A PF (Polícia Federal) de Ribeirão Preto falou pela primeira vez, nesta sexta-feira (21), sobre a ação do influenciador financeiro, Gabriel Saletti Pinotti, preso temporariamente, desde terça-feira (18), por suspeita de aplicar golpes de até R$ 15 milhões em vítimas de todo País.
Segundo o delegado da PF, Marcellus Henrique Araújo, a forma como o suspeito agia, há pelo menos quatro anos, já era considerado um crime.
“Esse tipo de criminoso, ele vai pega o dinheiro das pessoas para ele se sustentar ao longo do tempo e, quando uma pessoa física, que não seja uma instituição financeira credenciada em órgãos reguladores, capta recursos financeiros para poder fazer investimentos é crime”.
As investigações sobre o caso continuam antes da conclusão do inquérito, que será enviado ao Ministério Público Federal, e o pedido de prisão temporária pode ser prorrogado.
Pirâmide financeira
O delegado falou sobre a prática de pirâmide, considerada ilegal, que no caso do influenciador ele agiu de forma cautelosa e estratégica.
“As pirâmides no início, os valores prometidos de rendimentos eram altos de 15%, 20% até 50% e a sociedade percebeu que os valores eram insustentáveis, então, hoje em dia as pessoas que vão praticar o crime também está atenta a isso e monta estratégia o tempo todo para atingir o maior número de vítimas”.
No caso do influenciador financeiro, a promessa era de 2% ao longo do tempo e, em algumas situações, ele prometia que os rendimentos poderiam chegar até 6%.
“Essa era uma forma de convencer as pessoas a confiar nele o seu dinheiro para conseguir os investimentos.”
Defesa do influenciador
A EPTV tentou contato com o advogado do influenciador, no entanto, ele disse que só irá se pronunciar após ter acesso ao processo.
Sobre o caso
O empresário suspeito de aplicar golpes milionários em diversas vítimas foi preso na terça-feira, após agentes da Polícia Federal cumprir quatro mandados de busca e um de prisão temporária em Ribeirão Preto e Matão.
De acordo com a PF, Gabriel Saletti Pinotti estava sendo investigado pela operação ‘TAKE PROFIT’, referente às práticas de crimes financeiros, lavagem de dinheiro, exercício ilegal de atividade de assessor de investimento sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e crime contra a econômica popular.
A PF informou que “na última etapa da execução de seu plano criminoso, ingressou com processo de insolvência civil de pessoa física perante o Juízo Civil de Ribeirão Preto e deu início a atos de alienação de seu patrimônio, como imóveis, carros, dentre outros”
Ostentação nas redes sociais
Durante as investigações, os policiais identificaram que o dinheiro das vítimas foi utilizado para a aquisição de veículos de luxo, casa em um condomínio da zona Sul de Ribeirão e viagens extravagantes.
Além disso, nas redes sociais, Gabriel compartilhava uma vida exuberante e de ostentação. Segundo a PF, uma estratégia para se apresentar como um investidor de sucesso e atrair as vítimas.
SAIBA MAIS
Gabriel Saletti Pinotti está preso temporariamente desde terça-feira (18); Polícia Federal de Ribeirão Preto segue com investigações
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