Fomentando o CCS: especialistas defendem integração financeira no mercado de carbono

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carbono é destaque em evento pioneiro.
Foto: Tree Comunicação
Renan Araujo

A crescente demanda por projetos de captura e armazenamento de carbono é destaque em evento pioneiro.

Recentemente, importantes vozes do setor se reuniram em um encontro promovido pela CCS Brasil e Banco do Brasil. Intitulado Conexão CCS – Integração de Financiamentos no Mercado de Carbono, este evento contou com o apoio da Campos Mello Advogados e EQAO, e focou na integração de financiamentos, públicos e privados, para o avanço do CCS no Brasil.

Compreendendo o CCS

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CCS (Captura e Armazenamento de Carbono) refere-se ao processo de retirar emissões de carbono, especialmente da indústria e geração de energia, e assegurar que o CO2 seja armazenado em reservatórios geológicos de forma eficaz e duradoura.

Heloísa Borges, da Empresa de Pesquisa Energética, evidenciou um ponto crucial: “Ao falar sobre neutralidade de carbono, não nos referimos a nenhuma emissão”. A verdadeira questão é equilibrar emissões e capturas, para que a diferença totalize zero.

Desafios do financiamento e regulação

Em meio às discussões, ficou claro que a regulamentação é essencial para garantir o avanço do setor. Muitos olhos estão voltados para o PL 1425/2022, em avaliação na Câmara dos Deputados. Milas Evangelista, CEO da Renovar Sustentabilidade, ressaltou a importância do mercado de carbono para os empreendedores: “Eles necessitam de garantias de espaço para a injeção de carbono e acesso a créditos de carbono.”

A magnitude do investimento requerido trouxe consenso: é essencial combinar todos os mecanismos financeiros possíveis. Cesar Sanches, da B3, afirmou: “Investir em sustentabilidade é investir em infraestrutura. Precisamos de todos os recursos financeiros e de mais informação.”

Parcerias e perspectivas

A Petrobras, renomada no campo da injeção de carbono, foi mencionada. Alexandre Calmon, do Campos Mello advogados, observou a expertise brasileira: “Já temos no Brasil a habilidade técnica para avançar nesta área.”

Julio Meneghini, da USP, ressaltou a relevância das parcerias internacionais. “Ao associarmo-nos a pesquisadores estrangeiros, convidamo-los para liderar projetos aqui, diminuindo a dependência tecnológica”, observou.

O debate ocorreu logo após a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovar o projeto de lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil. Carlos de Mathias Martins Junior, da EQAO, criticou a exclusão do agronegócio, vendo potencial para o setor no mercado de carbono e na aplicação do CCS.

Concluindo o evento, Isabella Morbach, da CCS Brasil, destacou a importância do diálogo intersetorial. Nathália Weber, colega na CCS Brasil, reforçou que o CCS é apenas uma das ferramentas vitais para uma economia de baixo carbono, com todas desempenhando funções complementares.

Fonte: Tree Comunicação – Renan Araujo.





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