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A autenticidade é, talvez, o maior ensinamento que o Brasil nos oferece. Basta olhar ao redor: nas últimas semanas, o mundo inteiro parecia ter desembarcado aqui. COP em Belém, produções internacionais acontecendo no país, premières globais, artistas vivendo dias de brasileiro, celebridades circulando com naturalidade por São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belém. Cada uma dessas presenças, de contextos tão diferentes, escolheu estar aqui e não é por acaso.
O Brasil atrai porque entrega algo raro: verdade. Uma mistura única de culturas, ritmos, afetos, improviso e liberdade que não se copia, não se exporta e não se traduz em outro lugar. Quem vem, percebe na prática o que sempre soubemos: nossa força está justamente no que nos diferencia.
E é aí que entra a metáfora. Assim como o país ganha potência quando abraça sua identidade sem tentar se ajustar ao olhar externo, nós também crescemos quando fazemos o mesmo na nossa vida pessoal e profissional. As características que tentamos suavizar, os traços que consideramos fora do padrão, as escolhas que nem sempre cabem em expectativas alheias: tudo isso, na verdade, compõe a nossa assinatura.
Quando entendemos que autenticidade é um ativo, paramos de buscar aprovação e começamos a construir presença. O Brasil não tenta parecer com nada para ser admirado. E é admirado justamente por isso. Se olharmos com atenção, essa lógica vale para qualquer pessoa ou negócio.
As conexões verdadeiras acontecem quando somos inteiros. As oportunidades chegam quando estamos alinhados com quem somos. A confiança cresce quando paramos de editar nossa identidade para caber em moldes que não nos pertencem.
Talvez essa seja a grande lição deste momento: se o mundo inteiro se encanta pelo Brasil quando ele é simplesmente Brasil, nós também podemos conquistar mais quando somos plenamente nós. A autenticidade não é só um valor. É ferramenta, força e caminho.
*Juliana Ferraz é sócia da Holding Clube e tem quase 30 anos de carreira no universo da comunicação e eventos no Brasil.
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