A delegada Patrícia de Mariane Buldo, responsável pela investigação da morte de Sophia da Silva Fernandes, de 3 anos, no dia 9 de agosto, em Ribeirão Preto, diz que a mãe e o padrasto são os principais suspeitos do crime e avalia a possibilidade de pedir a prisão do casal.
Os dois afirmaram que a garota foi encontrada caída no banheiro do apartamento onde vivem, quando foi deixada sozinha tomando banho. No entanto, o laudo do IML (Instituto Médico Legal) descartou a morte acidental da criança.
Ela foi morta de forma violenta, descartada completamente a hipótese de acidente doméstico. Considerando que essa morte violenta ocorreu dentro do imóvel, o adulto que estava ali ou os adultos que estavam ali, foram os autores. E quem estava ali? A mãe e o padrasto. Um dos dois ou os dois foram os autores
Patrícia de Mariane Buldo, em entrevista à EPTV
Sophia ficou internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE), durante nove dias, até ser confirmada a morte cerebral. O documento do IML indica que os ferimentos na cabeça da garota tenham sido causados por agressões.
A defesa de Letícia Nunes da Silva e de Luiz Guilherme Braga Barboza informou que não há provas de que Sophia morreu por agressão e que isso vai ser esclarecido no decorrer do processo.
Síndrome do Bebê Sacudido
O laudo ainda mostrou que as lesões graves na cabeça da criança eram sugestivas de trauma de grande energia, já que Sophia tinha alterações de fundo de olho e não foi possível excluir a ‘Síndrome do Bebê Sacudido’.
Quando a criança é chacoalhada dessa forma, no momento de violência, normalmente os pais que fazem isso seguram pelo braço e a cabeça da criança chacoalha. Como o cérebro ainda não está maduro, ela sofre diversas lesões, inclusive essa, característica de ‘Shaken Baby’, que é lesão no fundo do olho. Essa criança tinha essas lesões, o que nos leva a crer sem sombra de dúvida que ela foi vítima de maus-tratos
Patrícia de Mariane Buldo, em entrevista à EPTV
No exame do IML, também consta a informação de que assistentes sociais, psicóloga e equipe médica do HC, no primeiro atendimento de Sophia, notaram a falta de reações compatíveis da mãe, devido à gravidade do quadro clínico da filha, outro ponto comentado pela delegada.
“Chamou a atenção de todos aqui na delegacia, o comportamento frio, sem nenhuma emoção com relação à morte da filha. Claro que cada um tem sua forma de reagir, mas não vou negar que nos chamou atenção, disse a delegada.
*Com informações da EPTV
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