número de colaboradores e 48,8% ampliaram as exportações em 2025. “Empresas com maior diversidade tendem a ter mais lucratividade, porque produtos e serviços desenvolvidos por pessoas com perspectivas diferentes alcançam públicos mais amplos e geram mais valor e retorno financeiro.”

Os executivos entrevistados pela pesquisa também reconhecem impactos positivos da diversidade na gestão. “Lideranças mais diversas contribuem para maior inovação, decisões mais assertivas e melhor desempenho organizacional”, afirma Martins. “Garantir que a liderança reflita a diversidade da sociedade não é apenas uma questão de equidade, mas também de competitividade, resiliência e crescimento sustentável.”

Veja, abaixo, o ranking global de presença feminina na alta liderança

Gabrielli Motta/Forbes
Gabrielli Motta/Forbes



Source link

📢 Aviso Legal O site ismaelcolosi.com.br atua apenas como um canal de divulgação de oportunidades de emprego e não se responsabiliza pelo processo seletivo, contratação ou qualquer outra etapa relacionada às vagas publicadas. Todas as informações são de responsabilidade dos anunciantes. ⚠️ Atenção! Nunca pague por promessas de emprego nem compre cursos que garantam contratação. Desconfie de qualquer cobrança para participar de seleções.