Nesta quarta-feira (19), Ribeirão Preto celebra seu 168º aniversário e, ao longo de todo esse tempo, a oitava maior cidade do Estado de São Paulo construiu seu legado econômico, cultural e social.
Ao completar mais um ano de existência, a cidade que nasceu a partir das doações de terras de proprietários locais para construção de uma capela em louvor a São Sebastião, não celebra apenas sua história, mas também a sua diversidade e sua adaptação.
Atualmente, com mais de 698 mil habitantes, Ribeirão Preto guarda diversas curiosidades que apenas quem é morador raiz (ou entusiasta pelo município) vai entender. Conheça alguns:
Incêndio no Theatro Pedro II
O Theatro Pedro II foi a principal referência cultural de Ribeirão Preto durante cinco décadas. O local abrigou diversos acontecimentos políticos e sociais, além de grandes companhias teatrais e operísticas do exterior.
Entretanto, em 1980, o prédio que faz de parte de um conjunto arquitetônico denominado ‘Quarteirão Paulista’ viveu sua maior tragédia. No dia 15 de julho daquele ano, o Theatro Pedro II foi consumido por um incêndio que destruí a cobertura, o forro do palco e grande parte do seu interior, deixando toda sua estrutura comprometida.



Na época, o local também era utilizado como cinema e foi durante a exibição do filme “Os Três Mosqueteiros Trapalhões” que um curto circuito deu início a destruição. A reabertura do local aconteceu 16 anos após o incêndio, no dia 27 de maio de 1996.
A pesquisadora Renata Alves Sunega, em seu artigo “Quarteirão Paulista: um conjunto harmônico de edifícios monumentais”, conta que a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e Coral do Teatro Colón se apresentaram na ocasião.
Mamonas Assassinas em Ribeirão Preto
Sucesso nos anos 90, a banda Mamonas Assassinas nasceu em Guarulhos (SP) e era composta por Dinho, Sérgio, Samuel, Julio e Bento. Eles se apresentaram em Ribeirão Preto cinco meses antes do acidente envolvendo o avião em que a banda estava.
O grupo fez um show no dia 1º de outubro de 1995 na antiga boate Zoom, que ficava na avenida Francisco Junqueira e era o ponto de encontro de vários jovens da época. A apresentação foi a primeira e a única em Ribeirão Preto.
No dia 2 de março de 1996, o avião que a banda estava caiu na Serra da Cantareira. Todos os integrantes morreram.
Praças de Ribeirão Preto já fora cemitérios
As praças de Ribeirão Preto, onde hoje abrigam diversas paisagens e eventos diversos, já foram utilizadas como cemitérios em meados do século XIX, já que os primeiros cemitérios urbanos da cidade nasceram próximos a Igreja, seguindo a tradição católica da época.
Entre 1863 e 1868, a primeira capela do município foi erguida no local onde hoje está a fonte luminosa, portanto, os mortos eram enterrados provavelmente no espaço onde atualmente está a estátua do Soldado Constitucionalista, na Praça XV de Novembro.
Já em 1878, o segundo cemitério da cidade foi criado nas imediações das atuais ruas Américo Brasiliense, Florêncio de Abreu, Lafaiete, Visconde de Inhaúma e Tibiriçá, onde hoje estão a Praça das Bandeiras e a Catedral Metropolitana de São Sebastião.
O terceiro cemitério foi criado próximo a atual Praça Sete de Setembro (antiga praça Aureliano de Gusmão), nas imediações das ruas Sete de Setembro, Lafaiete e Florêncio de Abreu. O local funcionou entre 1887 e 1892.

Ribeirão Preto já teve mar
Hoje, quem mora em Ribeirão Preto, leva cerca de seis horas para chegar até o mar e curtir uma praia de água salgada. Entretanto, esse cenário já foi diferente no passado.
Isso porque, de acordo com um estudo feito por geólogos do Brasil e de Portugal, Ribeirão Preto e grande parte do interior paulista, eram inundados pelas águas do Mar Irati, que tinha cerca de 1 milhão de km².
A descoberta foi publicada em 2017 e colocou as formações geológicas da vizinha cidade de Santa Rosa do Viterbo no mapa dos patrimônios geológicos do Estado de São Paulo junto com outros 141 pontos em 82 cidades paulistas.
Na época, os pesquisadores encontraram na cidade uma mina de calcário com presença de “estromatólitos”, nome dado ao sedimentos de microalgas de águas rasas que confirmam a presença de um mar nessa área.
Apresentação da cantora Shakira em Ribeirão
Não tão distante dos dias atuais, a cantora colombiana Shakira, se apresentou em Ribeirão Preto no dia 6 de março de 1997.
Na ocasião, a cantora realizava sua primeira turnê mundial, intitulada como “Pies Descalzos”. Os ingressos para a apresentação em Ribeirão Preto custaram R$ 5.
‘Pé de chiclete’ em Ribeirão Preto
Na rua Prudente de Morais, na região Central de Ribeirão Preto, uma sibipiruna se tornou uma espécie de “cartão postal” da cidade, devido a quantidade de chicletes que foram colados em seu tronco.
Não se sabe ao certo como a prática começou, no entanto, acreditasse que alunos de uma escola estadual nas proximidades tenham começado “a tradição”. As fotos da árvore de chiclete sempre despertaram curiosidade e, muitas vezes, repulsa em quem as viam.
Contudo, em 11 de maio de 2018, um caminhão acabou batendo na árvore, que teve a raiz arrancada da calçada e foi condenada a extração. Na época, a situação provocou grande repercussão.

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