Por Que Essas Empresas São as Melhores do Brasil para as Mulheres

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Natura, Nubank e Bradesco estão entre as melhores empresas do Brasil para mulheres

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Na 5ª edição do ranking anual da Forbes das Melhores Empresas do Mundo para Mulheres, que reúne 400 companhias de mais de 36 países, 6 empregadoras brasileiras conquistaram espaço.

A mais bem colocada no ranking, que reconhece boas práticas de gestão e iniciativas voltadas à equidade de gênero, é a Natura&Co, na 57ª posição. “Para nós, representatividade e equidade não são promessas, são premissas”, afirma Paula Benevides, vice-presidente de pessoas da Natura.

Na sequência, aparecem as estreantes: Nubank (em 247º lugar), Banco Bradesco (269º), Vale (282º), Gerdau (358º) e Embraer (362º).

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As empresas do ranking entenderam que a diversidade é uma aliada estratégica para melhores resultados nos negócios. Segundo um estudo de 2023 da consultoria global McKinsey, empresas com representação feminina superior a 30% têm probabilidade significativamente maior de superar financeiramente aquelas com 30% ou menos. “Sabemos que a multiplicidade de perspectivas gera inovação e melhores decisões”, diz Suzana Kubric, CHRO do Nubank.

As companhia da lista oferecem benefícios voltados às mulheres — muitos deles implementados a partir do feedback de pesquisas internas com funcionários —, como apoio ao planejamento familiar, à fertilidade e treinamentos para gestores sobre temas relacionados à maternidade e à menopausa.

Mulheres ainda enfrentam barreiras para liderar e permanecer nas empresas

Apesar dos avanços conquistados pelas mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas, os desafios ainda persistem. Em 2024, apenas 5% das posições de CEO no Brasil eram ocupadas por mulheres, segundo a Vila Nova Partners, que mapeou 83 empresas com ações listadas na B3. De acordo com uma pesquisa do Insper deste ano, apenas 17,4% das empresas brasileiras possuem lideranças femininas.

Além do acesso limitado a cargos de liderança, a retenção de mulheres é outra barreira nas empresas. De acordo com uma pesquisa global da Deloitte, que ouviu 7.500 mulheres em 15 países, apenas 5% das entrevistadas planejam ficar mais de cinco anos na mesma empresa, e quase 40% esperam permanecer em seus empregos por apenas um a dois anos.

O principal motivo apontado para a saída é a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, citada por 30% das profissionais. Outras razões incluem remuneração inadequada (28%), falta de flexibilidade de horário (27%), poucas oportunidades de crescimento (18%) e impactos negativos na saúde mental (16%).

Além disso, um terço das mulheres ouvidas afirmou ter preocupações com sua segurança pessoal no trabalho. Cerca de 20% relataram ter sofrido assédio de colegas, e 17% disseram ter sido assediadas ou se sentido desconfortáveis com clientes ou consumidores.

Embora a solução para essa desigualdade generalizada ainda não esteja ao alcance, as empresas mais bem-sucedidas do ranking da Forbes reconhecem que ser um dos melhores empregadores para mulheres não significa isolá-las nem oferecer tratamento especial. Para criar um ambiente que apoia as mulheres e impulsiona as carreiras femininas, essas empresas têm estruturado políticas e iniciativas que promovem equidade, bem-estar e desenvolvimento profissional.

A seguir, conheça as iniciativas das Melhores Empresas do Brasil para Mulheres:

Natura

Do desenvolvimento de produtos às estratégias voltadas às colaboradoras, a Natura integra a diversidade como parte central do negócio. Não à toa, figura no ranking global da Forbes de Melhores Empresas para Mulheres desde 2023.
Há dois anos, a empresa alcançou a paridade de gênero na alta liderança: 50% dos líderes seniores são mulheres. De maneira geral, elas representam 61% dos colaboradores da Natura — percentual que chega a 70% nos laboratórios, por exemplo.

