Entenda as Mudanças na Alta Liderança da Disney e Seus Impactos na Estratégia da Companhia

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A The Walt Disney Company anunciou, nesta quarta-feira, 25, a nomeação de Daniel Burman como head of original content Disney+ para América Latina. A movimentação tem como objetivo fortalecer a estratégia e execução do portfólio de produções originais da plataforma de streaming na região.

Algumas produções locais de destaque incluem “A pior volta do mundo”, “Argentina ’78”, “Amor da Minha Vida” e “Filha do Fogo”. A partir de março, Burman assume a missão de desenvolver cada vez mais histórias de relevância regional e potencial internacional, ampliando a presença de narrativas latino-americanas no streaming.

Antes de chegar a The Walt Disney Company, o executivo liderou iniciativas criativas na The Mediapro Studio, com projetos que o renderam quatro indicações ao Emmy Internacional, além de reconhecimento em Cannes. Burman também é sócio fundador da BD Cine, produtora independente argentina, com atuação internacional.

Movimentações Recentes na Liderança

A nomeação de Burman ocorre em um momento de mudanças estruturais no escalão da The Walt Disney Company, com a eleição de Josh D’Amaro a CEO, assumindo a posição antes ocupada por Bob Iger. O executivo assume o cargo em 18 de março, junto com Dana Walden, que assume como diretora criativa-chefe da empresa, após perder a disputa pela posição c-level com D’Amaro.

Na mesma data, Kristina Schake dexixa a posição de sênior executive vice presidente e CCO da companhiaç um sucessor ainda não foi anunciado. Outras movimentações em 2026 incluem a nomeação de: Asad Ayaz como chief marketing e brand officer (CMBO); de Benjamin Swinburne como executive vice presidente of investor relations and corporate strategy; e Michael Moriaty como vice-presidente executivo e chief financial officer (CFO) da Disney Experiences.

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A nomeação de um novo CEO comumente desencadeia uma série de mudanças time executivo, de forma a alinhar novas visões e prioridades. Com a chegada de D’Aamro, a companhia chega a uma nova fase de integração de diferentes frentes, como os estúdios, parques, televisão e streaming. Os objetivos incluem priorizar rentabilidade no streaming, reforçar posicionamento global da marca e investir em tecnologia de ponta.

Além disso, as movimentações são um reflexo da alta pressão por desempenho financeiro exercida pelos investidores, após uma fase de perdas no streaming devido a custos elevados, e as oscilações no desempenho de bilheterias.

Josh D'Amaro, novo CEO da The Walt Disney Company
Josh D’Amaro, enfrentará uma série de desafios ao assumir o lugar de Bob Iger (Créditos: The Walt Disney Company via Getty Images)

Novos Desafios

O balanço divulgado pela companhia em fevereiro, a respeito do 1° trimestre fiscal (encerrado em dezembro), revelou um lucro líquido de US$ 2,48 bilhões, um prejuízo de US$ 160 milhões em relação ao mesmo período no ano anterior. Segundo a companhia, o resultado se deve ao aumento nos custos de programação, produção e marketing.

Já o lucro operacional no segmento de esportes foi de US$ 191 milhões, uma queda de US$ 56 milhões em comparação ao ano anterior. Em novembro de 2025, a Disney+ informou que apenas assinantes do plano premium terão acesso à programação esportiva, o que gerou revolta por parte dos consumidores.

O streaming de vídeo no Disney+ e Hulu também geram um lucro pequeno se comparado a outras plataformas, como Netflix e YouTube, mesmo que o lucro tenha aumentado consideravelmente no trimestre de dezembro, ainda representando um desafio para a companhia



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