Puxada Pela Geração Z, Tendência do “Coffee Badging” Deve Ganhar Força em 2026

Author:



Tendência do "coffee badging" cresce entre profissionais como resposta ao retorno ao escritório, aos custos de deslocamento e à busca por flexibilidade

Martinns/Getty Images

Tendência do “coffee badging” cresce entre profissionais como resposta ao retorno ao escritório, aos custos de deslocamento e à busca por flexibilidade

Acessibilidade








A tendência do “coffee badging”, ou o “momento do cafezinho”, é uma estratégia que profissionais encontraram para driblar o retorno ao trabalho presencial. A prática consiste em ir até o escritório, passar o crachá como prova de presença, permanecer tempo suficiente para um café e uma conversa com colegas e líderes e, em seguida, voltar para casa para terminar o trabalho.

O coffee badging ganhou força em 2023, quando muitas empresas passaram a retomar o modelo presencial após a pandemia. Em 2026, o comportamento tende a se intensificar, com a Geração Z liderando o movimento. Segundo uma pesquisa da Monster, empresa global de recrutamento e carreiras, um em cada oito profissionais afirma adotar a prática, e quase metade (46%) dos entrevistados aponta a Geração Z como a mais propensa a aderir à tendência.

3 razões para a alta do “coffee badging”

1. Protesto

À medida que as empresas continuam exigindo que os profissionais retornem ao escritório, muitos optam por um protesto silencioso, cumprindo a exigência pelo menor tempo possível. De acordo com um relatório da Owl Labs, empresa de tecnologia especializada em soluções para o trabalho híbrido, 69% dos colaboradores acreditam que o retorno presencial atende mais a expectativas tradicionais do que a ganhos reais de produtividade. Ao mesmo tempo, 60% dos profissionais híbridos afirmam ser mais produtivos trabalhando de casa, enquanto 30% dizem manter o mesmo nível de desempenho.

  🔥🔥 Lista Completa de Vagas em Ribeirão Preto-SP e Região | Estágios, Jovem Aprendiz e Home Office. Clique aqui: https://wp.me/pfMlyK-maM

2. Flexibilidade

A busca por flexibilidade segue como prioridade. Cerca de 44% dos entrevistados pelo estudo da Monster afirmam que esse benefício ajuda a manter o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ainda assim, algumas empresas seguem valorizando a visibilidade no escritório, priorizando presença em detrimento de engajamento e produtividade.

O relatório mostra que 42% dos profissionais sentem mais pressão para estar visivelmente presentes no escritório do que para serem produtivos. Outros 21% tentam equilibrar esse cenário, cumprindo minimamente as exigências de visibilidade enquanto preservam a flexibilidade do trabalho remoto. “O coffee badging é um sinal sutil de que as antigas regras do ‘estar presente’ no escritório estão mudando”, afirma Vicki Salemi, especialista em carreira da Monster. “Para empresas e funcionários, a tendência levanta uma questão central: valorizamos presença ou desempenho? E é possível conciliar os dois na era do trabalho híbrido?”

3. Custo do deslocamento (em dinheiro e tempo)

Ficar o dia inteiro no escritório também pesa no bolso. Entre transporte, alimentação, estacionamento e até gastos com cuidados para crianças ou pets, profissionais que vão para o escritório cinco dias na semana costumam gastar significativamente mais do que aqueles que trabalham de forma remota.

Além disso, 14% dos entrevistados veem o coffee badging como uma forma de evitar o trânsito, optando por ir e voltar do trabalho fora dos horários de pico. Em São Paulo, por exemplo, cerca de 152 mil profissionais gastam mais de duas horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, segundo o Censo 2022.

Nesse contexto, a experiência no escritório precisa compensar a viagem. Horários flexíveis — como chegar após o pico da manhã e sair antes do rush da noite — podem reduzir significativamente o tempo diário gasto no trânsito. “As pessoas não querem gastar tempo e dinheiro em idas frequentes ao escritório se vão apenas participar das mesmas chamadas de vídeo que fariam em casa”, afirma Frank Weishaupt, CEO da Owl Labs. “Muitas empresas ainda precisam tornar o escritório um ambiente mais produtivo, atraente e livre de estresse.”

O que a tendência revela sobre o futuro do trabalho

Segundo o estudo da Monster, a prática evidencia três desafios centrais para as empresas:

  • Visibilidade versus flexibilidade: profissionais equilibram a necessidade de serem vistos com a autonomia do trabalho remoto;
  • Percepções de produtividade: enquanto alguns veem o coffee badging como estratégia eficiente, outros o encaram como um risco à coesão das equipes;
  • Equilíbrio entre vida pessoal e profissional: o modelo híbrido amplia possibilidades, mas também exige novos acordos sobre tempo e presença.

O que esperar em 2026

Neste ano, especialistas apontam para o avanço do chamado “hybrid creep”, o crescimento gradual das exigências presenciais. Para a Monster, o coffee badging surge como uma solução intermediária: garante visibilidade no escritório sem os custos de um dia inteiro presencial. Outros especialistas, no entanto, acreditam que a prática pode perder força caso o trabalho remoto se consolide como um benefício competitivo. “Arranjos flexíveis se tornaram uma vantagem estratégica para atrair e reter talentos”, afirma Kara Ayers, vice-presidente sênior de aquisição de talentos da Xplor Technologies, empresa global de tecnologia. “À medida que o trabalho remoto passa de norma a benefício premium, ele redefine a forma como as empresas competem por profissionais qualificados.”

*Bryan Robinson é colaborador da Forbes USA. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.





Source link

📢 Aviso Legal O site ismaelcolosi.com.br atua apenas como um canal de divulgação de oportunidades de emprego e não se responsabiliza pelo processo seletivo, contratação ou qualquer outra etapa relacionada às vagas publicadas. Todas as informações são de responsabilidade dos anunciantes. ⚠️ Atenção! Nunca pague por promessas de emprego nem compre cursos que garantam contratação. Desconfie de qualquer cobrança para participar de seleções.