Paula Benevides, vice-presidente de pessoas da Natura

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Paula Benevides, vice-presidente de pessoas da Natura

Em parceria com instituições e consultorias, a companhia desenvolve metodologias voltadas à equidade salarial, oferece espaços nos escritórios dedicados à saúde e ao bem-estar feminino, disponibiliza berçários para crianças de até três anos, estimula a realização de mamografias e exames ginecológicos, além de promover rodas de conversa sobre menopausa. “Muitos temas que em outras empresas são tratados apenas como datas comemorativas, aqui são trabalhados como parte de um processo contínuo de conscientização”, afirma Benevides.

Nubank

Liderado por Livia Chanes, o banco é o único entre as empresas brasileiras no ranking com uma CEO mulher. A executiva viveu na pele os vieses de gênero, mas levou isso como motor para a mudança no trabalho. “Quando fiquei grávida pela primeira vez, percebi o peso que é ser mulher, dependendo do ambiente em que você transita”, afirmou a executiva em entrevista à Forbes em 2023. “Comportamentos e atitudes feitas por uma mulher eram penalizados e pelo homem eram celebrados. Vivi isso, mas não aceitei.”

Livia Chanes, CEO do Nubank

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Livia Chanes, CEO do Nubank

Com o compromisso público de alcançar 50% de liderança feminina até o fim deste ano (sem confirmar se já atingiu a meta), hoje a empresa quer atrair e reter mulheres, com iniciativas como vagas afirmativas e grupos de afinidade internos. “Nosso foco está em toda a jornada: desde a atração até programas dedicados ao desenvolvimento de carreira, além de políticas de flexibilidade”, diz Suzana Kubric, líder de RH da companhia.

A empresa mantém o programa de recrutamento Yes, She Codes!, voltado exclusivamente à contratação de mulheres engenheiras de software. Também oferece um plano de carreira para mulheres, pessoas negras e não binárias, com ferramentas para promoção a cargos de gestão e orientação de lideranças.

O Nubank ainda igualou as licenças parentais remuneradas para homens e mulheres, com um benefício global de 120 dias para todos os funcionários. Estudos mostram que o efeito da licença-paternidade é especialmente positivo para as mulheres, já que quando apenas elas têm acesso ao benefício, acabam por assumir maiores responsabilidades de cuidado durante os primeiros meses.

Bradesco

Com 36% de mulheres em posições de liderança e 52% em todo o banco, o Bradesco mantém ações afirmativas voltadas a acelerar o protagonismo feminino em áreas como tecnologia e liderança. Também oferece um programa de mentoria com executivos da empresa e uma trilha de aprendizagem para mulheres que assumiram sua primeira posição de gestão. “Muitos dos projetos de diversidade, equidade e inclusão já são desenhados com metas interseccionais, buscando ampliar a representatividade de mulheres negras, LGBT+, com deficiência e 50+”, afirma Daniela de Fátima Pereira, superintendente sênior de recursos humanos do Bradesco.

Daniela de Fátima Pereira, superintendente sênior de recursos humanos do Bradesco

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Daniela de Fátima Pereira, superintendente sênior de recursos humanos do Bradesco

Para mulheres com filhos, o banco oferece licença-maternidade de 180 dias, acolhimento emocional e social no retorno ao trabalho e salas de apoio ao aleitamento materno em alguns dos centros administrativos. Também mantém uma linha de apoio para mulheres em situação de violência doméstica, com orientação psicológica, social e jurídica, além de possibilidade de atendimento presencial. “O mercado tem evoluído, mas ainda há muito a fazer. A equidade real exige consistência, investimento e exemplo.”

Vale

Desde 2020, a Vale incorporou mais de 8 mil mulheres à força de trabalho. As 17 mil funcionárias hoje representam 28,43% do total da mineradora. Entre 2019 e 2024, a presença feminina na liderança dobrou, alcançando 25,6%. Do total de mulheres em cargos de liderança, a participação de mulheres negras avançou de 32,8% em 2021 para 42,1% em 2024.

Com vagas afirmativas para mecânicas e operadoras de equipamentos em áreas operacionais, a empresa também realiza processos seletivos direcionados para engenheiras, analistas e gestoras. “Em um setor marcado globalmente pela baixa representatividade feminina, naturalizamos a presença de mulheres em funções antes vistas como exclusivamente masculinas”, afirma Tatiana Matos, diretora de RH da Vale.

