Por Que nem CEOs Tiveram Aumento nos Últimos Anos?

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Salários mensais de executivos C-Level no Brasil começam em R$ 30 mil e podem ultrapassar R$ 80 mil, dependendo do porte da empresa e do cargo

 

Nem mesmo os cargos mais altos escaparam da estagnação salarial nos últimos dois anos. Uma pesquisa da Page Executive, consultoria especializada em recrutamento de alta liderança, aponta que a remuneração mensal fixa de líderes C-Level no Brasil ficou estável em 2024, repetindo o cenário de 2023. O estudo ouviu 2 mil executivos de empresas de pequeno, médio e grande porte na América Latina.

A única exceção foi o cargo de CCO (Chief Commercial Officer), ou diretor comercial, em empresas com receita de até R$ 250 milhões. O teto salarial teve um aumento discreto de R$ 58 mil para R$ 60 mil. Em todos os outros casos, a remuneração mensal fixa de presidentes, líderes de finanças, tecnologia e de outras áreas se manteve inalterada — mesmo com inflação, aumento de responsabilidades e pressão por resultados. “Essa estabilidade se deve a uma combinação de prudência financeira das empresas e mudanças nas prioridades dos líderes”, explica Humberto Wahrhaftig, diretor da Page Executive.

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No entanto, esse cenário não significa falta de movimentação. Na prática, aumentos pontuais seguem acontecendo, mas de forma contida e estratégica. “A diferença entre o piso e o teto de uma mesma faixa pode chegar a 60% ou até 100%, o que abre espaço para ajustes internos, sem alterar os limites oficiais da categoria.” Por exemplo, o salário de um CEO em uma empresa com faturamento de R$ 250 milhões até R$ 500 milhões fica entre R$ 50 mil e R$ 80 mil.

Falta de perspectiva eleva turnover

Apesar dos avanços em aspectos não salariais, como benefícios e ambiente de trabalho, muitos executivos ainda se sentem estagnados devido à ausência de perspectivas claras de aumentos salariais, o que contribui para o aumento do turnover. “Em um cenário em que os líderes valorizam cada vez mais propósito, reconhecimento e condições de trabalho, a ausência de evolução na proposta de valor pode acelerar a rotatividade, especialmente entre talentos mais disputados.”

No Brasil e no Chile, 24% dos executivos estão insatisfeitos com seus pacotes de remuneração e benefícios. Além disso, quase metade dos líderes brasileiros planeja mudar de cargo nos próximos cinco anos. Entre os principais motivos estão a falta de flexibilidade e a ausência de evolução na proposta de valor ao executivo.

Além do salário

Diante da estabilidade salarial, empresas precisam encontrar maneiras formas de reter seus principais líderes. O estudo indica que fatores para além do salário têm ganhado força nas decisões de carreira de executivos: benefícios que envolvem flexibilidade e saúde, como trabalho híbrido, cuidado com a saúde mental e alinhamento do trabalho com propósito também são avaliados na hora de aceitar ou recusar uma proposta.

O salário mensal fixo está longe de ser o único fator levado em conta na avaliação da remuneração executiva. Outro fator-chave no modelo de compensação atual é a remuneração variável. De acordo com os dados da Page Executive, 86% dos executivos recebem bônus, que em muitos casos representam até 50% da remuneração total. “Mais do que um bônus pontual, a compensação variável está cada vez mais atrelada ao desempenho organizacional, e não apenas individual, refletindo uma tendência de foco em crescimento sustentável”, afirma Wahrhaftig. Metas de sustentabilidade, por exemplo, já fazem parte dos critérios de bônus de 12% dos líderes entrevistados pela pesquisa.

O que esperar pela frente

Para 2025, a expectativa é de que os salários fixos mensais permaneçam estáveis, enquanto a remuneração variável ganhe destaque. Segundo o estudo da Page Executive, 62% dos executivos na América Latina esperam receber mais bônus no próximo ciclo, número superior à média global de 52%. “Não é tanto sobre aumentos nominais, mas sim aprimorar a forma como o desempenho é recompensado.”

Segundo o executivo, para se manterem competitivas no mercado de trabalho e manter os melhores talentos, as empresas devem adotar pacotes de benefícios mais flexíveis, personalizados e alinhados ao bem-estar dos colaboradores, indo além da remuneração fixa.

Veja abaixo os salários mensais para cada cargo C-Level em empresas de portes distintos:

*Intervalos variam de R$ 0 a R$ 100 mil

Gabrielli Motta/Forbes

 

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