5 Dicas Para Aliviar o Estresse da Temporada de Festas

Author:



estresse fim de ano

Getty Images

A ansiedade social e a exaustão de fim de ano podem aumentar a tensão no ambiente de trabalho

Acessibilidade








Na reta final do ano, as equipes aceleram para cumprir as metas, o estresse se intensifica, a paciência se esgota e pequenas falhas de comunicação ganham força suficiente para virar grandes conflitos.

Não por acaso, as buscas no Google por “como lidar com conflitos no trabalho” já haviam saltado 126% em novembro nos EUA. E o cenário brasileiro segue a mesma tendência: uma pesquisa da Isma-BR (International Stress Management Association – Brasil), realizada com 678 pessoas, mostra que o nível de estresse do brasileiro aumenta 75% no mês de dezembro.

Por que o estresse aumenta no fim do ano

A combinação de demandas acumuladas, expectativas sociais e incertezas profissionais cria um terreno fértil para que a tensão se multiplique. Estudos recentes ajudam a mapear o que mais pesa nessa época e revelam por que dezembro costuma ser um dos meses mais emocionalmente desafiadores do ano.

  🔥🔥 Lista Completa de Vagas em Ribeirão Preto-SP e Região | Estágios, Jovem Aprendiz e Home Office. Clique aqui: https://wp.me/pfMlyK-maM

Chuva de convites sociais

Uma pesquisa da Universidade da Geórgia destaca o estresse que eventos de fim de ano podem trazer. Até mesmo um happy hour com colegas de trabalho pode ser uma faca de dois gumes. Mas isso depende da pessoa, segundo o estudo. Se você é extrovertido, provavelmente se sentirá bem consigo mesmo e com seu ambiente de trabalho ao receber convites para atividades depois do expediente. Porém, se for mais reservado, isso pode fazê-lo se retrair ainda mais e aumentar o estresse.

No estudo, colaboradores que antecipavam pressão adicional para desempenharem socialmente após o trabalho também se tornavam mais ansiosos — independentemente de aceitarem ou não o convite —, ficando tensos e improdutivos. “Temos o costume de achar que atividade social é algo ótimo. Se você é social com seus colegas, sente-se energizado e conectado. Mas esses convites nem sempre são positivos”, diz Joanna Lin, autora do estudo e professora de administração da universidade. “A pressão social faz as pessoas sentirem que precisam dizer sim e comparecer. Esses encontros parecem uma obrigação, mesmo quando supostamente deveriam ser apenas algo divertido.”

Tensões de fim de ano

As tensões de fim de ano estão à flor da pele. Entre carga de trabalho acumulada, dificuldades financeiras e estresse pré-férias, muitos profissionais e times estão no limite. Essa também é a época em que os funcionários começam a pensar nas avaliações de desempenho — o que pode trazer ansiedade, frustração e medo, já que os holofotes se voltam para eles. E a ansiedade pode atrapalhar uma boa avaliação. Se você treme só de pensar nesse momento que se aproxima, o primeiro passo é encontrar ferramentas para reduzir a ansiedade.

Queda na motivação

Amanda Augustine, coach de carreira da Resume.ai, plataforma de inteligência artificial que auxilia profissionais em processos de contratação, explica que a queda na motivação é um fenômeno natural do corpo. “É o seu organismo sinalizando a necessidade de descanso e reajuste, e não preguiça ou falta de ambição.”

Quando você combina ansiedade social e exaustão de fim de ano, não é surpresa que haja um aumento da tensão nas festas, seja na firma ou no Natal com a família. “Com consciência e pequenos ajustes nos hábitos diários, como dormir no horário, comer melhor e manter um ambiente positivo no trabalho, os profissionais podem transformar esse período de desaceleração em um momento de renovação e voltar ao trabalho mais focados e equilibrados.”

5 dicas para lidar com o aumento das tensões no fim de ano

Jaime Bronstein, especialista do Dating.com, plataforma global de conexões online, compartilha cinco estratégias psicológicas simples que reduzem a tensão instantaneamente e aumentam a empatia no trabalho.

1. Mude a perspectiva

Na terapia de casais, há uma prática bastante útil chamada “cadeira vazia”: trocar de lugar com a outra pessoa (literalmente sentar na cadeira dela) e repetir seu ponto de vista como se fosse ela. “Isso não serve apenas para casais”, afirma Bronstein. “Experimente com amigos ou colegas. E não se preocupe em parecer estranho. Essa prática é profundamente transformadora e traz muitos insights, permitindo melhorar relações.”

2. Foque no padrão

Ao despersonalizar o conflito, você reduz a defensividade e ambos os lados se sentem aliados contra o problema, não inimigos um do outro. Independentemente da situação, seja uma questão no trabalho, na família ou com o parceiro, é melhor evitar “sempre” e “nunca”, pois essas palavras deixam o outro na defensiva. Bronstein recomenda que, em vez de dizer: “Você sempre me interrompe”, tente: “Nós temos um padrão de interrupção”.

3. Use a regra dos 90 segundos

A ciência mostra que a reação química do corpo para a raiva dura cerca de 90 segundos — a menos que você continue alimentando-a com pensamentos. Quando o conflito surgir, coloque um cronômetro. “Por 90 segundos, apenas observe o sentimento. Normalmente, a onda passa, abrindo espaço para uma troca mais calma. Estar consciente das suas emoções muda tudo.”

4. Use o “truque da terceira pessoa”

Quando suas emoções estiverem fortes, tente mudar a conversa interna para a terceira pessoa. Por exemplo, em vez de dizer “Eu não acredito que isso está acontecendo”, diga a si mesmo: “Ele está frustrado agora, mas consegue lidar com isso.” Pesquisas mostram que essa “autoconversa distanciada” reduz o estresse, melhora a regulação emocional e faz você soar mais calmo durante os conflitos. “Criar espaço entre você e sua frustração pode ajudá-lo a alcançar um estado emocional menos intenso.”

5. Inverta o “e se”

Se você acredita que seu colega “não te respeita”, por exemplo, ela sugere testar o oposto: “E se ele me respeita, mas está sob pressão?” “Você nunca sabe o que está acontecendo na vida de alguém, então ter compaixão e evitar suposições pode ajudar”, diz. “Essa reestruturação cognitiva também pode tirar a carga emocional da situação e oferecer um novo caminho.”

*Bryan Robinson é colaborador da Forbes USA. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.





Source link

📢 Aviso Legal O site ismaelcolosi.com.br atua apenas como um canal de divulgação de oportunidades de emprego e não se responsabiliza pelo processo seletivo, contratação ou qualquer outra etapa relacionada às vagas publicadas. Todas as informações são de responsabilidade dos anunciantes. ⚠️ Atenção! Nunca pague por promessas de emprego nem compre cursos que garantam contratação. Desconfie de qualquer cobrança para participar de seleções.