Excesso de Notificações Pode Levar ao Burnout

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Notificações celular fadiga do ping

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Notificações constantes de e-mails, mensagens e aplicativos de trabalho podem causar estresse crônico e levar ao burnout

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O som de notificações dos dispositivos pode parecer inofensivo — mas não se engane. Esse barulho constante cobra um preço. Quando ignorado, pode se acumular como uma fonte silenciosa de estresse, capaz de evoluir para o que especialistas já chamam de “fadiga do ping” — um gatilho discreto, mas potente, para o burnout.

O que é a “fadiga do ping”?

A “fadiga do ping” descreve a exaustão mental provocada pela constante sensação de estar sempre disponível, resultado de um fluxo ininterrupto de notificações digitais vindas de ferramentas como Teams, Slack, e-mail e LinkedIn, além de redes sociais pessoais. “Muitos profissionais estão conectados a vários aplicativos e plataformas que disparam notificações o tempo todo”, afirma Peter Duris, CEO e cofundador do aplicativo Kickresume, que ajuda a criar currículos com o uso de IA. “Pode ser uma mensagem automática informando que alguém está editando seu arquivo, que uma reunião vai começar ou que alguém está tentando entrar em contato.”

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As notificações podem te deixar estressado, distraído e incapaz de manter o foco. Esse problema crescente esgota a energia de profissionais de forma muitas vezes despercebida. “É um dos fatores que silenciosamente contribuem para o burnout.”

Além disso, o executivo destaca que tantas distrações dificultam atingir o “estado de flow” — aquele momento em que você mergulha no trabalho e produz com qualidade. “Deve sempre haver um equilíbrio entre executar suas tarefas e estar disponível para os colegas, especialmente em ambientes colaborativos”, diz. “Não recomendaria que ninguém se sentisse ‘sempre online’, principalmente fora do horário de trabalho.”

Dicas para lidar com o excesso de notificações e evitar o burnout

O CEO da Kickresume compartilha quatro estratégias para gerenciar melhor seus dispositivos e prevenir a “fadiga do ping”:

  1. 1. Estabeleça horários específicos para checar e-mails e mensagens. Se precisar de um período de foco profundo, desligue as notificações ou apenas o som do computador;
  2. 2. Use o status de “ocupado” em ferramentas como Slack ou Teams para avisar que pode demorar para responder;
  3. 3. Faça pausas programadas longe da tela, principalmente no horário do almoço. “Nada melhor do que comer com a mente tranquila”, diz Duris;
  4. 4. Cancele inscrições de newsletters que você não lê para reduzir o número de notificações.

Como empresas e líderes podem ajudar

  1. 1. Evite enviar mensagens fora do expediente: Sua equipe vai agradecer por não se sentir obrigada a estar “sempre online”. Se tiver uma ideia urgente, escreva o e-mail e agende o envio para a manhã seguinte;
  2. 2. Agrupe as comunicações internas em blocos mais objetivos: Para isso funcionar, é ideal haver colaboração entre RH, liderança e comitês internos;
  3. 3. Implemente um horário de silêncio planejado: Muitas empresas de tecnologia adotam essa estratégia: durante um período, nenhuma comunicação é permitida, e cada um se concentra em seus projetos sem interrupções.

Repense sua relação com as notificações

Os mesmos dispositivos criados para poupar tempo e facilitar a vida podem intensificar o estresse se não forem bem gerenciados. Só porque seu aparelho tocou, não significa que você precisa responder imediatamente. Permitir que as notificações ditem o ritmo da sua vida é como correr uma maratona mental diária.

Lutar contra a “fadiga do ping” pode trazer mais tranquilidade, foco e engajamento, além de aumentar sua produtividade a longo prazo e reduzir o risco de burnout. “Quanto menos notificações durante o dia, melhor. Isso também torna o trabalho menos estressante e com menos distrações”, afirma Duris. Para o executivo, quanto mais relaxado você estiver, mais capacidade terá para resolver problemas e lidar com os desafios do dia a dia.

*Bryan Robinson é colaborador da Forbes US. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.





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