Tatiana Matos, diretora de RH da Vale

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Tatiana Matos, diretora de RH da Vale

A empresa oferece cursos de desenvolvimento para mulheres e palestras sobre menopausa e etarismo, além de um programa de aceleração de carreira para mulheres negras, com oficinas e mentorias individuais.

A licença parental é estendida e a companhia reembolsa creche ou babá para crianças de 3 a 72 meses. Todos os funcionários podem acessar treinamentos sobre gênero, ações de prevenção e combate ao assédio. A Vale também disponibiliza canais especializados de acolhimento e está criando um serviço de apoio jurídico e psicológico para pessoas em situação de violência doméstica. “Cuidar do bem-estar das mulheres significa garantir condições físicas, emocionais e sociais para que exerçam o seu melhor. Isso se reflete diretamente em segurança, produtividade e inovação.”

Gerdau

A maior empresa brasileira produtora de aço tem 27% de mulheres em posições de liderança, e pretende chegar a 30% nos próximos anos. “Criar um ambiente diverso e inclusivo é um aspecto central da nossa cultura”, afirma Flávia Nardon, diretora global de pessoas e responsabilidade social da companhia.

Flávia Nardon, diretora global de pessoas e responsabilidade social da Gerdau

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Flávia Nardon, diretora global de pessoas e responsabilidade social da Gerdau

A Gerdau mantém programas afirmativos de desenvolvimento de liderança, além de ações de networking e mentoria para funcionárias. Um dos destaques é o programa Helda Gerdau, que oferece mais de 100 horas de capacitação e mentoria para preparar mulheres para posições gerenciais.

Para gestantes, a empresa oferece acompanhamento com nutricionistas e educadores físicos e isenção de coparticipação em consultas e exames durante a gestação. Também promove treinamentos para lideranças sobre o retorno ao trabalho após a licença-maternidade.

Para mulheres na menopausa, há acompanhamento médico, psicológico e nutricional, além de rodas de conversa. A empresa também realiza treinamentos voltados à identificação, acolhimento e enfrentamento de situações de assédio.

Embraer

Segundo um relatório da fabricante de aeronaves de 2024, 17% dos cargos de alta gerência eram ocupados por mulheres, enquanto a participação feminina na força de trabalho total era de 20%.

Entre as iniciativas para acelerar a representatividade feminina, a empresa oferece redes de apoio para mulheres e programas de mentoria conduzidos por lideranças, além de atuar em projetos sociais que incentivam mulheres a seguir carreiras em STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

“Temos o compromisso de construir um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo, saudável e com oportunidades reais de desenvolvimento”, afirma Andreza Alberto, vice-presidente de pessoas, ESG e comunicação corporativa da Embraer. “Esses esforços se refletem diretamente na atração e retenção de talentos.”

Andreza Alberto, vice-presidente de pessoas, ESG e comunicação corporativa da Embraer

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Andreza Alberto, vice-presidente de pessoas, ESG e comunicação corporativa da Embraer

Metodologia da Lista Forbes das Melhores Empresas para Mulheres

Para definir a lista, a Forbes fez uma parceria com a empresa de pesquisa de mercado Statista e entrevistou aproximadamente 120 mil mulheres que trabalham em multinacionais em mais de 36 países. Para ser considerada para o ranking, cada companhia precisava atuar em pelo menos duas das seis regiões continentais do mundo.

As participantes foram questionadas se recomendariam seus empregadores a amigos ou familiares e avaliaram a organização tanto em práticas gerais de trabalho quanto em questões específicas de gênero, como equidade salarial, respostas da liderança a denúncias de discriminação contra mulheres e se homens e mulheres têm as mesmas oportunidades de progressão na empresa.

Além disso, as mulheres foram questionadas a respeito de outras questões: se a empresa combate estereótipos de gênero por meio de seus produtos, campanhas de marketing ou iniciativas; se os líderes usam suas plataformas para promover a igualdade de gênero; e se a organização esteve envolvida em escândalos relacionados a gênero. Por fim, as empresas elegíveis foram avaliadas para determinar a porcentagem de mulheres em cargos de liderança.

Todas essas informações foram agregadas e combinadas com os dados de pesquisa coletados nos últimos três anos, com maior peso para os dados mais recentes.





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