Com uma década de carreira na música, Bad Bunny passou de um talento em ascensão nos cenários do trap e do reggaeton para um dos músicos mais bem-sucedidos do planeta. Em 2026, venceu o Grammy de Álbum do Ano com “Debí Tirar Más Fotos” e, no ano passado, foi o artista mais reproduzido do Spotify global pela quarta vez, somando 19,8 bilhões de streams.
Não à toa, conquistou o décimo lugar na lista da Forbes dos músicos mais bem pagos de 2025, com ganhos estimados em US$ 66 milhões (R$ 362,7 milhões).
Com a agenda cheia em meio à turnê mundial do álbum mais recente, o cantor apresenta o show do intervalo do Super Bowl no próximo domingo (8). Ainda em fevereiro, nos dias 20 e 21, sobe ao palco do Allianz Parque, em São Paulo.
A trajetória de Bad Bunny até o topo das paradas
Filho de um caminhoneiro e de uma professora de inglês, Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, nasceu em 1991, em Porto Rico. Apaixonado por música desde a infância, chegou a cantar no coral de uma igreja antes de começar a compor suas próprias canções no quarto de casa.
Na universidade, optou por estudar comunicação audiovisual e, para custear os estudos, trabalhou como empacotador em um supermercado. Foi nesse período que passou a divulgar músicas de forma independente no SoundCloud, chamando a atenção de produtores com o single “Diles”.
Após conhecer o empresário Noah Assad, lançou seu álbum de estreia, “X 100PRE”, em 2018. Dois anos depois, entrou para a história com “El Último Tour del Mundo”, o primeiro álbum totalmente em espanhol a alcançar o topo da Billboard 200. Em 2022, repetiu o feito com “Un Verano Sin Ti”, que liderou a parada por 13 semanas e se tornou o álbum mais reproduzido da história do Spotify.
Sucesso global totalmente em espanhol
O sucesso mundial veio sem concessões ao idioma. Diferentemente de artistas que migraram para o inglês para ampliar a base de fãs, Bad Bunny construiu sua carreira cantando em espanhol. “Tenho muito orgulho de ser porto-riquenho. Para mim, é a coisa mais importante que tenho na indústria da música”, afirmou em entrevista à Forbes, em 2020.
“Sempre fiz questão de cantar na minha língua e garantir que não existam barreiras. Estou apenas sendo eu mesmo: sou a minha cultura.”
Bad Bunny

