O uso cada vez maior da inteligência artificial pelas empresas pode estar criando alguns empregos na zona do euro, em vez de destruí-los como muitos temem, argumentou uma publicação no blog do Banco Central Europeu nesta quarta-feira (4).
Economistas têm debatido se a IA poderia deixar os funcionários de escritório sem emprego, e um estudo recente do Instituto Ifo da Alemanha descobriu que mais de um quarto das empresas alemãs espera que a IA leve a cortes de pessoal nos próximos cinco anos.
Mas a Pesquisa sobre Acesso ao Financiamento das Empresas, do BCE, descobriu que as empresas que fazem uso significativo da IA são mais propensas a contratar pessoal adicional no curto prazo.
“Em outras palavras, as empresas que utilizam intensivamente a IA tendem, em média, a contratar em vez de demitir”, afirmou a publicação no blog, que não reflete necessariamente a opinião do BCE.
As empresas que planejam investir em IA também tendem a ter expectativas positivas para o crescimento futuro do emprego, argumentou o blog.
“Isso é verdade independentemente do nível de investimento planejado em IA e sugere que uma pausa nas contratações devido ao investimento em tecnologia de IA também é improvável no próximo ano”, afirmou o blog, escrito por dois economistas do BCE.
No entanto, as perspectivas podem mudar a longo prazo, afirmam os autores. A maioria das pesquisas mais pessimistas abrange horizontes mais longos do que a própria pesquisa do BCE, e as perspectivas podem mudar quando a IA começar a transformar significativamente os processos de produção.
